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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Lixo nas praias é o desafio do verão

Cidades do litoral fluminense promovem ações de limpeza
  
Rio - Verão é sinônimo de areia lotada e muito lixo deixado para trás no litoral fluminense. Na Região dos Lagos, até carcaças de barracas de ambulantes foram retiradas do mar durante uma ação na semana passada para garantir a limpeza das praias em Arraial do Cabo. Na Praia do Forno, 100 servidores públicos participaram da operação e cerca de 60 toneladas de resíduos foram recolhidas da areia e da trilha. Novos galões de lixo foram colocados no local. Na Prainha, foram recolhidos 100 quilos de lixo e na Praia do Pontal, mais duas toneladas.

De acordo com o secretário de Serviços Públicos, Francisco de Assis, a maior parte foi de descartáveis, deixados pelos banhistas, como copos e palitos de churrasco. “São resíduos que, além de poluir a natureza, podem causar acidentes, como palitos pontiagudos que são jogados na areia”, afirmou. A operação de limpeza permanecerá até o fim do verão em todas as praias cabistas. “A medida é importante porque, além de manter a cidade limpa, auxilia na atração de turistas”, disse a estudante Déborah Carvalho, de 20 anos.


Até barraca de ambulante foi retirada da água durante ação para limpeza da Praia do Forno, em Arraial
Foto:  Divulgação

Em Cabo Frio, que diz ostentar o título de “cidade mais limpa do Brasil”, 1.500 varredores têm retirado em média 300 toneladas de lixo por dia das ruas. Foram contratados 450 temporários neste verão, sendo 300 para as praias. Uma força-tarefa aconteceu na Praia das Conchas e Ilha do Japonês. Foram cerca de 60 pessoas trabalhando, e retiradas 12 toneladas de lixo das praias.
Já em Paraty, na Baía de Ilha Grande, o prefeito Carlos José Gama, o Casé (PT), afirmou que não há uma operação específica para o verão, mas sim para todo o ano. “Há mais de um ano, fazemos coleta seletiva costeira através de barcos. Em cada comunidade, existe um centro de lixo para turistas e moradores. A embarcação passa e recolhe todo o lixo selecionado duas vezes por semana. É uma coleta bem eficiente”, disse.
Alternativas de coleta em Rio das Ostras

Cerca de 15 mil sacolinhas oxi-biodegradáveis — material que se decompõe mais rapidamente —, foram distribuídas para banhistas em Rio das Ostras neste verão. A ação de conscientização, que recebe o nome de ‘Projeto Praia Limpa, diversão para todos’, foi iniciada em dezembro passado nas praias de maior circulação de moradores e turistas da cidade.

Diariamente, grupos percorrem a Lagoa de Iriry e as praias de Costazul, Cemitério, Centro, Pica-pau e Tartaruga. A iniciativa da Secretaria do Ambiente da cidade, que acontecerá até o final do Carnaval, tem apoio de moradores e turistas. A turista Regina Ferreira, que é professora e mora em São Paulo, elogiou a ação em Costazul. “Estamos impressionados com o cuidado com a natureza. Essa praia é linda demais! Precisamos preservar esse lugar e assim aproveitar, ainda mais, essa maravilha de Rio das Ostras”, destacou.

O trabalho de coleta em datas de grande movimentação turística, como no último Réveillon, o município chegou a recolher até 195 toneladas de lixo em um único dia, contra 100 toneladas em Arraial do Cabo Frio. Já em Cabo Frio, foram recolhidas 800 toneladas no período. Segundo a Prefeitura de Rio das Ostras, moradores, turistas e veranistas podem ajudar nas ações de limpeza da Secretaria do Ambiente colocando o lixo domiciliar bem embalado nos dias e horários certos para coleta.
Reportagem de Vinícius Amparo
Fonte: http://odia.ig.com.br/odiaestado/2015-01-18/lixo-nas-praias-e-o-desafio-do-verao.html
 

domingo, 9 de novembro de 2014

Artista transforma lixo em luxo em Niterói

O Centro Cultural Abrigo de Bondes, em Niterói, recebe a partir do dia 9 de outubro a exposição "O Luxo do Lixo", de Cacau Salabert. A mostra fica em cartaz até 29 de novembro, com entrada franca.

Divulgação/ TMN assessoria

Depois de expor três vezes na França, o artista apresenta esculturas, quadros, luminárias feitas de materiais recicláveis. Utilizando somente plástico, alumínio, ferro, papel e componentes eletrônicos o artista transforma completamente que é considerado lixo para alguns, em objetos luxuosos.
Desde sua volta de Paris, o artista começou a criar quadros temáticos, cápsulas de champanhe transformados em "pequenas cadeiras de pensamento", com motor de liquidificador ele faz apropriações e o transforma em luminária e de outros materiais surgem caixas, animais, quadros e espelhos se fundem em um festival de formas, mas todos com a mesma característica: o sentido da transformação chamada descartáveis​​. Um outro olhar sobre o meio ambiente.

O que: O Luxo do Lixo
Onde:
Centro Cultural Abrigo dos Bondes
Rua Marquês de Paraná, 100
Centro
Niterói
Ver no mapa

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

EcoD Básico: Lixão, Aterro controlado e Aterro sanitário


Portal EcoD – www.ecod.org.br

Para onde vai o seu lixo depois que você o joga na lixeira? Pouca gente pensa sobre o assunto, mas tudo que consumimos, desde uma garrafa de água até o pneu do carro, vira lixo em algum momento e segue por um destino que muitas vezes não é sustentável.
Somente no Brasil são produzidos cerca de 240 mil toneladas de lixo todos os dias, sendo que apenas 2% de tudo isso segue para reciclagem. O resultado é uma enorme quantidade de resíduos que precisa de uma nova destinação após sua vida útil.
Entre todos os rumos possíveis, três se destacam no país: os lixões, os aterros controlados e os aterros sanitários. As diferenças entre cada um deles você confere logo abaixo:
Lixões

Lixão é uma área de disposição final de resíduos sólidos sem nenhuma preparação anterior do solo. Institucionalizados ou clandestinos, esses locais recebem volumes diários de lixo que são amontoados um por cima do outro. População civil e, em alguns casos, a própria prefeitura, são responsáveis por jogar o lixo coletado no local.
Diversos problemas tornam o lixão a solução menos indicada quando o assunto é o descarte do lixo. Por não ter nenhum tipo de proteção, esses locais se tornam vulneráveis à poluição causada pela decomposição do lixo, tanto no solo, quanto nos lençóis freáticos e no ar.
Isso ocorre porque a maior parte do material despejado entra em processo de decomposição, produzindo o chorume e o gás metano. O chorume escorre com o auxílio da chuva e penetra na terra, chegando aos lençóis freáticos localizados abaixo do lixão e contaminando a água.
Já o biogás resultante da decomposição do lixo e formado por gases como metano, gás carbônico (CO2) e vapor d’água, é liberado diretamente para a atmosfera – sem antes passar por nenhum tipo de tratamento.
Além dos impactos ambientais, o acumulo de lixo atrai animais transmissores de doenças, como moscas e ratos. O local ainda é tido como fonte de renda para a população carente, que recolhe o material reciclável e, em alguns casos, chega a se alimentar dos restos encontrados no lixo.
Aterros controlados

Os aterros controlados são locais intermediários entre o lixão e o aterro sanitário. Trata-se geralmente de antigas células que foram remediadas e passaram a reduzir os impactos ambientais e a gerenciar o recebimento de novos resíduos.
Esses locais recebem cobertura de argila e grama e fazem a captação dos gases e do chorume. O biogás é capturado e queimado e parte do chorume é recolhida para a superfície. Os aterros controlados são cobertos com terra ou saibro diariamente, fazendo com que o lixo não fique exposto e não atraia animais.
Aterros sanitários

Os aterros sanitários são espaços preparados para a deposição final de resíduos sólidos gerados pela atividade humana. Esses locais são planejados para captar e tratar os gases e líquidos resultantes do processo de decomposição, protegendo o solo, os lençóis freáticos e o ar.
As células são impermeabilizadas com mantas de PVC e o chorume é drenado e depositado em um poço, para tratamento futuro. O biogás é drenado e pode ser queimado em flaires ou aproveitado para eletricidade. Por ser coberto por terra diariamente não há proliferação de pragas urbanas.

Fonte: http://www.rumosustentavel.com.br/ecod-basico-lixao-aterro-controlado-e-aterro-sanitario/

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

LIXO – este problema tem solução



............Nos últimos anos registrou-se um crescimento acelerado da população urbana no Brasil. Com o Estado do Pará não foi diferente. Em função dos avanços tecnológicos, esta população vem apresentando mudanças marcantes nos hábitos de consumo. Com isso, o lixo produzido é cada vez maior e de qualidade diversificada, contribuindo para uma série de problemas de ordem sanitária, ambiental, econômica e social.
............Por causa de fatores diversos, como a escassez de recursos financeiros, a falta de apoio técnico e a falta de consciência em relação aos prejuízos que o lixo acarreta à saúde da população e ao meio ambiente, os municípios paraenses enfrentam sérias dificuldades com a coleta e destinação de seu lixo.
............De maneira diferente, o problema do lixo incomoda hoje as diversas cidades do Estado, afligindo mais fortemente algumas prefeituras do que outras. Isto não significa, porém, que os problemas sejam menores ou de mais fácil solução nos locais onde parecem incomodar menos. Problemas atualmente invisíveis podem, em pouco tempo, causar grandes dificuldades.
............Não há qualquer vantagem em deixar a solução para depois. Um município pode, por exemplo, não estar registrando ainda conseqüências graves da poluição ambiental sobre a saúde da população. Mas elas, certamente, podem aparecer se o problema for negligenciado. O rigor das leis e as pressões populares podem ainda não ter atingido a administração. Mas, até quando?
............Apesar de tudo, a situação pode ser enfrentada com calma e tranqüilidade. As soluções para o problema podem estar em propostas simples e específicas para cada região. Juntos, Governo estadual, Prefeituras e a comunidade podem chegar às medidas que vão proporcionar melhor qualidade de vida a toda população paraense.

O que é o lixo?

............É todo e qualquer material proveniente das atividades humanas que não serve mais e, por isso, é jogado fora. Pode ser também gerado pela natureza. O lixo é produzido tanto em aglomerações urbanas quanto em zonas rurais.

Composição do lixo

............A composição do lixo é bastante diversificada, sendo definida de acordo com as características de cada município ou comunidade onde é produzido. A localização da cidade, suas atividades industriais, agrícolas e comerciais, além das condições sócio-econômicas da população são alguns dos fatores que determinam as características do lixo de um município.
............Lixo orgânico: É aquele proveniente de quaisquer seres vivos, sejam animais ou vegetais. São facilmente decompostas pela natureza e podem ser reaproveitadas pelo homem. Exemplos: restos de comida, restos de frutas e verduras (caroço de açaí, casca de coco, etc), restos de plantas (folhas, galhos, pedaços de madeira, serragem, etc) e restos de animais.
............Lixo inorgânico: É aquele que resulta de produtos industrializados. São de difícil decompo- sição pela natureza, mas podem ser reciclados pelo homem. Exemplos: vidros, plásticos, papéis, metais, entulhos de construções, restos de tecidos (panos e trapos), materiais inertes (terra, areia, etc).

Classificação do lixo

  • O lixo pode ser classificado em diversas categorias, de acordo com sua origem.
  • – Lixo domiciliar: É todo lixo produzido nas residências.
    – Lixo público: É o lixo proveniente de logradouros públicos, como ruas, praças e feiras.
    – Lixo de serviços de saúde: É aquele produzido por hospitais, unidades de saúde. Laboratório e farmácias.
    – Lixo comercial: É aquele produzido nos estabelecimentos comerciais.
    – Lixo industrial: É aquele produzido nas indústrias, como restos de matérias-primas e de sub- produtos.

    Formas prejudiciais de dispor o lixo

  • Depósito a céu aberto, o lixão
  • ............Caracterizado pela simples descarga do lixo sobre o solo, sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública, o lixão é uma forma inadequada de disposição final do lixo. Tecnicamente, é o mesmo que depósito de resíduos a céu aberto.
    ............Os lixões são responsáveis por alguns problemas urbanos, como a proliferação de animais transmissores de doenças e o surgimento de catadores de lixo, que muitas vezes moram no local e até mesmo se alimentam de restos de comida.
    ............Quando o lixo é despejado no chão, sem qualquer critério e a céu aberto, torna-se uma série ameaça ao meio ambiente porque provoca alterações nas características do solo. Através do chorume, que é um líquido de cor preta, malcheiroso e de elevado grau poluidor, produzido pela decomposição de matéria orgânica contida no lixo, pode ocorrer poluição dos mananciais subterrâneos de água e conseqüentemente dos superficiais.
    ............Partículas de lixo também são lançadas para a atmosfera, produzindo efeitos danosos ao homem e ao meio ambiente. A poluição do ar causa doenças respiratórias e de pele, inclusive o câncer, que em alguns casos pode ser irreversível.
    ............O lixo acumulado propicia o surgimento de animais transmissores de doença porque oferece, ao mesmo tempo, disponibilidade de água, alimento e abrigo para eles. São seres que podem ser classificados em: macrovetores (ratos, baratas, moscas e animais de porte maior como cães, aves, suínos e eqüinos) e microvetores (vermes, bactérias e fungos).
    ............Estes vetores, ou seja, transmissores de doenças, são responsáveis pelo surgimento de epidemias intestinais, além de outras enfermidades lesivas e até mortais, como a cólera, o tifo, a leptospirose, a pólio, etc.

  • Depósitos em rios, igarapés, córregos e praias
  • ............Quando lançado em córregos, igarapés, rios e praias, o lixo provoca a poluição das águas e leva ao acúmulo de sedimentos nos leitos desses ecossistemas. Além da sujeira, provoca o aumento da temperatura da água, provocando a diminuição da quantidade de oxigênio dissolvido nela. A conseqüência é que fica cada vez mais difícil a vida dos seres que nela habitam, como plantas e peixes. O ciclo vital das espécies é quebrado, prejudicando as comunidades que sobrevivem da pesca.
    ............Tanto nesses locais quanto nos lixões, verifica-se o total descontrole quanto aos tipos de lixo despejados. Há até mesmo lixo originado dos serviços de saúde e indústrias, prejudicando ainda mais o solo, a água e o meio ambiente, porque contém substâncias tóxicas e perigosas.

  • Conseqüências da má disposição do lixo

  • Nas cidades e beiras de estradas:

    - proliferação de vetores de doenças;
    - poluição ambiental e visual, comprometenndo a beleza da cidade;
    - aumento do custo para limpeza e manutençção;
    - obstáculos para o trânsito, provocando aacidentes;
    - perigo para os carros e pedestres com a presença de objetos cortantes.


  • Nas praias, rios, igarapés e córregos:

    - poluição da areia, prejudicando principaalmente as crianças;
    - poluição da água;
    - perigo de acidentes com materiais cortanntes para os freqüentadores;
    - morte da flora e da fauna aquáticas (peiixes e vegetação);
    - prejuízo ao lazer, à pessoa, à alimentaçção e à paisagem natural;
    - comprometimento de sua utilização pelas gerações futuras, etc.

    Alternativas para o tratamento do lixo

    ............Independentemente de suas dimensões ou disponibilidade de recursos, cada município paraense enfrenta hoje o desafio de encontrar soluções para a questão do lixo urbano.
    ............Mas o fato é que não existem soluções prontas ou fórmulas mágicas. O que existe é um conjunto de alternativas a ser analisado e adequado à realidade dos municípios. Cada um deve buscar a solução sob medida para seus problemas.
    ............Esse conjunto de alternativas requer a participação não só do poder público, mas também da população. Começa com o acondicionamento do lixo, passando pela coleta, tratamento e disposição final do mesmo.

  • Serviço de limpeza urbana:
  • ............O lixo geralmente é tratado em locais afastados do seu posto de geração. Para chegar nessas áreas, depende da população e do Poder Público Municipal. A população faz a coleta interna, o acondicionamento e armazenamento dentro das residências, estabelecimentos comerciais, fábricas, etc. A Prefeitura responde pelo chamado serviço de limpeza urbana: a coleta, o transporte, a disposição final e o tratamento desses resíduos.
    ............Um sistema urbano de limpeza sanitariamente adequado e ambientalmente seguro não polui o ar, a água e o solo, nem contamina o meio ambiente. A cidade que dispõe de serviço de limpeza adequado aumenta a qualidade de vida da sua população, através da redução da mortalidade causada por doenças provocadas pelo lixo. Além disso, ganha um aspecto mais bonito.

  • Acondicionamento:
  • ............A limpeza da cidade começa dentro de casa, ou seja, no local onde o lixo é gerado. Por isso, a população deve ser conscientizada da necessidade de acondicionar o lixo em depósitos apropriados para evitar o derramamento e facilitar o seu manuseio na hora da coleta.
    ............O tipo de depósito para acondicionamento do lixo urbano deverá ser definido levando-se em consideração as características do lixo, o volume, a freqüência com que é feita a coleta, o tipo de edificação e o preço do recipiente.


  • Existem dois tipos de recipientes:

    - Recipientes com retorno: aqueless devolvidos após o esvaziamento: devem ser de ferro ou plástico duro, ter tampas e alças e tamanho adequado para facilitar a coleta;
    - Recipientes sem retorno: colocaddos no veículo coletor juntamente com o lixo, sendo os sacos plásticos os mais utilizados.

  • Coleta:
  • ............A coleta do lixo e seu transporte para as áreas de tratamento ou destinação final impedem o desenvolvimento de transmissores de doenças que encontram alimento e abrigo n lixo. A Prefeitura deve atender indistintamente toda a população do Município, assim como fazer a coleta regularmente.
    ............Quando o lixo não é recolhido, a cidade fica com mau aspecto e mau cheiro. Isso costuma incomodar mais diretamente a população, que passa a criticar a administração municipal. As possibilidades de desgaste político são grandes, sendo este mais um motivo para que as prefeituras promovam investimentos no setor de coleta de lixo.


  • Tipos de lixo coletados pela Prefeitura:

    - domiciliar;
    - de estabelecimentos comerciais;
    - de feiras e mercados;
    - industrial, quando não tóxico ou perigosso;
    - de unidades de saúde;
    - animais mortos de pequeno porte;
    - folhas e podas de árvores;
    - entulhos de construções.

  • Transporte:
  • ............No transporte do lixo podem ser utilizados diferentes tipos de veículos, desde os de tração animal até caminhões dotados de carrocerias compactadoras. A escolha depende da natureza e quantidade do lixo, dos custos de operação e manutenção do veículo, da urbanização e pavimento das ruas, das condições de tráfego e, principalmente, da adequação à realidade local.


  • Tipos de veículos coletores:

    - Caminhão com carroceria compactadora: pode ser utilizado em cidades de grande e médio porte que possuem alta ou média densidade populacional e vias com condições favoráveis de tráfego;
    - Caminhão com carroceria basculante: pode ser utilizado em cidades de médio e pequeno porte, onde a população não é concentrada.
    - Carreta rebocada com microtrator:: pode ser utilizada em pequenas comunidades com áreas de difícil acesso e poucos recursos financeiros;
    - Carroça rebocada por motocicleta:: pode ser utilizada em pequenas comunidades com vias de estivas e poucos recursos financeiros;
    - Carroça com tração animal: pode ser utilizada em comunidades rurais com áreas inacessíveis a outros equipamentos e poucos recursos financeiros;
    - Canoa: pode ser utilizada em ciddades ribeirinhas sem acesso a nenhum outro tipo de veículo.

    ............É bom lembrar que existem cidades com áreas de características diferentes, justificando o uso de diversos tipos de equipamentos para a coleta do lixo.

  • Limpeza dos logradouros:
  • ............O serviço de limpeza de logradouros é uma atividade importante para o Município, pois mantém a cidade limpa, minimiza os riscos à saúde pública e previne inundações de ruas pelo entupimento de galerias e ralos.


  • Este serviço compreende:

    - Varrição e coleta de lixo de ruas, praçças e parques;
    - Capinagem e roçagem;
    - Remoção de animais mortos;
    - Remoção de podas de árvores;
    - Remoção de entulhos e materiais volumossos;
    - Limpeza de praias;
    - Limpeza de feiras e mercados;
    - Limpeza de bocas de lobo, galerias e cóórregos;
    - Limpeza de monumentos;
    - Limpeza de valas e canais;
    - Combate a transmissores de doenças.

  • Tratamento:
  • ............Após a coleta, o correto tratamento do lixo previne e impede o desenvolvimento de seres vivos transmissores de doenças, como ratos, baratas, moscas e mosquitos, que indiretamente poluem e contaminam o meio ambiente e o próprio homem.
    ............Existem várias formas de tratar o lixo. Pode ser o aterro sanitário, a reciclagem, a compostagem ou a incineração. O melhor sistema para cada município deve ser avaliado de acordo com as condições financeiras da Prefeitura e as características do lixo local.

    Formas de tratar o lixo

  • Aterro sanitário:
  • ............Aterro sanitário é a forma de disposição final do lixo urbano no solo, seguindo normas específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e minimizando os impactos ambientais.
    ............O lixo é disposto em camadas cobertas com material inerte, geralmente solo. Além disso são construídos sistemas de drenagem e tratamento para os gases e os líquidos (chorume) produzidos pelo lixo.
    ............O aterro sanitário evita riscos ambientais e possibilita o reaproveitamento da área no futuro. Para a maioria dos municípios paraenses, apresenta-se como uma interessante opção de destinação final do lixo.
    ............Qualquer processo de tratamento do lixo, entretanto, necessita de um local para disposição final dos refugos e sobras do mesmo, um local onde possam ser descartados de forma apropriada.

  • Reciclagem:
  • ............Reciclagem é o resultado de uma série de atividades através das quais materiais que se tornariam lixo, ou estão no lixo, são reaproveitados como matéria-prima na manufatura de bens.
    ............A reciclagem não deve ser vista como a principal solução para o lixo, mas como umas das alternativas para o problema, pois nem todos os materiais que compõem o lixo podem ser reciclados. São recicláveis alguns tipos de papel, o plástico, o vidro, o metal, o entulho, etc.
    ............Antes de decidir pela implantação de um programa de reciclagem, a Prefeitura deve verificar se existe no Município, ou nas proximidades, formas de escoamento desses materiais (venda ou doação). A análise do mercado indicará quais produtos do lixo podem ser reciclados. De nada adianta reciclar, se não houver demanda para o reaproveitamento dos materiais.


  • Vantagens da reciclagem:

    - Diminuição da quantidade de lixo a ser aterrado;
    - Aumento da vida útil do aterro;
    - Preservação dos recursos naturais;
    - Economia de energia;
    - Diminuição da poluição do ar e das águaas;
    - Geração de empregos, através da criaçãoo de indústrias recicladoras.

  • Compostagem:
  • ............Compostagem é o processo biológico de decomposição da matéria orgânica contida em restos de origem animal ou vegetal (sobras de comidas, frutas, verduras, etc). Este processo tem como resultado final um composto orgânico que pode ser utilizado como recondicionante do solo, adubo na agricultura e jardinagem, sem ocasionar riscos ao meio ambiente. A compostagem é importante porque em alguns municípios a matéria orgânica contida no lixo chega a ser superior a 60%.
    ............As usinas de compostagem podem ser também artesanais, sendo indicadas para o tratamento do lixo nos municípios paraenses, principalmente quando conjugadas com a coleta seletiva.


  • Vantagens da compostagem:

    - Economia do aterro;
    - Aproveitamento agrícola da matéria orgâânica;
    - processo ambientalmente seguro;
    - Eliminação de patógenos.

  • Incineração:
  • ............Incineração é o processo de queima controlada do lixo em fornos projetados para transformá-lo em material inerte. Este tipo de tratamento é recomendado, sobretudo, para o lixo perigoso, como o produzido pelos serviços de saúde.


  • Vantagens da incineração:

    - Redução drástica do volume a ser aterraado;
    - Redução do impacto ambiental;
    - Eliminação de agentes patogênicos e subbstâncias tóxicas;
    - Produção de energia.


  • Desvantagens da incineração:

    - Alto custo de instalação e manutenção;
    - Exigência de mão-de-obra qualificada.

    Educação ambiental

    ............A educação ambiental é um processo permanente no qual os indivíduos e a comunidade tomam consciência do seu meio ambiente e adquirem conhecimentos, valores, habilidades, experiências e determinação, tornando-se aptos a agir, individual e coletivamente, e resolver problemas ambientais presentes e futuros.


  • Entre as características fundamentais da educação ambiental, destacam-se:

    - o enfoque orientado à solução de probleemas concretos da comunidade;
    - o enfoque interdisciplinar dos problemaas do meio ambiente;
    - a participação da comunidade;
    - o caráter permanente, orientado para o futuro.

    ............Como a participação da população é ponto fundamental para o sucesso de qualquer programa de combate ao lixo a ser implantado pela Prefeitura, devem ser feitas campanhas de educação ambiental, desencadeadas em parceria com as instituições locais: escolas, igrejas, centros comunitários, etc.

  • Como colaborar:

  • Veja como a população pode contribuir para que o problema do lixo seja resolvido ou minimizado em seu município:

    - Reduzindo a quantidade de lixo, reaprovveitando o que for possível;
    - Separando o lixo que pode ser recicladoo através da coleta seletiva;
    - Cumprindo os dias e horários da coleta domiciliar;
    - Não jogando lixo nas ruas, praças, jarddins, etc.
    - Não jogando lixo nas margens ou leito ddos rios, lagos e igarapés;
    - Cobrando ações da prefeitura, mas fazenndo também a sua parte.

  • Campanha educativa:
  • ............Para que a população participe ativamente das ações propostas para minimizar os problemas gerados pelo lixo, é imprescindível que a prefeitura e entidades envolvidas façam uma boa divulgação. Devem ser usados os meios de comunicação locais, como jornais, rádios, carros de som, faixas e outros mecanismos para difusão de informações e planos. A campanha educativa pode ser completada com a promoção de seminários, conferências e palestras.
    ............Esclarecida e sensibilizada, a população se tornará a principal aliada da prefeitura na implantação do programa elaborado. Desta forma, a gestão ambiental passa a ser, de fato, um compromisso de toda a coletividade.

    Por onde começar

    ............Para implantar um programa que minimize os impactos negativos causados pelo lixo urbano, a prefeitura deve, primeiramente, conhecer a extensão do problema e caracterizar corretamente o lixo do município. O primeiro passo é fazer, portanto, uma pesquisa detalhada sobre o mesmo.

  • Proposta de roteiro:
  • - Determinar a quantidade de lixo gerado ppor habitante num período de tempo especificado (taxa de geração por habitantes);
    - Determinar as porcentagens dos vários coomponentes do lixo, como papel, vidro, matéria orgânica, etc (composição física);
    - Determinar a quantidade de matéria orgânnica do lixo (teor de matéria orgânica);
    - Efetuar o balanço de massa contida no liixo;
    - Determinar a quantidade de água contida na massa do lixo;
    - Determinar o peso específico;
    - Determinar a composição química do lixo;;
    - Verificar a existência do terreno disponnível para servir como área de destino final;
    - Realizar pesquisa de mercado, no próprioo município ou nos municípios próximos, quanto ao consumo de materiais reciclados;
    - Definir a quantidade de recursos financeeiros que a prefeitura poderá dispor para implantação do projeto;
    - Levantar o tipo de serviço que atualmentte é feito no município.

    ............Depois de concluído o levantamento, deve ser feito um exame cauteloso da informações coletadas. Com a ajuda de técnicos da SECTAM ou técnicos contratados para este fim, a prefeitura deve avaliar, dentro do conjunto das alternativas, qual é a proposta que melhor se aplica à realidade do município. Só assim poderá montar a solução sob medida para o caso de determinada cidade.

    C o n c l u s ã o

    ............Encontrar soluções para os problemas gerados pelo lixo urbano constitui-se hoje num grande desafio. Os efeitos do acúmulo de lixo para o meio ambiente e a saúde da população têm levado a situações muitas vezes irreversíveis, através da contaminação ambiental e do alto índice de mortalidade infantil registrado nos municípios paraenses.
    ............Cada município deve buscar o modelo de gerenciamento mais adequado às suas características, sempre pensando de forma integrada. As soluções não podem ser tomadas isoladamente, mas como um conjunto de alternativas que, somadas, resultarão na superação do problema.
    ............Gerenciar o lixo de forma integrada significa limpar o município com um sistema de coleta e transporte adequados, tratar o lixo utilizando as tecnologias mais compatíveis com a realidade local e dar-lhe um destino final ambientalmente seguro. Não se pode esquecer também a importância da educação ambiental.
    ............Se não houver a participação efetiva da população neste processo, qualquer alternativa se tornará inviável, mesmo as melhores do ponto de vista técnico e financeiro. De nada adiante, por exemplo, utilizar o melhor sistema de coleta e transporte do lixo, se a população não respeitar os horários e não acondicioná-lo de forma correta.
    ............Limpar a cidade é obrigação da prefeitura, mas mantê-la limpa só será possível com a colaboração da comunidade.

    Fonte: Manual da SECTAM, série Saneamento ambiental nº 1,
    sob o título: Lixo – este problema tem solução – Belém, 1997.

    segunda-feira, 3 de março de 2014

    Lavar lixo reciclável é desnecessário e desperdiça água, dizem especialistas

    Autor: Eduardo Carvalho Do G1, em São Paulo

    Trabalhadores separam lixo em cooperativa de reciclagem que fica no bairro de São Mateus, Zona Leste de São Paulo (Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo) 
    Trabalhadores separam lixo em cooperativa de reciclagem que fica no bairro de São Mateus, Zona Leste de São Paulo (Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo)
    Quem tem o hábito de lavar o lixo doméstico antes de destiná-lo à reciclagem está gastando água com algo desnecessário, explicam especialistas ouvidos pelo G1. Lavar itens como caixas de leite longa vida, potes de iogurte, garrafas PET ou de vidro para retirar restos de alimentos não ajuda no processo de reciclagem e gera mais esgoto – que muitas vezes não é coletado e tratado.
    Esses materiais de qualquer forma serão novamente lavados quando chegarem às cooperativas, onde ocorre o processo de separação do papel, plástico, vidro e metal, que, posteriormente, serão destinados às indústrias de reciclagem.
    “Em qualquer processo de reciclagem, o resíduo será submetido a um processo de higienização. Não há necessidade de uma lavagem aprofundada do material”, explica Carlos Silva Filho, diretor-presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).
    A melhor maneira de preservar o lixo reciclável dentro de casa de maneira higiênica (sem uso de água), até que passe o caminhão para recolher, é guardá-lo em recipientes fechados, que evitam o surgimento de moscas e a emissão de odores, explica Emilio Maciel Eigenheer, especialista em resíduos sólidos.
    Brasil, um país de lixões
    Apesar de a lavagem de material reciclado ser um desperdício de água, quando se trata do tratamento de resíduos sólidos, esse problema ambiental ainda é pequeno em comparação com a existência de quase 3 mil lixões. O país ainda recicla apenas 1,4% das 189 mil toneladas de lixo que gera por dia. Segundo o governo federal, dos 5.564 municípios brasileiros, somente 766 fazem coleta seletiva.
    Apesar de a reciclagem no país ser um mercado bilionário – em 2012 a coleta, a triagem e o processamento de materiais em indústrias geraram faturamento de R$ 10 bilhões – o Brasil perde R$ 8 bilhões ao ano ao enterrar, em aterros e lixões, materiais que poderiam ser reciclados.
    Os dados são do Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem), associação dedicada à promoção da gestão integrada do lixo. Mas esses números podem mudar com a implantação da nova Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída em 2010 e que tem previsão para entrar em vigor a partir de agosto deste ano.
    De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, os instrumentos da PNRS (que eliminam de vez todos os lixões e obriga as prefeituras a instalar aterros sanitários) ajudarão a alcançar o índice de 20% na reciclagem de resíduos já em 2015.
    Para Silva Filho, mesmo a lei entrando em vigor ainda vai faltar ao governo investir na educação da população para o tema da reciclagem. Segundo uma pesquisa feita pela Abrelpe com 2 mil pessoas, 88% dos entrevistados se disseram favoráveis e propensos em ajudar o meio ambiente por meio da separação de resíduos. Porém, todos alegaram que não receberam orientação de como fazê-la.
    “Falta orientação para esclarecer dúvidas básicas, como se eu preciso lavar o pote de margarina ou se posso jogar o papelão que veio a pizza, mesmo com gordura, para a reciclagem. Isso acaba prejudicando o sistema de coleta seletiva. O poder público tem que dar essa instrução”, explica.
    O Brasil perde R$ 8 bilhões ao
    ano ao desperdiçar, enterrando em aterros e lixões, os materiais que poderiam ser reciclados
    Cestos coloridos não funcionam
    O cesto azul é para jogar o papel. No vermelho, vai o plástico. O verde é para o vidro e o amarelo é para o metal. Isso é o que muitas vezes se aprende a respeito da reciclagem. No entanto, essa separação não funciona de fato no Brasil, pois o lixo chegará na cooperativa e será misturado.
    Segundo os especialistas ouvidos pelo G1, a implantação das lixeiras coloridas foi uma tentativa de trazer para o país o hábito da reciclagem da forma como foi criado e consolidado em países desenvolvidos, onde a coleta ocorre por item.
    No Japão, por exemplo, há um calendário para recolhimento de cada material reciclável, algo que no Brasil estaria fora de cogitação devido ao custo elevado da coleta multifrações, como é conhecida a técnica, que custa de quatro a seis vezes mais que a coleta dual, quando o lixo é separado apenas em reciclável e orgânico.
    "O ideal é separar o lixo seco [aquele que pode ser reciclado] do lixo úmido [materiais orgânicos como restos de comida e materiais não recicláveis, como papel higiênico] e deixar o resto para a cooperativa fazer", explica Sandro Mancini, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e especialista em reciclagem de resíduos sólidos.
    "[Ter os cestos coloridos] é um gasto extra e um desestímulo à população, que quando vê esse monte de lixeiras coloridas, acaba misturando todo o lixo e colocando-o em um único cesto. Precisamos repensar essa medida", aponta Silva Filho.

    Fonte:  http://g1.globo.com/natureza/noticia/2014/02/lavar-lixo-reciclavel-e-desnecessario-e-desperdica-agua-dizem-especialistas.html

    quinta-feira, 28 de novembro de 2013

    COEP apresenta sugestões para inclusão social dos catadores de material reciclável

    EntrevistasEntrevistas 

    O COEP promoveu, em junho, uma conferência livre sobre o tema geração de trabalho e renda para catadores de materiais recicláveis, em apoio à IV Conferência Nacional do Meio Ambiente (4ª CNMA), a ser realizada de 24 a 27 de outubro, em Brasília. Nesta edição, os organizadores da conferência estão incentivando a sociedade a promover discussões que possam gerar propostas relacionadas ao tema dos resíduos sólidos a serem encaminhadas à plenária nacional do evento.

     Nesta entrevista, a secretária-executiva do COEP Nacional, Gleyse Peiter, explica o que motivou o envolvimento da rede com o tema dos resíduos sólidos e fala sobre os debates entre os integrantes da Rede COEP, durante a conferência livre, que resultaram na formulação de cinco propostas, encaminhadas à etapa nacional da 4ª CNMA.

    Rede Mobilizadores - Por que o COEP decidiu trabalhar com o tema dos resíduos sólidos?
     R.: O COEP tem suas atividades baseadas em três eixos: Meio Ambiente, Clima e Vulnerabilidades; Direitos, Participação e Cidadania; Erradicação da Miséria, e o tema dos resíduos sólidos contempla aos três. Em relação ao meio ambiente, há a discussão sobre formas de tratamento dos resíduos e seu reaproveitamento, reciclagem e reuso por empresas, órgãos públicos e sociedade em geral. No que se refere a direitos e cidadania, temos as questões associadas à geração de renda para os catadores de material reciclável e reutilizável, além de questões de gênero e de direitos. Além disso, o tema permite que o COEP leve para o debate os desafios de implementação de políticas públicas, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e a Lei de Coleta Seletiva Solidária.Quanto ao tema erradicação da miséria, é inegável que, ao pensar na questão de resíduos sólidos, precisamos contemplar a inclusão social dos catadores, pessoas que vivem em situação de extrema vulnerabilidade social.

     Rede Mobilizadores - Qual a expectativa em relação à mobilização da Rede COEP em torno do tema?
     R: A capilaridade da rede COEP permite que o tema seja efetivamente discutido em todos os estados e municípios onde o Comitê está presente, junto com suas parcerias. A partir dessa mobilização local, esperamos que seja fortalecida a inclusão dos catadores e catadoras e que sejam identificados e eliminados os problemas e dificuldades para a implantação das políticas.

    Rede Mobilizadores - O que motivou a realização de uma conferência livre sobre a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos?
     R.: Para a mobilização de sua rede nacional, o COEP, em parceria com a Secretaria Geral da Presidência da República e o apoio de empresas parcerias, realizou o seminário em Brasília: “Reciclando Práticas e Transformando Vidas: Fortalecendo o Trabalho dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis”. No encontro, com mais de 150 pessoas, foram discutidos: Coleta Seletiva Solidária, o Decreto 5940: Avanços e Desafios (o decreto implementa a Coleta Seletiva Solidária nos órgão federais e destina os resíduos para as cooperativas e associações de catadores), e A Política Nacional de Resíduos Sólidos: Conquistas e Desafios para os Catadores de Materiais Recicláveis, com a apresentação de experiências exitosas e palestras de representantes do Governo e de outras organizações. Houve também uma grande mobilização em torno da participação das redes estaduais e municipais nas articulações regionais e locais da 4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente (4ª CNMA), cujo tema central são as questões associadas aos catadores e à gestão de resíduos. Como, após o evento haveria uma reunião da rede nacional do COEP, com seus representantes estaduais e municipais, para discutir as questões associadas aos temas tratados, levando em conta as realidades locais ali representadas, foi decidido que seria feita uma conferência livre, cujo resultados seriam propostas para a Conferência Nacional de Meio Ambiente.

    Rede Mobilizadores - Quantas e quais propostas foram encaminhadas pelo COEP à coordenação executiva da 4ª Conferência Nacional de Meio Ambiente?
     R.: A conferência livre, que teve como eixo temático a Geração de Trabalho, Emprego e Renda, motivou a elaboração de cinco propostas: - Garantir, por meio de políticas públicas específicas, formação em associativismo e gestão da qualidade das cooperativas; - Inserir a classe dos catadores de material reciclável no sistema Previdenciário, com aposentadoria e alíquota diferenciada em razão da insalubridade; - Garantir que, nas cidades-sede da Copa e em outros grandes eventos, a coleta seletiva seja solidária, com a inclusão dos catadores de materiais recicláveis; - Garantir uma cota do Programa Jovem Aprendiz para filhos e filhas de catadores(as), assegurando que um percentual mínimo desses aprendizes sejam contratados pelas empresas. - Criar um sistema de logística solidária, que preveja reconhecimento (selo), benefícios ou isenção para empresas transportadoras que retornarem ao local de origem com o material reciclado obtido de associação/cooperativas de catadores(as) de material reciclável. As cinco propostas já estão cadastradas no site da 4ª CNMA.

    Rede Mobilizadores - Quais as maiores dificuldades de inclusão social dos catadores de material reciclável? R.: Grande parte da categoria trabalha em condições extremamente precárias, sendo submetida a diversos riscos de contaminação, incêndio e acidentes. Um dos maiores problemas é que os catadores são explorados por empresários que compram seus materiais a baixíssimos preços e não os reconhecem como os principais atores no processo de gestão de resíduos, como estabelecido principalmente pelo Decreto da Coleta Seletiva Solidária. Os catadores são responsáveis por 90% do material que chegam para serem processados pela indústria de reciclagem do Brasil, mas ficam apenas com 10% do lucro.
    Rede Mobilizadores - O que as empresas em geral podem fazer para auxiliar na inclusão social dos catadores de material reciclável?
     R.: Em primeiro lugar, obedecer à legislação vigente, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Decreto da Coleta Seletiva Solidária. Além disso, podem criar mecanismos de fortalecimento da organização dos catadores, promover capacitações técnicas em diferentes temas, como reciclagem, valorização da diversidade e de gênero, direitos e cidadania, e outros. Exercendo sua responsabilidade social, as empresas podem também montar espaços de estocagem do material coletado, equipar as cooperativas com caminhões, carros de coleta, empilhadeiras, trituradoras, etc.

     Rede Mobilizadores - Quais foram os principais resultados do seminário “Reciclando Práticas e Transformando Vidas: Fortalecendo o Trabalho dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis”?
    R.: O reconhecimento da importância dos catadores para o processo de coleta e gestão de resíduos e a troca de experiências com empresas e órgãos públicos que já têm resultados fantásticos com a adoção da coleta seletiva solidária, demonstrando que é possível, com a reciclagem de práticas, transformar vidas. Conseguimos também disseminar para os estados e municípios o debate sobre os temas tratados no Seminário Nacional, garantindo que a capilaridade da rede do COEP cumpra a função de ampliar esta discussão, visando fortalecer a inclusão social dos catadores. Foi criado, ainda, um fórum permanente no site da Rede Mobilizadores para possibilitar a troca de experiências e de informações entre os participantes da rede nos estados e municípios. Este tema é muito importante para o COEP e sempre estará em nossa agenda, com o compromisso de transformar, para melhor, a vida dos catadores e catadoras.

    Rede Mobilizadores - Quais são as próximas ações programadas pelo COEP?
    R.: Desde 2008, o COEP faz a mobilização de sua rede no país inteiro em torno do Prêmio Betinho, uma homenagem ao sociólogo que deixou acesa, nos corações e mentes dos brasileiros, a chama da solidariedade. O Prêmio procura valorizar e reconhecer as pessoas que atuam para acabar com a pobreza e tornar o Brasil mais justo e solidário. Este ano, na 6ª edição do Prêmio, serão candidatos os catadores e catadoras de material reciclável e reutilizável que atuam nos estados e municípios, transformando a realidade local e fazendo a diferença. Para saber mais sobre o prêmio clique aqui.

    Entrevista do Eixo Meio Ambiente, Clima e Vulnerabilidades
    Concedida à: Renata Olivieri
     Editada por: Eliane Araujo

    Fonte: http://www.mobilizadores.org.br/coep/Publico/consultarConteudoGrupo.aspx?TP=V&CODIGO=C2013719928693&GRUPO_ID=15

    segunda-feira, 5 de agosto de 2013

    Reciclagem


    Reciclagem significa, transformar objetos e materiais usados ou reutilizados em novos produtos para o consumo em nossa vida prática. É uma das maneiras de minimizar os problemas causados pelo lixo. Atualmente, costuma-se dizer que os inconvenientes do lixo podem ser solucionados a partir da regra dos 4 Rs:
    Repensar,
    Reduzir
    Reutilizar
    Reciclar
    Pois, em virtude disso, ocorreria uma mudança comportamental, social, econômica e ambiental, que diminuiria a quantidade de lixo produzida.
    Reduzir e reutilizar são soluções que acontecem quase paralelamente. Trata-se da redução da quantidade de lixo produzida, principalmente evitando produtos descartáveis e dando preferência aos que podem ser reutilizados. Ao mesmo tempo, a questão implica também a melhor utilização dos diversos objetos, para adiar sua transformação em lixo.
    Repensar o problema do lixo, assim como os diversos problemas ambientais relacionados à organização socioeconômica da humanidade, para que se encontrem novas soluções que minimizem o problema.
    Por outro lado, o "R" de reciclagem, tem se revelado muito eficaz e já tem produzido uma série de resultados concretos em diversos lugares do Brasil e do mundo. No entanto, um projeto de reciclagem em grande escala também se vê limitada pelos interesses econômicos. A indústria, de um modo geral, só tem se interessado na reciclagem de materiais que dão lucro.


    segunda-feira, 15 de julho de 2013

    Reciclagem de Plásticos no Brasil

    O INDAC - Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico, possui relacionamento com a mais importante entidade brasileira no setor de reciclagem de plásticos: Plastivida - Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, ligada à Abiquim - Associação Brasileira da Indústria Química.

    Plastivida tem concentrado esforços no desenvolvimento de ações voltadas a caracterização, dimensionamento e análise do desenvolvimento da reciclagem dos plásticos no Brasil. Por este motivo, foi desenvolvido o estudo intitulado "Elaboração e Monitoramento dos Índices de Reciclagem de Plástico no Brasil" e que constitui-se numa iniciativa de relevância das pesquisas realizadas até o momento.

    Índices no Brasil

    Não existe uma Política Nacional de Reciclagem, com atuação estratégica e que reúna todos os setores envolvidos no país. Para levantar a situação da indústria de reciclagem de plásticos no Brasil, a Plastivida desenvolveu um estudo elaborado a partir de um plano estatístico estabelecido em 2005, com vistas a compor a amostra de Reciclagem Mecânica de Resíduos Plásticos Pós-Consumo e servir de base para extrapolações dos dados para a segmentação geográfica brasileira. Esse Estudo foi realizado a partir da aplicação de metodologia de acordo com os padrões de qualidade do IBGE.
    Seus principais resultados são apresentados em seguida:

    1. Composição média do lixo na coleta seletiva (% em peso) nas cidades com coleta seletiva.

    2. Resultados da Reciclagem Mecânica de Resíduos Plásticos Pós-Consumo no Brasil:

    • Número de empresas recicladoras de plásticos: 550
    • Faturamento: R$ 1,6 milhões
    • Capacidade instalada: 1,3 milhões de toneladas
    • Produção: 770 mil toneladas / ano
    • Nível operacional: 61%
    • Número de empregos diretos: 18.000

    3. Índice de reciclagem (%)

    Índice de Reciclagem - Considera-se Índice de Reciclagem a razão entre o total de produtos reciclados e a quantidade de resíduos sólidos gerados.
    Brasil – ano-base 2006
    Europa  – ano-base 2005
    Fontes: Plastics Europe e Plastivida

    Conclusão

    O índice de reciclagem mecânica de plásticos no Brasil, medida em 2005, atingiu 19,8%, entretanto, a estrutura de Coleta Seletiva hoje tem uma capacidade ociosa em torno de 40% que pode ser utilizada. Caso isso aconteça, provavelmente o país supere a Alemanha e a Áustria, hoje com 32% e 20% respectivamente.
    A campeã na reciclagem de plásticos pós-consumo é a região Sudeste com 59%, seguida pela região Sul com 28% e pela região Nordeste com 13%.
    Tudo isso não seria possível sem o grande exército de cerca de 500 mil catadores informais que recolhem os resíduos e os revendem. No entanto, as condições de informalidade das empresas recicladoras de plásticos são sérias limitadoras ao desenvolvimento do setor.
    Fonte: Plastivida - Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos: www.plastivida.org.br

    terça-feira, 11 de junho de 2013

    Cooperativismo


    Forma ideal de organização

    Cooperativismo é um movimento, filosofia de vida e modelo socioeconômico capaz de unir desenvolvimento econômico e bem-estar social. Seus referenciais fundamentais são: participação democrática, solidariedade, independência e autonomia.
    É o sistema fundamentado na reunião de pessoas e não no capital. Visa às necessidades do grupo e não do lucro. Busca prosperidade conjunta e não individual. Estas diferenças fazem do cooperativismo a alternativa socioeconômica que leva ao sucesso com equilíbrio e justiça entre os participantes.
    Associado a valores universais, o cooperativismo se desenvolve independentemente de território, língua, credo ou nacionalidade.

    quinta-feira, 6 de junho de 2013

    Rio quer elevar de 1% para 25% coleta seletiva do lixo até 2016!


    Com apenas 1% de lixo recolhido em coleta seletiva em 2012, o município do Rio quer aumentar esse percentual para 25% até 2016 e começará neste ano a pôr em prática as medidas que buscarão esse objetivo. Em cerca de três meses, a Central de Triagem de Irajá será inaugurada, dando início ao projeto orçado em R$ 50 milhões, anunciado em 2011. O projeto recebeu investimentos de R$ 22 milhões, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e de R$ 28 milhões da Companhia Municipal de Limpeza Urbana.
    “Ela vai atender aos bairros de Irajá, Marechal Hermes e Deodoro”, adiantou o coordenador de Projetos de Coleta Seletiva da Comlurb, Jorge Otero. Segundo ele, nove caminhões de lixo vão circular nos bairros a partir da inauguração e apenas mulheres trabalharão na coleta seletiva.
    As garis passaram por uma capacitação de 15 dias e serão responsáveis também por advertir as residências que não aderirem ao novo modo de coleta. “Na primeira vez, os moradores serão avisados. Na segunda, advertidos. Se houver terceira, haverá multa”, explica Otero. Ele diz que o valor da punição ainda não está definido.
    As garis do projeto foram selecionadas no banco de classificados do último concurso e vão iniciar o trabalho no novo modelo. Um detalhe diferente na coleta seletiva será o uniforme: em vez do tradicional laranja, elas vestirão camisas verdes.
    A Central de Triagem de Irajá será a primeira das seis que funcionarão na cidade. Ainda neste ano, deve ser inaugurada a da Central do Brasil, no bairro da Gamboa, que atenderá ao centro e à zona sul. Na zona norte, haverá uma central na Penha, e mais três serão construídas na zona oeste: em Bangu, Campo Grande e Vargem Grande.
    Para a coleta, não será necessário separar os diferentes tipos de material reciclável. Os garis recolherão o “lixo molhado” e o “seco” em dias alternados. O lixo molhado inclui os materiais orgânicos e os papéis de banheiro e cozinha, já o seco é todo material reciclável: papel, plástico, metal, vidro, isopor e outros.
    Na central de Irajá, 200 catadores de cooperativas trabalharão sem precisar de atravessadores para vender o que selecionarem, e outros 300 devem ser empregados pela unidade Central do Brasil.
    De acordo com Otero, a coleta seletiva é realizada atualmente em 44 bairros da cidade, mas sem atingi-los em sua totalidade. O coordenador da Comlurb assegura que, ainda neste ano, esses locais terão a coleta seletiva em todas as ruas e casas.
    Fonte: Agência Brasil
    Veja a matéria no RJTV de 05/06/13;

    sexta-feira, 10 de maio de 2013

    Catadores mineiros marcham contra incineração de lixo

    Colaboradores: fotos de Gilberto Warley Chagas/MNCR

    Governo estadual quer contratar PPP para queimar os resíduos
    Catadores mineiros marcham contra incineração de lixo
    Chegada dos catadores na Assembleia Legislativa (Foto: Gilberto Warley/MNCR)
    A capital mineira teve uma manhã diferente no último dia 6 de maio. As cores das bandeiras, camisetas e balões de ar faziam contraste com o triste cinza das ruas e do trânsito habitual. Faixas identificavam o motivo de cerca de duas mil pessoas estarem nas ruas naquele dia. “Marcha pela coleta seletiva com inclusão dos catadores”, “não à incineração” e “Deus recicla, o diabo incinera” eram os principais dizeres estampados pelos manifestantes majoritariamente catadores de materiais recicláveis de todas as regiões do estado de Minas Gerais.
    A marcha iniciada no Centro de Direitos Humanos da População em Situação de Rua e dos Catadores tinha como destino a Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais onde aconteceria uma Audiência Pública sobre Parceria Público-Privada (PPP) que destina a gestão dos resíduos sólidos à iniciativa privada. A proposta é polêmica porque deixa em aberto para que as empresas escolham qual tecnologia usar na destinação final dos resíduos sólidos. A tendência é que elas optem pela incineração dos resíduos por ser mais lucrativa, uma vez que quanto menos resíduos elas dispõem em aterros sanitários, maior é o pagamento efetuado pelo poder público.
    O temor dos catadores é que a PPP ameace a política de incentivo à coleta seletiva solidária feita pelo trabalho das cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis. A incineração de resíduos é uma tecnologia que compete com a reciclagem, pois necessita da queima de resíduos com maior poder calorífico (papel e plástico) para conseguir gerar energia sem a necessidade de adição de combustível. No entanto, há também uma consciência do risco ambiental e à saúde humana acarretado pela adoção da incineração, seja pela necessidade de maior extração de matérias-primas virgens, seja pela emissão de gases potencialmente cancerígenos, como as dioxinas e furanos.
    Na Assembleia Legislativa, especialistas da área de resíduos, catadores e promotores públicos confrontaram-se com os representantes do governo estadual em relação aos riscos da incineração ser adotada no estado. Ao final dos debates, a Secretaria de Estado de Gestão Metropolitana se comprometeu a adotar medidas que impeçam a adoção da incineração como tecnologia de destinação final dos resíduos. Outra conquista foi a de que será apresentado Projeto de Lei proibindo a incineração como destinação final de resíduos sólidos em toda Minas Gerais.



    sexta-feira, 26 de abril de 2013

    Catadores de recicláveis: como seriam as cidades sem eles?



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    Catadores desenvolvem papel vital para a limpeza urbana e reciclagem
    Foto: Avina
    Esta sexta-feira, 1º de março, marca o Dia Internacional dos Catadores de Recicláveis, profissional que coleta, seleciona e vende materiais como papelão, papel, metal e vidro, apenas para citar os exemplos mais comuns.
    Ele pode trabalhar de forma autônoma ou em cooperativas, com outros catadores, passando em condomínios e empresas em determinados horários do dia e da semana, para recolher os materiais, que posteriormente serão separados por itens e vendidos a organizações ou cooperativas de reciclagem.
    Em nota em seu site, o MNCR lembrou que, no passado, as pessoas que trabalhavam com materiais recicláveis eram conhecidas como "catadores de lixo, mendigos e vagabundos".
    De acordo com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), os catadores são responsáveis pela coleta de 90% de tudo que reciclado hoje no Brasil. Ainda segundo o movimento, existem cerca de 800 mil profissionais em atividade no país.
    Principais atividades de um catador de material reciclável:
    • Coletar o material a ser reciclado em condomínios residenciais e públicos;
    • Transportar o material até a cooperativa ou até a empresa para a qual será destinado à reciclagem;
    • Separar os materiais recolhidos, em papelão, papel comum, vidro, plástico, metais e alumínio;
    • Fazer a pesagem do material recolhido;
    • Empacotar estes materiais para serem recolhidos pelas empresas.
    Um dos principais projetos socioambientais voltados aos catadores de materiais recicláveis na América Latina é a Iniciativa Regional para a Reciclagem Inclusiva, promovida pela Fundação Avina em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento e a Coca-Cola.
    A parceria busca integrar os catadores informais ao mercado formal da reciclagem, por meio do fortalecimento e articulação de seus organizadores com atores dos setores público e privado.
    Avanços e lutas
    Em nota em seu site, o MNCR lembrou que, no passado, as pessoas que trabalhavam com materiais recicláveis eram conhecidas como "catadores de lixo, mendigos e vagabundos", mas que depois de anos de organização e principalmente do sentimento de mudança – hoje são conhecidos como "catadores de materiais recicláveis" e importantes agentes sociais.
    "Também lembramos que temos ameaças globais em relação à categoria, a organização e em relação ao meio ambiente. Essas ameaças incluem a privatização dos resíduos, o fechamento dos lixões sem a inclusão dos catadores e a incineração", pondera a nota.
    No dia 1º de março de 1992, na Universidade Livre de Ottawa (Ottawa University), na Colômbia, 11 catadores informais foram brutalmente assassinados por funcionários da instituição de ensino, que teriam enganado os trabalhadores ao atrai-los para o interior do prédio, sob a oferta de entregar-lhes materiais recicláveis.
    Um sobrevivente, que fingiu estar morto, contou à polícia sobre o que tinha acontecido. Em memória do massacre, e em resposta as péssimas condições de trabalho que lutam para melhorar, além do preconceito que enfrentam em muitos níveis da sociedade, o Primeiro Encontro Internacional de Catadores, realizado na Colômbia em 2008 instituiu o 1º de março como o Dia Mundial dos Catadores. 

    terça-feira, 26 de março de 2013

    Embalagens sustentáveis vão além da capacidade de reciclar


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    Uma ideia do Unplug Design, no qual a embalagem vira uma bola
    Foto: Divulgação
    Apesar de pouco importantes para muita gente, as embalagens são grandes vilãs da natureza. A produção, utilização e descarte delas implicam em impactos ambientais, visto que a embalagem, ao final de seu processo de consumo, inevitavelmente acaba como lixo urbano.  A questão é: existem maneiras possíveis de torná-la sustentavelmente bem sucedida, seja pelo uso de materiais, seja pelo processo de fabricação ou pelo seu consumo consciente?
    Segundo a designer Babi Tubelo, os materiais, a logística e a reciclabilidade estão entre as principais ferramentas a caminho de um design de embalagem visando a ecologia ambiental, imprescindível no mundo moderno. Quanto mais diversidade de material em uma mesma embalagem, mais será seu impacto para o meio ambiente. Já o uso de apenas um material facilita sua reciclagem.
    A embalagem sustentável deve atender pelo menos a três dimensões:
    • Garantir a proteção ao produto;
    • Escolher aquela que implica menos impactos ambientais, medidos segundo a Análise do Ciclo de Vida (ACV) do produto;
    • Saber como os materiais de embalagens são destinados no fim de vida útil, seja por compostagem, aterro sanitário, reciclagem química, reciclagem mecânica ou reciclagem energética.
    Segundo especialistas, o ato de projetar produtos em prol da sustentabilidade é tecnicamente possível. Para que isso ocorra são necessárias mudanças de comportamento e alterações nos padrões da sociedade, a fim de que alternativas inovadoras de design sejam, de fato, bem aceitas.
    Economia em material e logística
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    Embalagens de ovos utiliza menos material e pode ser melhor empilhada
    Foto: Divulgação
    Economizar no material e facilitar a logística são aspectos essenciais para uma embalagem ser considerada sustentável. E muitas vezes não se dá muita importância a esses dois pontos. Mas, não é assim que pensa a designer húngara e estudante de graduação Otília Andrea Erdelyi. Ela redesenhou a embalagem de ovos, tornando-a ainda mais minimalista, materialmente eficiente e visualmente atraente.
    Além de economizar matéria-prima, a caixa de ovos, chamada de Erdelyi, foi projetada para ser empilhada facilmente. Os ovos são colocados em forma de elipse e para o consumidor retirar os ovos da embalagem basta inclinar uma das laterais.
    Embalagens recicláveis
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    Para transformar a embalagem em cúpula de abajur, basta desdobrar a caixa, vira-la ao contrário e instalar a lâmpada
    Foto: Divulgação
    Outro ponto mais conhecido e também essencial, para se alcançar uma embalagem sustentável, está no seu poder de reciclabilidade, ou seja, a capacidade que ela tem de ser aproveitada depois de utilizada.
    Atualmente, com a grande preocupação ambiental, muitas indústrias estão inovando os seus produtos, fabricando embalagens que podem ser recicladas após serem utilizadas.
    Um exemplo está na lâmpada de última geração Lemnis Lighting, já mostrada aqui no EcoD, que desenvolveu uma embalagem capaz de se transformar em uma luminária para acomodá-la.

    Fonte: Portal EcoD.