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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

RAZÕES E FORMAS PARA PLANTAR UMA ÁRVORE (MESMO SEM ESPAÇO PRÓPRIO).

Nem todos nós somos providos de espaço físico próprio, que permita o plantio de mudas que venham se transformar em grandes e frondosas árvores. Mas isso não é motivo para que não plantemos uma ou mais ao longo de nossa vida. Ao contrário, as razões para isso são inúmeras:
A principal é sem dúvida, a produção de oxigênio. Enquanto os humanos inspiram oxigênio e expiram gás carbônico, árvores em equilíbrio inspiram gás carbônico e expiram oxigênio. Em um ano, uma árvore inala em média 12 kg de CO2 e exala oxigênio suficiente para uma família de quatro pessoas viver por um ano. 
A presença de árvores no meio da plantação ou alternadas com a lavoura pode melhorar a fertilidade do solo e aumentar sua umidade, além de reduzir a erosão. 
Isso porque, além do gás carbônico, muitas árvores absorvem nitrogênio, um nutriente essencial da terra. Esse processo de fixação de nitrogênio melhora a fertilidade do solo, sobretudo através das folhas cheias de nutrientes que caem no chão e fertilizam a terra. Assim é possível reduzir a necessidade de fertilizantes nitrogenados artificiais feitos com produtos derivados de petróleo. 
 A existência de árvores em uma região preserva o abastecimento de água. As raízes reforçam o solo e as folhas dispersam as gotas de chuva, de forma que, nas áreas florestadas, a chuva é espalhada de modo homogêneo e suave, sem cair torrencialmente. A água penetra no solo chegando até aquíferos subterrâneos que abastecem córregos e rios, em vez de fazer os cursos de água transbordarem, levando o solo enfraquecido. Regiões desmatadas podem perder até 90% da água da chuva.
Chuvas intensas e tempestades podem desencadear deslizamentos de terra, se o solo ficar saturado. Árvores previnem a erosão costeira e deslizamentos. Onde não há qualquer cobertura arbórea, aumenta o risco de as chuvas torrenciais levarem embora o solo, fazendas e edifícios. Em zonas costeiras, a irrupção de tempestades varre as áreas desmatadas muito mais rapidamente, com um resultado devastador. 
Da mesma forma, árvores previnem a desertificação. As árvores estabilizam o solo e, nas zonas áridas do mundo, podem evitar que o vento leve embora a camada superior do solo com seus nutrientes, garantindo, assim, que a área não se transforme em um deserto ou crie correntes de poeira. As árvores também freiam os ventos e agem como uma barreira contra o avanço das dunas de areia. 
Plantar e manter matas diversificadas ajuda a preservar a grande variedade de espécies que compõem os ecossistemas e ainda garante outros itens, como água, solo bom e medicamentos para o futuro. As árvores atraem não apenas os insetos que polinizam as lavouras, mas também os pássaros que comem os insetos, além de outros animais que formam um ecossistema florestal. As florestas são as áreas de biodiversidade mais importantes em terra firme, abrigando até 90% da flora e fauna terrestres conhecidas. Perder biodiversidade significa perder a variedade genética que fornece proteção extra contra as doenças e pragas que afligem muitas lavouras e animais. Árvores também são responsáveis pelo fornecimento de alimentos, matéria prima para inúmeras atividades econômicas e diversos medicamentos. A aspirina, originalmente, provinha da casca de um salgueiro. O quinino, usado para tratar a malária, vem da casca das árvores de quina (Cinchona). Produtos medicinais tirados de árvores ajudam a tratar doenças, e quem sabe quais curas futuras poderão vir das florestas que você ajudou a reflorestar ou do quintal de sua casa?
Então... PLANTEMOS!


Você também pode fazer isso participando de programas de replantio promovidos por diversas empresas, grupos ambientalistas e organizações não governamentais de forma simples e gratuita.
Participando desses programas e ajudando na divulgação, Maria Reciclona já plantou algumas e pretende continuar espalhando por ai mudas que auxiliem na redução de sua pegada ecológica e na promoção de ações que auxiliem na restauração de ecossistemas.
NA SERRA DO GANDARELA - MINAS GERAIS.

Esta foi plantada através do programa promovido pela Floricultura Ikebana.. A campanha “Plante uma árvore na Serra do Gandarela (MG)” é colaborativa e, com o compartilhamento dos links, em sites ou blogs, mudas são plantadas em nome de cada blogueiro.A empresa concebeu a causa em novembro de 2012 e os plantios com mudas nativas no Pé da Serra do Gandarela (Rio Acima_MG) estão sendo  realizados desde janeiro de 2013.
NA REGIÃO DE APUCARANA , NO PARANÁ.
Através do programa Gesto Verde outra árvore foi plantada. Colocando o selo “O meu blog é neutro em CO2″ em seu blog, você colabora com a restauração da biodiversidade brasileira e neutralize a emissão de carbono do seu blog. 
Para cada blog que coloca o selo, uma árvore é plantada em parceira com o Programa Plante Árvore do Instituto Brasileiro de Florestas (IBF). O objetivo do Guiato é restaurar áreas desmatadas através do plantio de mudas nativas na região de Apucarana, no Paraná. Além disso, a Gesto Verde faz parte de uma rede internacional de iniciativas baseadas no mesmo model, as quais já plantaram mais de 3 mil árvores na Europa.

Também com o programa Adesivo Verde  você pode ajudar a reflorestar esta região do Brasil. Através deste selo, eu também já dei minha contribuição com mais uma árvore plantada.

Assim, de muda em muda, vamos tentando alterar para melhor, a paisagem deste nosso planeta.
Como já foi dito: MUDA QUE TUDO MUDA! Mãos à obra, pessoal.


Fonte:

sábado, 18 de janeiro de 2014

O lixo e os seus riscos

Por: Adriana Teixeira Simoni
IDEIAS  SUSTENTÁVEIS 
 
Não tenho a intenção ao trazer essa reflexão aos leitores de chamar atenção para o que a maioria das pessoas já sabe ou entendem a respeito de que há no lixo uma imensidão de germes e contaminações, essas que podem causar danos à saúde humana e comprometer a higiene ambiental. Pretendo ir mais fundo tentando trazer sua atenção diária e permanente aos resíduos que produzem e a forma e responsabilidade com que os descartam.
 
A maioria das pessoas também demonstra pelo lixo que produz tremenda repugnância e desprezo. Muitos a ponto de ignorar o tão explorado assunto RECICLAGEM. Fato é, que devido ao desprezo e a desconsideração de que esses resíduos produzidos a cada movimento proporcionado pela vida, que são gerados por cada indivíduo desde o momento que nasce até depois de sua morte, são sim de sua total responsabilidade até chegarem aos seus destinos adequados, salvo os bebes e os impedidos por razões físicas e ou intelectuais.
 
Por que devemos ter responsabilidade com nosso lixo até que chegue ao seu destino mais adequado? Simples mas com necessária atitude, pois, depende de você procurar primeiro saber dias e horários da coleta dos diversos tipos de   resíduos. Quais os dias e horários da coleta de lixo urbana se há coleta de residos orgânicos separada, se a cidade conta com cooperativas de reciclagem ou catadores que recolhem reciclagem combinando a retirada semanal em seu portão.  Você também deve se interessar em saber o calendário de coleta de “cata bagulho”, de podas de jardim, entulhos de construção e geralmente cada município tem uma quantidade máxima permitida e formas de dispor frente a sua casa. Sendo assim, primeiro passo: Buscar informação nos órgãos responsáveis evitando assim problemas e multas.
 
Quando você deposita seu lixo para coleta urbana é de suma importância verificar o horário que a coleta passa em sua rua, pois há épocas em que surgem no bairro animais perdidos e que com fome acabam rasgando os sacos de  lixos  espalhando e sujeitando você a riscos como ter nome e documentos e até mesmo email e telefone expostos. Se houver nesse lixo vidro ou garrafas quebradas, dá a oportunidade desse lixo se voltar contra você ou um vizinho na forma de uma arma fácil e oportuna a um bandido ocasional passando no momento em que você sai de sua casa distraído. São ocorrências bobas que muitas vezes pode colocar você  e sua família em risco.   
 
Exemplos de riscos não faltam, bem como imprudência e despreocupação de quem administra a retirada do lixo de dentro da residência. Outro item bastante preocupante que já foi manchete de noticiários e jornais num caso de homofobia na noite da capital paulista é a possibilidade de lâmpadas fluorescentes tornarem-se armas perigosas quando colocadas na lixeira da rua ou mesmo jogadas em caçambas de entulhos. Essas lâmpadas devem ser encaminhadas a coleta de lixo especial que há nos municípios e por vezes também em lojas que vendem esses objetos propiciando a logística reversa desses materiais onde a PNRS - A Política Nacional de Resíduos Sólidos atribui responsabilidades de pós-consumo aos fabricantes, distribuidores, comerciantes e consumidores finais. 
 
Sabe aquele velho ditado sobre não dar margem ao azar? Pois bem, vizinhos de um bairro bastante reincidente em pequenos roubos e assaltos e assaltos a mão armada também não tiveram nenhum receio em jogar na calçada bem próximo a casa, uma escada de madeira em condições um tanto comprometidas de uso, mas ainda com boa possibilidade de favorecer  a um meliante ocasional que  ora andando pela rua despretensioso seja  despertado ao visualizar a escada  como  facilitadora e assim  cometer um ato de violação em uma residência qualquer .
 
Não tenho a intenção de espalhar terror, mas sim consciência de que em nossa sociedade há uma parcela doente e sem escrúpulos, mas que com interesse do Estado, possuem possibilidade de  transformação.  Sendo assim quero alertar que não se amarra mais cachorro com linguiça e logo é importante tomar cuidado com o que se coloca pra fora de casa  em forma de lixo, descarte ou entulho. 
 
Nem tudo é visto só como lixo. Hoje o dito “lixo” tanto pode ser de valor a um ato impensável de um meliante, assim como pode ter valor expressivo para um catador de reciclagem. Onde a reciclagem de “lixo” levada a sério é um fator essencial à sustentabilidade. Porém, hoje encontrar um lixo considerado 100 % lixo é algo tecnologicamente falando muito difícil, pois se transforma em energia querendo, mas é infelizmente raro de se ver efetivamente sendo implantado como deveria e a Política Nacional de resíduos Sólidos - Lei nº 12.305/10 institui. Aguardemos!
 
Colabore, diminua os riscos, proporcione renda a famílias de catadores de reciclagem, proporcione uma cidade limpa, um ambiente saudável pra você e sua comunidade. Ajuste-se a um mundo consciente da necessidade de promover um viver sustentável para as atuais e futuras gerações.
 
 
Adriana Teixeira Simoni é Assistente Social com ênfase socioambiental, administradora do Blog Ideias Sustentáveis

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Reciclagem do óleo


Porque reciclar 

Você sabia que óleo de cozinha quando descartado de forma incorreta causa diversos impactos negativos ao meio ambiente?

O descarte pela pia, por exemplo, permite que o óleo chegue aos corpos d água contaminando e degradando todos os locais por onde passa.

Primeiro, o óleo de cozinha entope os encanamentos residenciais. O óleo gruda nas paredes das tubulações que passam a reter restos de alimentos ocasionando o entupimento. Além desse transtorno, o alimento acumulado nas tubulações atrai ratos e baratas para o estabelecimento. Em seguida, este óleo chega à rede publica de esgoto causando entupimentos em maiores proporções e gerando ainda mais transtornos e proliferação de vetores.

Nos rios, o óleo forma uma camada impermeabilizante na superfície que impede a passagem da luz do sol comprometendo o oxigênio existente e causando a morte dos peixes e da vegetação aquática.

Isso tudo deixa de acontecer assim que este óleo é encaminhado para o Instituto Triângulo, pois, através de alguns processos ele é transformado em um novo produto, sabão ecológico biodegradável, que se decompõe naturalmente e com maior facilidade por ter origem orgânica.


Como armazenar o óleo vegetal usado 

Para guardar este óleo depois de usado é simples:

• Espere o óleo esfriar na panela;

• Com a ajuda de um funil, despeje o óleo diretamente em uma garrafa PET ( as populares garrafas de refrigerantes);

• Em seguida feche a garrafa PET com a tampa, assim, não será exalado qualquer tipo de odor e a garrafa poderá ser guardada em qualquer local da cozinha sem atrair insetos, ratos ou baratas;

• Com um guardanapo de papel, limpe a panela em que foi preparado o alimento com óleo e faça o mesmo procedimento com funil e coloque este guardanapo no lixo orgânico;

• Quando a garrafa PET estiver cheia, leve para o Ponto de Troca mais perto de sua casa.

Por que a garrafa PET?

Em caso de acidente, como quedas, por exemplo, a garrafa PET é mais resistente. A tampa com rosca evita que o cheiro do óleo exale pela casa. Além disso, a garrafa PET também pode ser reciclada quando encaminhada para os coletores de óleo.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Alguns dados importantes sobre a reciclagem



1.Quais cidades brasileiras podem ser tomadas como exemplos?
Os cinco municípios brasileiros onde a prefeitura faz chegar o serviço de coleta seletiva a 100% das residências são Curitiba (PR), Itabira (MG), Londrina (PR), Santo André (SP) e Santos (SP). Em Curitiba, por exemplo, a fórmula que deu certo inclui o uso de caminhões que recolhem apenas o lixo seco, sem nenhum resto orgánico. O resultado: o lixo fica mais limpo e acaba vendido por um preço mais alto às indústrias de reciclagem. Isso ajuda a tornar o sistema de coleta seletiva em Curitiba mais barato (e viável) que o da maioria das cidades brasileiras.

2. Por que em alguns municípios há programas de reciclagem e em outros não?
Todo o resíduo de uma cidade é de responsabilidade das prefeituras. Dessa maneira, se não existirem iniciativas municipais, dificilmente a reciclagem será massificada. Outra situação a ser vencida é a falta de mecanismos de coleta seletiva. Essa etapa inicial e fundamental da reciclagem é realizada pelos órgãos públicos em cerca de 6% dos municípios brasileiros. A situação levou à formação de cooperativas de catadores de lixo e de empresas privadas especializadas, que enxergaram na coleta seletiva e na reciclagem uma forma de ganhar dinheiro. Na capital paulista, por exemplo, um estudo identificou, em 2002, cerca de setenta associações que coletam, fazem a triagem e comercializam material reciclável.

3. Quais são os países que mais reciclam no mundo?
Entre os países que mais reciclam estão os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha e a Holanda. Os EUA, por exmplo, conseguem reaproveitar pouco mais da metade do que vai parar nas lixeiras. Na Europa Ocidental, virou rotina nos supermercados cobrar uma taxa para fornecer sacolas plásticas. Os clientes levam as suas de casa. Também na Europa, o bom e velho casco (de vidro ou de plástico) vale desconto na compra de refrigerantes e água mineral. Para a redução do lixo industrial, a União Européia está financiando projetos em que uma indústria transforma em insumo o lixo de outras fábricas. Até a fuligem das chaminés de algumas é aproveitada para a produção de tijolos e estruturas metálicas.

Fonte:http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/reciclagem/#8

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Reciclagem


Reciclagem significa, transformar objetos e materiais usados ou reutilizados em novos produtos para o consumo em nossa vida prática. É uma das maneiras de minimizar os problemas causados pelo lixo. Atualmente, costuma-se dizer que os inconvenientes do lixo podem ser solucionados a partir da regra dos 4 Rs:
Repensar,
Reduzir
Reutilizar
Reciclar
Pois, em virtude disso, ocorreria uma mudança comportamental, social, econômica e ambiental, que diminuiria a quantidade de lixo produzida.
Reduzir e reutilizar são soluções que acontecem quase paralelamente. Trata-se da redução da quantidade de lixo produzida, principalmente evitando produtos descartáveis e dando preferência aos que podem ser reutilizados. Ao mesmo tempo, a questão implica também a melhor utilização dos diversos objetos, para adiar sua transformação em lixo.
Repensar o problema do lixo, assim como os diversos problemas ambientais relacionados à organização socioeconômica da humanidade, para que se encontrem novas soluções que minimizem o problema.
Por outro lado, o "R" de reciclagem, tem se revelado muito eficaz e já tem produzido uma série de resultados concretos em diversos lugares do Brasil e do mundo. No entanto, um projeto de reciclagem em grande escala também se vê limitada pelos interesses econômicos. A indústria, de um modo geral, só tem se interessado na reciclagem de materiais que dão lucro.


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Reciclagem de Plásticos no Brasil

O INDAC - Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico, possui relacionamento com a mais importante entidade brasileira no setor de reciclagem de plásticos: Plastivida - Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, ligada à Abiquim - Associação Brasileira da Indústria Química.

Plastivida tem concentrado esforços no desenvolvimento de ações voltadas a caracterização, dimensionamento e análise do desenvolvimento da reciclagem dos plásticos no Brasil. Por este motivo, foi desenvolvido o estudo intitulado "Elaboração e Monitoramento dos Índices de Reciclagem de Plástico no Brasil" e que constitui-se numa iniciativa de relevância das pesquisas realizadas até o momento.

Índices no Brasil

Não existe uma Política Nacional de Reciclagem, com atuação estratégica e que reúna todos os setores envolvidos no país. Para levantar a situação da indústria de reciclagem de plásticos no Brasil, a Plastivida desenvolveu um estudo elaborado a partir de um plano estatístico estabelecido em 2005, com vistas a compor a amostra de Reciclagem Mecânica de Resíduos Plásticos Pós-Consumo e servir de base para extrapolações dos dados para a segmentação geográfica brasileira. Esse Estudo foi realizado a partir da aplicação de metodologia de acordo com os padrões de qualidade do IBGE.
Seus principais resultados são apresentados em seguida:

1. Composição média do lixo na coleta seletiva (% em peso) nas cidades com coleta seletiva.

2. Resultados da Reciclagem Mecânica de Resíduos Plásticos Pós-Consumo no Brasil:

  • Número de empresas recicladoras de plásticos: 550
  • Faturamento: R$ 1,6 milhões
  • Capacidade instalada: 1,3 milhões de toneladas
  • Produção: 770 mil toneladas / ano
  • Nível operacional: 61%
  • Número de empregos diretos: 18.000

3. Índice de reciclagem (%)

Índice de Reciclagem - Considera-se Índice de Reciclagem a razão entre o total de produtos reciclados e a quantidade de resíduos sólidos gerados.
Brasil – ano-base 2006
Europa  – ano-base 2005
Fontes: Plastics Europe e Plastivida

Conclusão

O índice de reciclagem mecânica de plásticos no Brasil, medida em 2005, atingiu 19,8%, entretanto, a estrutura de Coleta Seletiva hoje tem uma capacidade ociosa em torno de 40% que pode ser utilizada. Caso isso aconteça, provavelmente o país supere a Alemanha e a Áustria, hoje com 32% e 20% respectivamente.
A campeã na reciclagem de plásticos pós-consumo é a região Sudeste com 59%, seguida pela região Sul com 28% e pela região Nordeste com 13%.
Tudo isso não seria possível sem o grande exército de cerca de 500 mil catadores informais que recolhem os resíduos e os revendem. No entanto, as condições de informalidade das empresas recicladoras de plásticos são sérias limitadoras ao desenvolvimento do setor.
Fonte: Plastivida - Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos: www.plastivida.org.br

sexta-feira, 5 de julho de 2013

EnerSolar+Brasil 2013 promove oportunidades na indústria solar

A EnerSolar + Brasil | Feira Internacional de Tecnologias para Energia Solar, evento dedicado à energia solar e térmica, acontece de 17 a 19 de julho de 2013, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Organizado pelo Grupo Cipa Fiera Milano e Artenergy Publishing, o evento promove as oportunidades na indústria solar da América do Sul, onde 250 expositores nacionais e internacionais, de países como Itália, Estados Unidos, Alemanha, Espanha e China, dentre outros, apresentam suas tecnologias, serviços e soluções para aplicações industriais e civis, nos segmentos de energia térmica solar e fotovoltaica, inversores e outras energias renováveis. Simultaneamente, acontece a feira internacional GREENERGY, especializada em energias renováveis, biocombustíveis, biogás, biomassa e a EÓLICA BRASIL SMALL WIND.
As alternativas e caminhos para o uso das energias renováveis serão debatidas durante o III Congresso ECOENERGY, que contará com a presença de autoridades nacionais e internacionais dos mais diversos setores de energias renováveis. As principais entidades do setor já confirmaram presença, tais como: MME, EPE, SECRETARIA DE ENERGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO, ANEEL, COGEN, FIESP, CIESP, CENBIO, ABEÓLICA, ABENS, CAIXA ECONOMICA FEDERAL, BNDES, BLOOMBERG, INSTITUTO IDEAL, ABEAMA, ABRAGEL, ITALCAM, DASOL /ABRAVA. Para este ano, os organizadores esperam receber 8.000 mil visitantes formados por: engenheiros; arquitetos; empresários dos setores de energia, construção civil, hotelaria; produtores rurais; presidentes e diretores das principais entidades dos setores de energia e meio ambiente; para conhecer as últimas novidades em energias limpas e renováveis.
 Serviço
EnerSolar + Brasil: II Feira Internacional de Tecnologias para Energia Solar
Quando: 17 a 19 de julho de 2013, das 13h às 20h
Local: Centro de Exposições Imigrantes – Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo – SP – Brasil
ENTRADA GRATUITA – profissionais do setor
Eventos Simultâneos:
Ecoenergy |Congresso Internacional de Tecnologias Limpas e Renováveis para a Geração de Energia
Greenergy Expo Brasil: Feira da Indústria de Energias Renováveis no Brasil
Eólica Brasil Small Wind
- Transporte Gratuito – Estação do Metrô Jabaquara – saída de Vans na Rua Nelson Fernandes, 400

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Gargalos impedem avanço da reciclagem do lixo no Brasil

Com programas de coleta seletiva pouco organizados, a indústria recicladora funciona, em média, com capacidade ociosa entre 20% e 30%.



A coleta seletiva ainda enfrenta gargalos para se tornar abrangente no País, como determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que entrará em vigor na segunda metade do ano que vem. A avaliação foi feita por André Vilhena, diretor do Compromisso Empresarial pela Reciclagem (Cempre), fórum que reúne 38 grandes empresas nacionais e multinacionais desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92.
A falta de capacitação é mais grave no interior, mas também está longe do ideal nas grandes cidades: "Vamos pegar os exemplos das maiores cidades do Brasil: os programas tanto de São Paulo quanto do Rio de Janeiro são muito pouco abrangentes, precisam passar por uma reformulação e ampliação significativas. Sem dúvida alguma, no curto espaço de tempo, precisamos melhorar muito os programas de coleta seletiva nas cidades brasileiras, especialmente nas maiores".Vilhena destaca que um dos entraves para o avanço da coleta seletiva no Brasil é a falta de qualificação dos gestores locais responsáveis por elaborar os planos municipais de resíduos sólidos: "O envolvimento das prefeituras é o ponto de partida. Temos hoje poucos municípios fazendo a coleta seletiva e, principalmente, fazendo a coleta seletiva de forma abrangente. Para mudar isso, os gestores públicos necessitam de treinamento para que possam efetivamente implantar os programas em seus municípios".
Com programas de coleta seletiva pouco organizados, a indústria recicladora padece de pouca oferta de matéria-prima e, segundo estimativas do Cempre, funciona, em média, com capacidade ociosa entre 20% e 30%. Levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2010 já mostrava que o Brasil deixava de movimentar R$ 8 bilhões anualmente por não aproveitar o potencial do setor. De acordo com o Cempre, apenas 14% das cidades brasileiras têm coleta seletiva, sendo 86% delas no Sudeste.
Outro entrave para a reciclagem no Brasil, segundo Vilhena, é o peso tributário sobre o setor, que se beneficiaria de mudanças na cobrança de impostos: "De cara, deveria ser dispensado o recolhimento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) na venda de sucatas e materiais recicláveis, além de produtos com 100% de material reciclado. Poderia ser feita, a partir disso, uma redução gradativa do imposto conforme o percentual de material reciclado na composição", defende ele, que acredita haver bitributação no caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI): "em alguns setores, o produto já teve a cobrança do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados]. quando foi descartado, e tem o desconto de novo durante a reciclagem".
Edson Freitas, da organização não governamental EccoVida, concorda com as duas análises: "muita gente prefere a informalidade por causa dos impostos. Pago uns 30% de imposto sobre minhas garrafas e ainda tenho que pagar para destinar o lixo não aproveitável. Um dos projetos que desenvolvo, de produção de telhas a partir de pet [politereftalato de etileno, utilizado na fabricação de embalagens e outros produtos], eu trouxe de Manaus, porque lá não era viável por falta de plástico selecionado".
Em seu galpão, o presidente da ONG conta que processa mil toneladas de material reciclado por mês, mas a falta de oferta o impede de vender o dobro disso de matéria-prima para fábricas como a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev), que usa suas pets na produção de garrafas 100% recicladas, que corresponderam a 28% da produção em 2012 e devem chegar a 40% em 2013. No ano passado, a companhia reutilizou 60 milhões de pets na produção, número que deve saltar para 130 milhões neste ano, com a autorização da Anvisa para o uso de material reciclável em mais três fábricas da empresa, somando seis homologadas.
A produção de pet a partir de material reciclável economiza 70% de energia e reduz em 70% a emissão de gás carbônico na atmosfera. Além das pets, a Ambev também produz, em sua fábrica de vidro, sete em cada dez garrafas desse material inteiramente com cacos reciclados, sendo 88% deles provenientes da própria cervejaria e 12% de cooperativas.
O problema da falta de material de que Freitas se queixa, no entanto, não é causado só pela escassez de planos municipais. Para Vilhena, é preciso maior envolvimento da população: "Temos que melhorar o engajamento do cidadão brasileiro nos programas de coleta seletiva, que ainda estão aquém do desejado".
Edson Freitas destaca que é preciso uma mudança de pensamento em relação aos materiais recicláveis: "nem chamo de lixo uma pet ou uma embalagem de papelão, porque não são lixo. Têm o mesmo valor que tinham quando o produto estava armazenado dentro delas. É só limpar que continua a ser material com valor comercial e utilidade".
 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Reciclagem


Nos últimos anos, o volume de lixo urbano reciclado no Brasil aumentou. Entre 2003 e 2008, passou de 5 milhões de toneladas para 7,1 milhões, equivalente a 13% dos resíduos gerados nas cidades, segundo dados do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre).
O setor movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano. Mesmo assim, o País perde em torno de R$ 8 bilhões anualmente por deixar de reciclar os resíduos que são encaminhados aos aterros ou lixões, de acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente. Isso porque o serviço só está presente em 8% dos municípios brasileiros
“Se os resíduos são misturados, em geral, apenas 1% pode ser reciclado. Se há a separação correta, o índice de aproveitamento passa para 70% ou mais”, explica a diretora-excutiva da Brasil Ambiental, Marialva Lyra. Ela destaca a importância da coleta seletiva para o processo da reciclagem.
Catadores
O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) surgiu no final dos anos 90 e hoje está presente em praticamente todo território nacional por meio de 600 bases, entre associações e cooperativas, e de 85 mil catadores organizados.
“Noventa e nove porcento do material reciclável que vai para a indústria passa pelas mãos dos catadores organizados e não organizados”, relatou o articulador e um dos fundadores do movimento, Eduardo Ferreira de Paula, também secretário da Rede Latino Americana e do Caribe de Catadores.
O Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos de 2009, realizado pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, apontou que a participação das associações de catadores com apoio da prefeitura na coleta seletiva ocorre em 30% das cidades brasileiras.
lei 11.445 estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e permite que as prefeituras contratem as organizações de catadores para fazer o trabalho de coleta seletiva. “Assim as cooperativas viram um negócio e não apenas uma atividade social”, afirma Eduardo Ferreira de Paula.
Para a socióloga, Elisabeth Grimberg, coordenadora-executiva do Instituto Polis, as prefeituras são fundamentais. “O poder público municipal terá que investir e coordenar todo processo e implantar tecnologias voltadas para a reciclagem e co-implementar processos de integração dos catadores, associações e cooperativas”, afirma.
O alumínio é o campeão de reciclagem no País, com índice de 90%, segundo os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável de 2010 do IBGE. Isso se deve ao alto valor de mercado de sua sucata, associado ao elevado gasto de energia necessário para a produção de alumínio metálico.
Para o restante dos materiais, à exceção das embalagens longa vida, os índices de reciclagem variam entre 45% e 55%.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Cooperativismo


Forma ideal de organização

Cooperativismo é um movimento, filosofia de vida e modelo socioeconômico capaz de unir desenvolvimento econômico e bem-estar social. Seus referenciais fundamentais são: participação democrática, solidariedade, independência e autonomia.
É o sistema fundamentado na reunião de pessoas e não no capital. Visa às necessidades do grupo e não do lucro. Busca prosperidade conjunta e não individual. Estas diferenças fazem do cooperativismo a alternativa socioeconômica que leva ao sucesso com equilíbrio e justiça entre os participantes.
Associado a valores universais, o cooperativismo se desenvolve independentemente de território, língua, credo ou nacionalidade.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Rio quer elevar de 1% para 25% coleta seletiva do lixo até 2016!


Com apenas 1% de lixo recolhido em coleta seletiva em 2012, o município do Rio quer aumentar esse percentual para 25% até 2016 e começará neste ano a pôr em prática as medidas que buscarão esse objetivo. Em cerca de três meses, a Central de Triagem de Irajá será inaugurada, dando início ao projeto orçado em R$ 50 milhões, anunciado em 2011. O projeto recebeu investimentos de R$ 22 milhões, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e de R$ 28 milhões da Companhia Municipal de Limpeza Urbana.
“Ela vai atender aos bairros de Irajá, Marechal Hermes e Deodoro”, adiantou o coordenador de Projetos de Coleta Seletiva da Comlurb, Jorge Otero. Segundo ele, nove caminhões de lixo vão circular nos bairros a partir da inauguração e apenas mulheres trabalharão na coleta seletiva.
As garis passaram por uma capacitação de 15 dias e serão responsáveis também por advertir as residências que não aderirem ao novo modo de coleta. “Na primeira vez, os moradores serão avisados. Na segunda, advertidos. Se houver terceira, haverá multa”, explica Otero. Ele diz que o valor da punição ainda não está definido.
As garis do projeto foram selecionadas no banco de classificados do último concurso e vão iniciar o trabalho no novo modelo. Um detalhe diferente na coleta seletiva será o uniforme: em vez do tradicional laranja, elas vestirão camisas verdes.
A Central de Triagem de Irajá será a primeira das seis que funcionarão na cidade. Ainda neste ano, deve ser inaugurada a da Central do Brasil, no bairro da Gamboa, que atenderá ao centro e à zona sul. Na zona norte, haverá uma central na Penha, e mais três serão construídas na zona oeste: em Bangu, Campo Grande e Vargem Grande.
Para a coleta, não será necessário separar os diferentes tipos de material reciclável. Os garis recolherão o “lixo molhado” e o “seco” em dias alternados. O lixo molhado inclui os materiais orgânicos e os papéis de banheiro e cozinha, já o seco é todo material reciclável: papel, plástico, metal, vidro, isopor e outros.
Na central de Irajá, 200 catadores de cooperativas trabalharão sem precisar de atravessadores para vender o que selecionarem, e outros 300 devem ser empregados pela unidade Central do Brasil.
De acordo com Otero, a coleta seletiva é realizada atualmente em 44 bairros da cidade, mas sem atingi-los em sua totalidade. O coordenador da Comlurb assegura que, ainda neste ano, esses locais terão a coleta seletiva em todas as ruas e casas.
Fonte: Agência Brasil
Veja a matéria no RJTV de 05/06/13;

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Venha, participe, fique ligado nas novas propostas.

VUM - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público e a CCOPRJ apoiam a 5ª semana nacional do meio ambiente realizada pela Justiça Federal do Rio de Janeiro TRF 2ª região.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Catadores mineiros marcham contra incineração de lixo

Colaboradores: fotos de Gilberto Warley Chagas/MNCR

Governo estadual quer contratar PPP para queimar os resíduos
Catadores mineiros marcham contra incineração de lixo
Chegada dos catadores na Assembleia Legislativa (Foto: Gilberto Warley/MNCR)
A capital mineira teve uma manhã diferente no último dia 6 de maio. As cores das bandeiras, camisetas e balões de ar faziam contraste com o triste cinza das ruas e do trânsito habitual. Faixas identificavam o motivo de cerca de duas mil pessoas estarem nas ruas naquele dia. “Marcha pela coleta seletiva com inclusão dos catadores”, “não à incineração” e “Deus recicla, o diabo incinera” eram os principais dizeres estampados pelos manifestantes majoritariamente catadores de materiais recicláveis de todas as regiões do estado de Minas Gerais.
A marcha iniciada no Centro de Direitos Humanos da População em Situação de Rua e dos Catadores tinha como destino a Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais onde aconteceria uma Audiência Pública sobre Parceria Público-Privada (PPP) que destina a gestão dos resíduos sólidos à iniciativa privada. A proposta é polêmica porque deixa em aberto para que as empresas escolham qual tecnologia usar na destinação final dos resíduos sólidos. A tendência é que elas optem pela incineração dos resíduos por ser mais lucrativa, uma vez que quanto menos resíduos elas dispõem em aterros sanitários, maior é o pagamento efetuado pelo poder público.
O temor dos catadores é que a PPP ameace a política de incentivo à coleta seletiva solidária feita pelo trabalho das cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis. A incineração de resíduos é uma tecnologia que compete com a reciclagem, pois necessita da queima de resíduos com maior poder calorífico (papel e plástico) para conseguir gerar energia sem a necessidade de adição de combustível. No entanto, há também uma consciência do risco ambiental e à saúde humana acarretado pela adoção da incineração, seja pela necessidade de maior extração de matérias-primas virgens, seja pela emissão de gases potencialmente cancerígenos, como as dioxinas e furanos.
Na Assembleia Legislativa, especialistas da área de resíduos, catadores e promotores públicos confrontaram-se com os representantes do governo estadual em relação aos riscos da incineração ser adotada no estado. Ao final dos debates, a Secretaria de Estado de Gestão Metropolitana se comprometeu a adotar medidas que impeçam a adoção da incineração como tecnologia de destinação final dos resíduos. Outra conquista foi a de que será apresentado Projeto de Lei proibindo a incineração como destinação final de resíduos sólidos em toda Minas Gerais.



sexta-feira, 26 de abril de 2013

Catadores de recicláveis: como seriam as cidades sem eles?



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Catadores desenvolvem papel vital para a limpeza urbana e reciclagem
Foto: Avina
Esta sexta-feira, 1º de março, marca o Dia Internacional dos Catadores de Recicláveis, profissional que coleta, seleciona e vende materiais como papelão, papel, metal e vidro, apenas para citar os exemplos mais comuns.
Ele pode trabalhar de forma autônoma ou em cooperativas, com outros catadores, passando em condomínios e empresas em determinados horários do dia e da semana, para recolher os materiais, que posteriormente serão separados por itens e vendidos a organizações ou cooperativas de reciclagem.
Em nota em seu site, o MNCR lembrou que, no passado, as pessoas que trabalhavam com materiais recicláveis eram conhecidas como "catadores de lixo, mendigos e vagabundos".
De acordo com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), os catadores são responsáveis pela coleta de 90% de tudo que reciclado hoje no Brasil. Ainda segundo o movimento, existem cerca de 800 mil profissionais em atividade no país.
Principais atividades de um catador de material reciclável:
• Coletar o material a ser reciclado em condomínios residenciais e públicos;
• Transportar o material até a cooperativa ou até a empresa para a qual será destinado à reciclagem;
• Separar os materiais recolhidos, em papelão, papel comum, vidro, plástico, metais e alumínio;
• Fazer a pesagem do material recolhido;
• Empacotar estes materiais para serem recolhidos pelas empresas.
Um dos principais projetos socioambientais voltados aos catadores de materiais recicláveis na América Latina é a Iniciativa Regional para a Reciclagem Inclusiva, promovida pela Fundação Avina em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento e a Coca-Cola.
A parceria busca integrar os catadores informais ao mercado formal da reciclagem, por meio do fortalecimento e articulação de seus organizadores com atores dos setores público e privado.
Avanços e lutas
Em nota em seu site, o MNCR lembrou que, no passado, as pessoas que trabalhavam com materiais recicláveis eram conhecidas como "catadores de lixo, mendigos e vagabundos", mas que depois de anos de organização e principalmente do sentimento de mudança – hoje são conhecidos como "catadores de materiais recicláveis" e importantes agentes sociais.
"Também lembramos que temos ameaças globais em relação à categoria, a organização e em relação ao meio ambiente. Essas ameaças incluem a privatização dos resíduos, o fechamento dos lixões sem a inclusão dos catadores e a incineração", pondera a nota.
No dia 1º de março de 1992, na Universidade Livre de Ottawa (Ottawa University), na Colômbia, 11 catadores informais foram brutalmente assassinados por funcionários da instituição de ensino, que teriam enganado os trabalhadores ao atrai-los para o interior do prédio, sob a oferta de entregar-lhes materiais recicláveis.
Um sobrevivente, que fingiu estar morto, contou à polícia sobre o que tinha acontecido. Em memória do massacre, e em resposta as péssimas condições de trabalho que lutam para melhorar, além do preconceito que enfrentam em muitos níveis da sociedade, o Primeiro Encontro Internacional de Catadores, realizado na Colômbia em 2008 instituiu o 1º de março como o Dia Mundial dos Catadores. 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

“Brasil é líder mundial em energia verde”

por Carla Festucci*
Na matriz energética mundial, o uso do Petróleo é predominante. No Brasil não é diferente, mas o país é o que tem a distribuição energética mais verde do mundo, segundo Marcos Silveira Bukeridge, professor do Departamento de Botânica do Instituto de Biociências da USP. O biólogo disse que o Petróleo também é bioenergia, mas o grande problema é que o planeta leva milhares de anos para produzi-lo e não é renovável.
1243 300x211 Brasil é líder mundial em energia verde
Plantação de cana-de-açúcar.
No que diz respeito à energia sustentável, o Brasil é um páis de vanguarda, está indo para 5% de biodiesel em toda a produção nacional (Petrobrás) e é apontado, em uma pesquisa realizada por Bukeridge e repórteres da BBC, como o país que mais se preocupa com as mudanças climáticas globais, juntamente com a Inglaterra.
“A grande diferença entre nós e o resto do mundo, hoje se chama cana”, disse o professor da USP. Grande responsável pelo cenário bioenergético em que o Brasil se encontra, a planta veio da Ásia e já era utilizada por volta de 8000 a.C. Ao chegar às terras brasileiras, a motivação principal era o açúcar, mas em 1933 começou a ser usada na fabricação de álcool. Atualmente, a produção de cana se constitui em metade açúcar e metade etanol. “Hoje o Brasil possui a melhor tecnologia do mundo em fazer álcool a partir da sacarose. Ainda assim, somente um terço da energia que existe na cana é utilizada para isso”, disse Bukeridge. Mas, segundo ele, maneiras de se utilizar a energia encontrada nos outros dois terços da cana já estão sendo estudadas.
O Brasil também possui uma vantagem muito importante em relação aos outros países produtores de cana de açúcar. Somente 3% das terras brasileiras são usadas para sua produção. “Se soubermos lidar com a terra, com a água, plantar floresta, nós podemos aumentar ainda mais nossa produção bioenergética”, falou Bukeridge. Índia, Austrália e EUA (no Hawaí e, em menor proporção, na Flórida) já esgotaram suas possibilidades no cultivo de cana.
Mas o biólogo alerta: “A sustentabilidade é muito importante. Não adianta nada produzirmos Bioetanol e esfolarmos nossas florestas”. Para evitar a introdução de cana de açúcar em terras amazônicas, por exemplo, está sendo estudada a extração de energia de uma leguminosa chamada “Mata-pasto”, planta nativa do Pará que cresce nas barrancas dos rios, mais rápido que a cana de açúcar. “O que a gente tem que fazer com as nossas florestas é um manejo diferente”, concluiu o professor.
Carla Festucci é estudante de jornalismo e participou do projeto “Descobrir a Amazônia, Descobrir-se Repórter“, da Oboré.

terça-feira, 26 de março de 2013

Embalagens sustentáveis vão além da capacidade de reciclar


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Uma ideia do Unplug Design, no qual a embalagem vira uma bola
Foto: Divulgação
Apesar de pouco importantes para muita gente, as embalagens são grandes vilãs da natureza. A produção, utilização e descarte delas implicam em impactos ambientais, visto que a embalagem, ao final de seu processo de consumo, inevitavelmente acaba como lixo urbano.  A questão é: existem maneiras possíveis de torná-la sustentavelmente bem sucedida, seja pelo uso de materiais, seja pelo processo de fabricação ou pelo seu consumo consciente?
Segundo a designer Babi Tubelo, os materiais, a logística e a reciclabilidade estão entre as principais ferramentas a caminho de um design de embalagem visando a ecologia ambiental, imprescindível no mundo moderno. Quanto mais diversidade de material em uma mesma embalagem, mais será seu impacto para o meio ambiente. Já o uso de apenas um material facilita sua reciclagem.
A embalagem sustentável deve atender pelo menos a três dimensões:
  • Garantir a proteção ao produto;
  • Escolher aquela que implica menos impactos ambientais, medidos segundo a Análise do Ciclo de Vida (ACV) do produto;
  • Saber como os materiais de embalagens são destinados no fim de vida útil, seja por compostagem, aterro sanitário, reciclagem química, reciclagem mecânica ou reciclagem energética.
Segundo especialistas, o ato de projetar produtos em prol da sustentabilidade é tecnicamente possível. Para que isso ocorra são necessárias mudanças de comportamento e alterações nos padrões da sociedade, a fim de que alternativas inovadoras de design sejam, de fato, bem aceitas.
Economia em material e logística
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Embalagens de ovos utiliza menos material e pode ser melhor empilhada
Foto: Divulgação
Economizar no material e facilitar a logística são aspectos essenciais para uma embalagem ser considerada sustentável. E muitas vezes não se dá muita importância a esses dois pontos. Mas, não é assim que pensa a designer húngara e estudante de graduação Otília Andrea Erdelyi. Ela redesenhou a embalagem de ovos, tornando-a ainda mais minimalista, materialmente eficiente e visualmente atraente.
Além de economizar matéria-prima, a caixa de ovos, chamada de Erdelyi, foi projetada para ser empilhada facilmente. Os ovos são colocados em forma de elipse e para o consumidor retirar os ovos da embalagem basta inclinar uma das laterais.
Embalagens recicláveis
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Para transformar a embalagem em cúpula de abajur, basta desdobrar a caixa, vira-la ao contrário e instalar a lâmpada
Foto: Divulgação
Outro ponto mais conhecido e também essencial, para se alcançar uma embalagem sustentável, está no seu poder de reciclabilidade, ou seja, a capacidade que ela tem de ser aproveitada depois de utilizada.
Atualmente, com a grande preocupação ambiental, muitas indústrias estão inovando os seus produtos, fabricando embalagens que podem ser recicladas após serem utilizadas.
Um exemplo está na lâmpada de última geração Lemnis Lighting, já mostrada aqui no EcoD, que desenvolveu uma embalagem capaz de se transformar em uma luminária para acomodá-la.

Fonte: Portal EcoD.

sexta-feira, 8 de março de 2013

O Brasil e a economia verde!


A economia verde é um tema que ganha cada vez mais força, já que o mundo sente as consequências das mudanças climáticas e a escassez dos recursos naturais.

Por Paula Louredo Graduada em Biologia
Será possível manter uma boa economia sem prejudicar o meio ambiente e afetar o clima?
Será possível manter uma boa economia sem prejudicar o meio ambiente e afetar o clima?

Segundo o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), aeconomia verde pode ser definida como sendo  “Uma economia que resulta em melhoria do bem-estar da humanidade e igualdade social, ao mesmo tempo em que reduz, significativamente, riscos ambientais e escassez ecológica".

Para que haja uma economia verde, o aumento da renda e das vagas de trabalho deve ser estimulado por investimentos públicos e privados que diminuam a poluição, aumentem a eficiência energética e previnam perdas de biodiversidade. Nesse tipo de economia, o desenvolvimento deve manter, aprimorar e reconstruir bens naturais, vendo-os como um bem econômico e como uma fonte de benefícios, principalmente para a população de baixa renda, cujo sustento depende da natureza.

O conceito de economia verde não substitui o conceito de desenvolvimento sustentável, mas atualmente existe um crescente reconhecimento de que a realização da sustentabilidade se baseia quase que inteiramente em conseguir o modelo certo de economia. Mesmo que a sustentabilidade seja um objetivo a longo prazo, é necessário que a nossa economia se torne mais verde para que consigamos atingir esse objetivo. Para que essa economia se torne real, são necessários investimentos públicos e privados, tecnologias, políticas públicas, programas governamentais e práticas de mercado voltadas para:

• Melhoria dos processos produtivos;
• Aumento da eficiência com diminuição no uso dos recursos naturais;
• Diminuição das emissões de gases do efeito estufa;
• Transformação de resíduos de um processo em insumos de outros;
• Proteção dos mananciais, uso responsável da água, universalização do saneamento básico;
• Ampliação de fontes de energia limpas e renováveis;
• Recuperação e preservação dos ecossistemas;
• Atenuar os efeitos da mudança do clima.

Para o Governo brasileiro, a economia verde deve ser inclusiva, é preciso considerar igualmente os setores econômico, social e ambiental. Para o Ministro da Ciência e Tecnologia Marco Antônio Raupp, “A economia verde deve promover a geração de empregos, a inovação tecnológica, a ciência, a inclusão social e a conservação dos recursos naturais, e não ser utilizada como pretexto para a imposição. Para nós, essa questão de inclusão social e crescimento é fundamental”. Ainda segundo o ministro, o potencial de biodiversidade, os avanços sociais e a matriz energética brasileira permitem ao Brasil uma transição rápida e segura para a economia verde inclusiva

sexta-feira, 1 de março de 2013