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domingo, 9 de novembro de 2014

Artista transforma lixo em luxo em Niterói

O Centro Cultural Abrigo de Bondes, em Niterói, recebe a partir do dia 9 de outubro a exposição "O Luxo do Lixo", de Cacau Salabert. A mostra fica em cartaz até 29 de novembro, com entrada franca.

Divulgação/ TMN assessoria

Depois de expor três vezes na França, o artista apresenta esculturas, quadros, luminárias feitas de materiais recicláveis. Utilizando somente plástico, alumínio, ferro, papel e componentes eletrônicos o artista transforma completamente que é considerado lixo para alguns, em objetos luxuosos.
Desde sua volta de Paris, o artista começou a criar quadros temáticos, cápsulas de champanhe transformados em "pequenas cadeiras de pensamento", com motor de liquidificador ele faz apropriações e o transforma em luminária e de outros materiais surgem caixas, animais, quadros e espelhos se fundem em um festival de formas, mas todos com a mesma característica: o sentido da transformação chamada descartáveis​​. Um outro olhar sobre o meio ambiente.

O que: O Luxo do Lixo
Onde:
Centro Cultural Abrigo dos Bondes
Rua Marquês de Paraná, 100
Centro
Niterói
Ver no mapa

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Lixo que te quero longe


por André Trigueiro*
shutterstock lixocapa 287x300 Lixo que te quero longe
Foto: shutterstock

É atávica e ancestral a rejeição que temos ao lixo e aos excrementos.
Uma herança do reino animal, onde o instinto de sobrevivência parece soar um alarme toda vez que nos aproximamos de algo que ameaça nossa saúde e integridade.
É natural que seja assim.
Ainda que tantos seres humanos ainda vivam perigosamente em áreas saturadas de lixo e esgoto – não por opção, que fique claro – esta é uma aberração que afronta a civilização e deveria constranger os governantes.
A paralisação dos garis no Rio de Janeiro durante o carnaval expõe várias questões que extrapolam a tumultuada negociação por melhores salários de uma categoria historicamente mal remunerada e alvo de preconceitos em todo o país.
Pode-se dizer que o não recolhimento dos resíduos por alguns poucos dias na segunda maior cidade do Brasil inspira várias reflexões importantes e oportunas para todos nós
Será que apenas os garis têm a nobre função de zelar pela limpeza pública? De que maneira tanto lixo foi parar nas ruas? Qual a nossa responsabilidade nessa história?
A Política Nacional de Resíduos Sólidos, regulamentada em 2010 e com plena implementação prevista para este ano, estabelece que essa responsabilidade é compartilhada, ou seja, começa com a indústria que gera o produto (no caso do carnaval, boa parte dos resíduos encontrada nas ruas foi de material de propaganda, embalagens e latinhas dos patrocinadores do evento), alcança o varejista que comercializa o produto, o consumidor que faz uso do produto e a Prefeitura (a quem cabe institucionalmente a função de organizar as rotinas da coleta/transporte e destinação final do lixo). Em resumo: o gari é fundamental, mas não está sozinho nessa história.
Já reparou que greve de gari costuma durar menos do que as paralisações de médicos, professores e outras categorias profissionais? A razão é simples: ninguém suporta tanto lixo acumulado nas ruas. O nível de impaciência é proporcional ao desconforto causado pelos fortes odores, pelo volume de moscas, baratas e ratos, e materiais de diferentes tamanhos e consistências espalhados pelo vento ou pela chuva.
Infelizmente, é forçoso reconhecer que só quando os garis cruzam os braços a cidade se dá conta compulsoriamente do espetacular volume de lixo que gera todos os dias. Tangibiliza-se o que parecia invisível. Valoriza-se o que parecia desimportante. Enquanto o lixo é coletado e levado para longe, todos nos refugiamos nos efeitos inebriantes de uma cidade onde a montanha de resíduos (no caso do Rio de Janeiro são aproximadamente 10 mil toneladas de lixo por dia) não é uma questão relevante. Quando interrompe-se a coleta (pelo motivo que for) aquele alarme ancestral soa alto o suficiente para gerar imensa repulsa. Para uma cidade como o Rio de Janeiro onde tantos ainda jogam lixo displicentemente nas ruas, onde o desperdício de materiais é acintoso, onde a taxa de coleta seletiva é medíocre, onde o consumismo é voraz, a percepção do resultado de tudo isso é (ou deveria ser) pedagógica.
* André Trigueiro é jornalista com pós-graduação em Gestão Ambiental pela Coppe-UFRJ onde hoje leciona a disciplina geopolítica ambiental, professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC-RJ, autor do livro Mundo Sustentável – Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em Transformação, coordenador editorial e um dos autores dos livros Meio Ambiente no Século XXI, e Espiritismo e Ecologia, lançado na Bienal Internacional do Livro, no Rio de Janeiro, pela Editora FEB, em 2009. É apresentador do Jornal das Dez e editor chefe do programa Cidades e Soluções, da Globo News. É também comentarista da Rádio CBN e colaborador voluntário da Rádio Rio de Janeiro.
** Publicado originalmente no site Mundo Sustentável.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Reaproveite as cascas e sementes de frutas e legumes

Sempre está em tempo de reduzir o lixo gerado em casa. Um tema pouco difundido e que pode diminuir o lixo orgânico doméstico é o reaproveitamento de cascas e sementes de frutas e legumes. A grande maioria desses resíduos gerados pode ser transformada em compotas, acompanhamento de saladas, massas de bolo, pães e muito mais. É claro que essa reutilização implica em uma mudança radical de comportamento que nos foi passado por nossos pais.
Esse tema é um pouco controverso visto que é na casca que se concentra a maioria dos agrotóxicos usados para conter pragas e que são prejudiciais à saúde. Se possível utilize alimentos orgânicos para essa prática. Caso não seja possível, vale a pena ter alguns cuidados com as cascas para reduzir a quantidade de agrotóxicos. Uma boa prática é lavar as frutas e legumes (para alguns alimentos você pode usar até uma escovinha) e mergulhá-los por meia hora em uma solução de 1 litro de água com 1 colher (sopa) de bicarbonato de sódio.
Veja alguns exemplos de como reaproveitar as cascas e sementes:
a) Abóbora: Toste as sementes no forno em temperatura baixa e consuma-as como petisco ou, depois disso, crie uma farinha que pode ser usada em bolos e pães, moendo todo esse conteúdo.
b) Melão, Melancia e Melão – as sementes podem ser torradas e salgadas e depois consumidas como aperitivo.
c) Cenoura – Use a casca em refogados, sopas, omeletes e suflês. Você também pode utilizar as folhas em bolinhos, sopas ou saladas.
d) Mamão – use as sementes em iogurtes e saladas.
e) Couve-flor – as folhas podem ser refogadas e usadas em panquecas ou sucos. Os talos podem ser usados em sopas e no preparo do feijão.
Você ainda pode utilizar uma composteira para transformar os resíduos não utilizados em adubo. Veja como construir uma no link: http://on.fb.me/1m8LzmZ

Fonte: BR +10

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014