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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Lixo nas praias é o desafio do verão

Cidades do litoral fluminense promovem ações de limpeza
  
Rio - Verão é sinônimo de areia lotada e muito lixo deixado para trás no litoral fluminense. Na Região dos Lagos, até carcaças de barracas de ambulantes foram retiradas do mar durante uma ação na semana passada para garantir a limpeza das praias em Arraial do Cabo. Na Praia do Forno, 100 servidores públicos participaram da operação e cerca de 60 toneladas de resíduos foram recolhidas da areia e da trilha. Novos galões de lixo foram colocados no local. Na Prainha, foram recolhidos 100 quilos de lixo e na Praia do Pontal, mais duas toneladas.

De acordo com o secretário de Serviços Públicos, Francisco de Assis, a maior parte foi de descartáveis, deixados pelos banhistas, como copos e palitos de churrasco. “São resíduos que, além de poluir a natureza, podem causar acidentes, como palitos pontiagudos que são jogados na areia”, afirmou. A operação de limpeza permanecerá até o fim do verão em todas as praias cabistas. “A medida é importante porque, além de manter a cidade limpa, auxilia na atração de turistas”, disse a estudante Déborah Carvalho, de 20 anos.


Até barraca de ambulante foi retirada da água durante ação para limpeza da Praia do Forno, em Arraial
Foto:  Divulgação

Em Cabo Frio, que diz ostentar o título de “cidade mais limpa do Brasil”, 1.500 varredores têm retirado em média 300 toneladas de lixo por dia das ruas. Foram contratados 450 temporários neste verão, sendo 300 para as praias. Uma força-tarefa aconteceu na Praia das Conchas e Ilha do Japonês. Foram cerca de 60 pessoas trabalhando, e retiradas 12 toneladas de lixo das praias.
Já em Paraty, na Baía de Ilha Grande, o prefeito Carlos José Gama, o Casé (PT), afirmou que não há uma operação específica para o verão, mas sim para todo o ano. “Há mais de um ano, fazemos coleta seletiva costeira através de barcos. Em cada comunidade, existe um centro de lixo para turistas e moradores. A embarcação passa e recolhe todo o lixo selecionado duas vezes por semana. É uma coleta bem eficiente”, disse.
Alternativas de coleta em Rio das Ostras

Cerca de 15 mil sacolinhas oxi-biodegradáveis — material que se decompõe mais rapidamente —, foram distribuídas para banhistas em Rio das Ostras neste verão. A ação de conscientização, que recebe o nome de ‘Projeto Praia Limpa, diversão para todos’, foi iniciada em dezembro passado nas praias de maior circulação de moradores e turistas da cidade.

Diariamente, grupos percorrem a Lagoa de Iriry e as praias de Costazul, Cemitério, Centro, Pica-pau e Tartaruga. A iniciativa da Secretaria do Ambiente da cidade, que acontecerá até o final do Carnaval, tem apoio de moradores e turistas. A turista Regina Ferreira, que é professora e mora em São Paulo, elogiou a ação em Costazul. “Estamos impressionados com o cuidado com a natureza. Essa praia é linda demais! Precisamos preservar esse lugar e assim aproveitar, ainda mais, essa maravilha de Rio das Ostras”, destacou.

O trabalho de coleta em datas de grande movimentação turística, como no último Réveillon, o município chegou a recolher até 195 toneladas de lixo em um único dia, contra 100 toneladas em Arraial do Cabo Frio. Já em Cabo Frio, foram recolhidas 800 toneladas no período. Segundo a Prefeitura de Rio das Ostras, moradores, turistas e veranistas podem ajudar nas ações de limpeza da Secretaria do Ambiente colocando o lixo domiciliar bem embalado nos dias e horários certos para coleta.
Reportagem de Vinícius Amparo
Fonte: http://odia.ig.com.br/odiaestado/2015-01-18/lixo-nas-praias-e-o-desafio-do-verao.html
 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O lixo nosso de cada dia

Semanas atrás falei da embalagem do meu creme que tinha um design sofrível, agora resolvi pesquisar sobre a política de resíduos sólidos pós consumo das principais marcas de cosméticos que eu conheço, que é o que nos sobra depois que o produto acaba. Os resíduos sólidos da cadeia produtiva podem até ser responsabilidade minha também como consumidora, mas pouco posso interferir nela. Resolvi ver o que as empresas falam de residuos sólidos sem eu precisar ler o relatório de sustentabilidade.
residuos
Fonte: https://flic.kr/p/e4PYUh
Nívea
A Nívea foi a primeira “vítima” por 2 motivos: 1- falei dela no post sobre o design ruim da embalagem e 2- apareceu um post patrocinado deles na TL do meu twitter, se eles estão pagando pra fazer propaganda em rede social, vamos ver se esse canal realmente funciona para conversar com o consumidor (mais um teste além do ambiental). Ai perguntei pelo twitter sobre a política de resíduos sólidos da Nivea e recebi esse link como resposta: http://www.nivea.com.br/Sobre-nos/beiersdorf/Responsabilidade-Ambiental
Bom, sobre o destino das embalagens pós consumo só li blablabla, nada concreto que me convence da real preocupação deles, um “apoiamos o projeto tal que se preocupa com esse assunto” e só. Ai perguntei no twitter novamente se eles sabiam qual a porcentagem de embalagem são recicladas, estou no aguardo da resposta.
Unilever
Ai resolvi pesquisar outras… Joguei no Google o nome da empresa e as palavras resíduos sólidos, depois de uns cliques no site deles achei esse link no site da Unilever: http://www.unilever.com.br/sustainable-living-2014/waste-and-packaging/
Achei mais interessante pois eles têm metas estabelecidas sobre reciclar embalagens: “aumentar as taxas de reciclagem e recuperação, em média, em 5% até 2015 e em 15% até 2020 nos nossos 14 principais países” e apresentaram o seguinte dado: “Aumento de 7% nas taxas de reciclagem e recuperação em 2013, superior ao Índice de Reciclagem e Recuperação médio de 2010, registrado nos nossos 14 principais países.” Legal, mas  o quanto desse 7% é no Brasil? E vamos combinar que 7% numa operação em 14 países é quase pífio.
P&G
Com a busca no Google P&G e residuos sólidos (ou qualquer coisa parecida com isso) cheguei nesse link: http://www.pg.com/pt_BR/sustentabilidade/sustentabilidade_ambiental/index.shtml
O plano é bastante audacioso “Nossa Visão, anunciada em 2010, inclui: (…) Usar 100% de materiais renováveis ​​ou reciclados em todos os produtos e embalagens. Depositar zero de consumo e resíduos de fabricação em aterros sanitários.” Mas não falam quando pretendem atingir a meta, ah, mas é a visão, não é uma meta, pode ser que nunca atinjam seja só um alvo a se atingir… Ainda tem um “saiba mais sobre a nossa visão de longo prazo”, mas não tem link nenhum redirecionando pra lá. Também não ficou claro pra mim se no consumo e resíduos de fabricação inclui embalagens pós consumo.
Descobri por acaso que eles tem um projeto com uma empresa chamada Wise Waste que criaram a partir de embalagens recicladas um display para um dos produtos deles em supermercados. Aliás o trabalho da Wise Waste é bem interessante, saiba mais aqui. Mas no site da empresa mesmo só tem aquelas metas megalomaníacas sem nada muito prático.
Natura
Mandei um twitt e não recebi resposta 2 dias depois, procurando no google achei vários links para os relatórios anuais da empresa 2009 (acho q seja pois só tinha dados até 2008), 2012, 2013. Não é o que que esperava achar, principalmente da Natura. As informações são vagas e sem nenhuma meta clara, no relatório de 2014 fala que “A Natura está elaborando um plano de logística reversa, que tem como principal objetivo estruturar um modelo de gestão capaz de transformar resíduos em oportunidades de novos negócios. Este plano tem previsão de lançamento ainda no ano de 2014.” Eu esperava mais da Natura, muito mais…
Avon
Mandei um twitt e não recebi resposta 2 dias depois.
Procurando no Google não achei NADA relevante. No site da empresa tem uma seção de responsabilidade social, nada sobre meio ambeinte. Falam de teste em animais, mas absolutamente NADA do ponto de vista ambiental e resíduos sólidos… Decepção monstra.
Conclusões
Escolhi essas empresas pois consumo produtos delas e como são empresas que fazem parte do business as usual esperava números sobre o assunto, só 1 me apresentou números concretos sobre a preocupação com a geração de resíduos e posterior descarte, as outras tratam o assunto de forma superficial, pelo menos aos olhos do consumidor leigo que resolve descobrir por si só o que as empresas fazem/pensam sobre o assunto. Uma delas até ignora o assunto. Ou simplesmente resolveu não contar pra ninguém o que faz sobre o assunto. Se alguma empresa dessas quiser entrar em contato comigo para esclarecer melhor suas preocupações sobre os temas resíduos sólidos pós consumo, logística reversa, etc estou super aberta para ouvir e saber mais, o importante mesmo é tornar pública suas práticas, o consumidor agradece, isso chama-se transparência. #ficaadica
A princípio pensei em ligar nos atendimentos ao consumidor de cada uma delas para perguntar sobre o assunto, mas esse processo é tão chato que eu desisti, mas talvez seja mais eficaz que esse post, mas se você quiser fazer isso segue o número dos telefones de cada uma das empresas, acho que pode surtir mais efeito e ainda dá pra testar o quanto elas dão de importância para a preocupação do consumidor.
Nivea – 0800-77-64-832
Unilever – 0800-707-7512
P&G – 0800 701 5515
Natura – 0800.115.566
Avon – 0800 7082866
Se alguém conhecer alguma empresa de bens de consumo não duráveis que nasceu pensando no ciclo completo de vida de seus produtos me avise, pois eu até hoje não vi nenhuma.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Catadores de Materiais Recicláveis




De acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico realizada pelo IBGE em 2000, coleta-se no Brasil diariamente 125,281 mil toneladas de resíduos domiciliares, e 52,8% dos municípios Brasileiros dispõem seus resíduos em lixões.

Hoje estima-se que 1 em cada 1000 brasileiros é catador.
E 3 em cada 10 catadores gostariam de continuar na cadeia produtiva da reciclagem mesmo que tivessem uma alternativa. Estes têm orgulho de ser Catador.

Há Catadores de todo tipo.
  • Trecheiros: que vivem no trecho entre uma cidade e outra, catam lata pra comprar comida.
  • Catadores do lixão: catam diuturnamente, fazem seu horário, catam há muito tempo ou só quando estão sem serviço de obra, pintura etc.
  • Catadores individuais: catam por si, preferem trabalhar independentes, puxam carrinhos muitas vezes emprestados pelo comprador que é o sucateiro ou deposista.
  • Catadores organizados: em grupos autogestionários onde todos são dono do empreendimento, legalizados ou em fase de legalização como cooperativas, associações, ONGs ou OSCIPs.

O Catador é um sujeito que, historicamente, tira do lixo o seu sustento. Seja através da prática da coleta seletiva junto a alguns parceiros que doam o seu lixo ou, melhor ainda, seus recicláveis selecionados na fonte; seja caçando recicláveis pelas ruas e lixões, sacando os recicláveis do lixo misturado que o gerador não teve a decência de separar e colocou no mesmo saco o que pode e o que não pode ser reaproveitado.
Com esse “trabalho” a companhia de limpeza urbana deixa de pagar inúmeros kilos que seriam coletados e dispostos em aterro ou lixão. Na pior das hipóteses é uma economia. É um serviço a população já que esses materiais coletados pelos catadores vão evitar o consumo de matéria prima virgem – recursos naturais esgotáveis – além da economia com coleta e disposição final.

Dentre os Catadores organizados ou em organização existem os

  • Grupos em organização: com pouca ou nenhuma infra-estrutura, muita necessidade de apoio, e vontade de trabalhar em grupo e se fortalecerem.
  • Catadores organizados autogestionários: grupos que funcionam como cooperativas de fato onde decisões são tomadas de modo democrático, as vendas e os resultados são de domínio de todos graças a transparência das informações que muitas vezes são afixadas na parede - o valor da venda, dos descontos, as atas das reuniões e etc. Não há uma liderança única da qual dependam todas as decisões e todos os associados representam o empreendimento como dono.
  • Redes de cooperativas autogestionárias: A idéia de rede é uma forma de fortalecer os grupos na busca de quantidade, qualidade e freqüência que são algumas das imposições do mercado da reciclagem. Em rede os grupos podem vender por melhores preços por terem juntos maiores quantidades e aqueles que não tem prensa poderem enfardar o material. Em rede os grupos também podem se organizar para otimizar a coleta e realizarem inclusive coleta de outros materiais como óleo de cozinha, alimentos entre outros.

E há também as

  • Coopergatos: Grupos não autogestionários, que tem um dono, onde um manda e todos obedecem e funciona como uma empresa privada só que sem os benefícios sociais que uma empresa privada teria que dar.
  • Cooperativas de Sucateiros: Alguns sucateiros que, nem sempre, mas freqüentemente tem com catadores relações pra lá de exploratórias, percebendo vantagens junto a políticas públicas se regularizam legalmente como cooperativas mas funcionam como empresa privada, sob a fachada do cooperativismo. Infelizmente esse padrão é bastante freqüente.
  • Cooperativas de apoiadores: Grupos de catadores organizados por pessoas que não tem histórico na catação e se auto-declaram catadores (mas tem perfil de apoiador) para exercer uma liderança sem nenhum compromisso com o processo emancipatório dos catadores. Apoiadores só deveriam fazer parte de uma cooperativa de catadores de materiais recicláveis se fosse no conselho consultivo, sem direito a voto e sem direito a renda.

É imperativo que o apoio aos catadores seja compromissado com o protagonismo deles e a construção dos processos emancipatórios desta categoria.
Catadores são vítimas de preconceito por parte da sociedade e constantemente são associados ao problema do lixo podendo ser associados as soluções.

São atores históricos da gestão dos resíduos nas cidades e da cadeia produtiva da reciclagem e merecem políticas públicas que fortaleçam seu perfil empreendedor e ecológico.

O estilo do apoio no Brasil é o do amparo, da tutela simbólica, que vê os atores históricos como incapazes, estilo cesta básica e assistencialismo. Será bom entender o que é apoio dentro de uma premissa emancipatória.


De acordo com o dicionário Aurélio temos 

a.poi.o
s. m. 1. Tudo que serve para amparar, firmar, segurar, sustentar. 2. Mec. e Constr. Base, assento, sapata. 3. Amparo, socorro. 4. Argumento, autoridade, prova, ou qualquer coisa que se autorize, ou se prove. 5. Aprovação, assentimento.

E temos ainda
tu.te.la
s. f. 1. Dir. Encargo legal para proteger uma pessoa ou os bens de um menor ou de um interdito; tutoria. 2. Amparo, proteção. 3. Fam. Sujeição vexatória; dependência.

E ainda
e.man.ci.par
v. 1. Tr. dir. Eximir do poder paternal ou de tutela. 2. Tr. dir. Tornar independente. 3. Pron. Livrar-se do poder paternal ou de tutela. 4. Pron. Tornar-se livre.

 
Para saber o contato de cooperativas de Catadores do Rio de Janeiro clique aqui
 
Para saber o contato de cooperativas de Catadores de todo o Brasil entre em contato com o Movimento Nacional dos Catadores www.MovimentodosCatadores.org.br pelo telefone (11)3399-3475; Ou pelo site www.rotadareciclagem.com.br
 

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

9 soluções para o lixo

Conheça as tecnologias que permitem transformar o que seria jogado fora em fonte de energia, combustível para carros e até de metais preciosos. São ideias que valem ouro

por Priscilla Santos | Ilustrações: Samuel Rodrigues
Editora Globo
Foto: Felipe Gombossy/Editora Globo
 A cada ano, 1,3 bilhão de toneladas de lixo são produzidas em cidades do mundo todo. Essa quantidade ainda deve dobrar. De acordo com o Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma), em 2025 o número chegará aos 2,2 bilhões, colocando-nos em uma espécie de crise global de lixo em que o principal vilão é a má gestão por parte dos governos.
No Brasil, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos determina que, até 2014, todos os lixões sejam extintos no país. “Acho a meta positiva, mas não acredito que será tão rápido”, afirma Jorge Hargrave, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que divulgou em outubro um mapeamento da gestão de resíduos. Os resultados mostram que, embora a quantidade de lixo levada para aterros sanitários tenha crescido 120% nos últimos anos, a maior parte ainda é despejada nos lixões e aterros controlados (entenda as diferenças ao lado), gerando de problemas de saúde pública e poluição atmosférica até questões de transporte. “Na Amazônia, alguns aeroportos fecham durante o dia, pois não há teto para decolagem e pouso, tamanha a quantidade de urubus atraídos por lixões”, afirma Luciano Basto, especialista em planejamento energético e professor de pós-graduação em engenharia na UFRJ.

Mas o que é problema pode se tornar solução. “Temos a oportunidade de converter os resíduos em combustível, dinamizando a economia interna e gerando postos de trabalho”, diz Basto. Os projetos de aproveitamento do lixo para geração de eletricidade já têm seus representantes no Brasil. Mundo afora, soluções ultratecnológicas já são aplicadas. Transformar plástico usado em petróleo, usar cerveja vencida para acelerar a formação de gases e extrair ouro puro de celulares velhos são algumas das alternativas hi-tech que você conhece a seguir.


Editora Globo 1) Aterro Hi-tech
Cerveja para as bactérias
Quando restos de comida, papel, folhas de árvore ou qualquer outro tipo de matéria orgânica vai para os aterros, com o tempo, se decompõem. Mas esse prazo pode ser mais longo do que se pensava. Um estudo da Universidade do Arizona encontrou bifes de 15 anos de idade intactos e jornais de 30 anos ainda legíveis. O que não é nada positivo quando a ideia é aproveitar o metano que resulta da decomposição.

Pensando nisso, a Waste Management, maior companhia americana de gestão de resíduos, investiu em um método que consiste em instalar um encanamento no solo dos aterros e fazer circular ar nas camadas superiores e um líquido que mistura cerveja e refrigerantes vencidos nas inferiores. O ar ajuda a degradar o material orgânico das superfícies e acelera a produção de metano abaixo. Com o processo, a geração de gás tornou-se quatro vezes mais rápida e os resíduos acumulados diminuíram em 35%, aumentando a vida útil do aterro.

A produção de energia a partir do lixo é um dos principais focos da companhia, que estimou que as 112 milhões de toneladas de resíduos que jogou fora em 2011 teriam gerado mais de US$ 40 bilhões se tivessem sido convertidas em eletricidade.

Editora Globo 2) Crédito de Carbono
Dando o maior gás
Uma das maneiras mais básicas de se aproveitar o metano produzido em aterros é esperar o tempo natural para a maior parte dos detritos se decompor (20 anos) e, ao final do processo, recolher o gás e queimá-lo para geração de eletricidade. Pode não ser a forma mais eficiente — muitas vezes, a captura acontece quando o aterro se fecha —, mas ao menos se evita a dispersão de um gás com poder de efeito estufa 23 vezes maior do que o CO2.

A técnica vem sendo aplicada em cerca de 35 aterros brasileiros. O pioneiro é o NovaGerar, de Nova Iguaçu (RJ), que iniciou um projeto nesses moldes em 2004 e se tornou o primeiro aterro do mundo a vender créditos de carbono — pelo Protocolo de Kyoto, quando se deixa de poluir em países em desenvolvimento, é possível comercializar esse “crédito” para países ricos.

Depois, vieram projetos maiores, como os dos aterros São João e Bandeirantes, na cidade de São Paulo, que juntos respondiam por quase um quarto das emissões de gases de efeito estufa da capital. A captura do gás passou a gerar energia suficiente para o consumo de 800 mil pessoas. Os créditos de carbono do projeto foram negociados por R$ 140 milhões, metade ficou para as empresas privadas que bancaram o projeto e a outra metade para a prefeitura de São Paulo, que não teve custo nenhum e ainda fez bonito.

3) Biodigestão
Carro movido a lixo
Abastecer o carro com lixo não é mais coisa do filme De Volta para o Futuro, mas do presente. Em Estocolmo, na Suécia, metade da frota de ônibus municipal circula com combustível gerado a partir do lixo orgânico e esgoto. Essa poderia ser uma boa oportunidade por aqui. “O lixo brasileiro é de país subdesenvolvido, a maior parte é resto de comida”, afirma Luciano Basto. Do total dos resíduos gerados, 51% são matéria orgânica e apenas 1,6% passa pela compostagem para virar adubo.

A proposta é encaminhar essa montanha de lixo não para aterros, mas para biodigestores, usinas com enormes tanques cheios de bactérias famintas. “Os orgânicos são a dieta preferida delas, o que acelera o processo de decomposição dos resíduos e aumenta a produção de gás”, diz Basto.
Ao final de 18 dias, já se teria o biogás (mistura de metano, CO2 e água, entre outros componentes). Depois de tratado, o composto poderia atingir uma concentração de metano de até 99%, mais do que os 96% exigidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para ser usado como combustível para veículos. Assim, o produto poderia ser colocado diretamente no tanque de carros, além de substituir o diesel em frotas de caminhões e ônibus. “Vale mais a pena do que queimar o gás. No Brasil, a eletricidade gerada pelo lixo é cara se comparada às outras fontes que temos, mas o gás é barato frente ao diesel e à gasolina.”

Editora Globo
4) Incineração/Gaseificação
Bota fogo
A Holanda é um país-exemplo no tratamento de resíduos sólidos. Recicla 80% deles e só joga 4% em aterros. Os outros 16% são queimados e geram eletricidade. “Quando se fala em grandes volumes de resíduo, a tecnologia mais madura é a incineração”, afirma o engenheiro mecânico e doutor pelo MIT Josmar Pagliuso. Nesse caso, se aproveita o calor da combustão para gerar vapor d'água que movimenta as turbinas de um gerador.

Apesar de difundida no Japão e em países como Suíça e Alemanha, a incineração gera polêmica por se acreditar que não seria possível controlar totalmente a emissão de dioxinas e furanos, componentes altamente tóxicos. Pagliuso argumenta que a quantidade dissipada é tão pequena que seria difícil encontrar um laboratório capaz de medi-la. "Eu não estaria desconfortável ao lado de um incinerador que funcionasse com tecnologias modernas”, diz. Isso quer dizer um processo de limpeza de alta capacidade. “Mas precisaria de tantos filtros que se inviabilizaria”, afirma Jorge Hargrave, do Ipea. Na Alemanha, as plantas de incineração custaram tanto que foi preciso passar a importar lixo da Itália para fazer o investimento valer.

Uma alternativa que vem se desenvolvendo é a gaseificação do lixo que gera gases como monóxido de carbono e hidrogênio, de poder combustível. Aí sim, eles são queimados para gerar eletricidade. “O aproveitamento de energia sobe de 25% a 40% em relação à incineração. E você filtra o gás antes de queimar”, diz Pagliuso. Assim, as emissões finais praticamente não requerem tratamento. “É um processo mais complicado, porém mais limpo.”

5) Fábrica de Petróleo
Caminho de volta
Para se fabricar plástico, primeiro se extrai petróleo, sua principal matéria-prima. A Agilyx, empresa sediada em Oregon, nos EUA, levou essa lógica ao revés e está tirando petróleo de plástico — evitando as operações complexas e poluentes para se conseguir o material fóssil em alto- mar. No processo, todo tipo de plástico — inclusive o que estiver sujo, contaminado ou engordurado — é aquecido até a forma gasosa, depois passa para um sistema central de condensação. Dali, já sai o óleo cru, como é chamado o petróleo bruto. A usina tem capacidade de converter 10 toneladas de plástico em 2.400 galões de petróleo a cada dia. E não concorre com a reciclagem, uma vez que só utiliza material que iria parar de qualquer maneira no aterro por ser difícil de ser reaproveitado.
Editora Globo

6) Usina de açúcar
Perfume no ar
A ideia de fazer produtos cheirosos com insumos que vêm do lixo não parece boa. Mas é uma das sugestões da startup americana Renmatix. A empresa transforma sobras de madeira em um tipo de açúcar que pode substituir o petróleo na fabricação de combustíveis, plásticos e embalagens, ou químicos de alto valor agregado, como os usados em perfumes. A companhia usa água em alta pressão e temperatura para dissolver a celulose presente em materiais orgânicos. O açúcar que resulta do processo pode ser fermentado para produzir etanol e outros químicos. Recentemente a empresa recebeu um investimento de US$ 75 milhões para testar a técnica com resíduos urbanos, como papel, papelão e entulhos. Se funcionar, pela primeira vez teremos cheiro bom vindo do lixo. A ideia de fazer produtos cheirosos com insumos que vêm do lixo não parece boa. Mas é uma das sugestões da startup americana Renmatix. A empresa transforma sobras de madeira em um tipo de açúcar que pode substituir o petróleo na fabricação de combustíveis, plásticos e embalagens, ou químicos de alto valor agregado, como os usados em perfumes. A companhia usa água em alta pressão e temperatura para dissolver a celulose presente em materiais orgânicos. O açúcar que resulta do processo pode ser fermentado para produzir etanol e outros químicos. Recentemente a empresa recebeu um investimento de US$ 75 milhões para testar a técnica com resíduos urbanos, como papel, papelão e entulhos. Se funcionar, pela primeira vez teremos cheiro bom vindo do lixo.

7) Plasma
Digno de estrelas
Lixo hospitalar, metais pesados e outros contaminantes podem virar pó — ou melhor, grãos —, embalados em vidros e usados na fabricação de asfalto, não oferecendo mais riscos à saúde e meio ambiente. Essa seria a grande vantagem da tecnologia de plasma, já aplicada em plantas das Forças Aéreas americanas, além de aterros que recebem lixo urbano nos EUA, França e Japão.

O plasma — espécie de gás carregado de eletricidade considerado o quarto estado da matéria, que compõe as estrelas — é usado para degradar materiais que resistem a uma primeira etapa de gaseificação. A temperatura no tanque onde ficam as tochas com plasma chega aos 9.000 ºC. “Vale a pena para lixo tóxico e em pequenas quantidades porque o processo demanda muita energia elétrica”, afirma Pagliuso. Mesmo gerando eletricidade, ela não seria suficiente para dar conta do funcionamento da máquina.
Editora Globo
8) Reciclagem

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

RAZÕES E FORMAS PARA PLANTAR UMA ÁRVORE (MESMO SEM ESPAÇO PRÓPRIO).

Nem todos nós somos providos de espaço físico próprio, que permita o plantio de mudas que venham se transformar em grandes e frondosas árvores. Mas isso não é motivo para que não plantemos uma ou mais ao longo de nossa vida. Ao contrário, as razões para isso são inúmeras:
A principal é sem dúvida, a produção de oxigênio. Enquanto os humanos inspiram oxigênio e expiram gás carbônico, árvores em equilíbrio inspiram gás carbônico e expiram oxigênio. Em um ano, uma árvore inala em média 12 kg de CO2 e exala oxigênio suficiente para uma família de quatro pessoas viver por um ano. 
A presença de árvores no meio da plantação ou alternadas com a lavoura pode melhorar a fertilidade do solo e aumentar sua umidade, além de reduzir a erosão. 
Isso porque, além do gás carbônico, muitas árvores absorvem nitrogênio, um nutriente essencial da terra. Esse processo de fixação de nitrogênio melhora a fertilidade do solo, sobretudo através das folhas cheias de nutrientes que caem no chão e fertilizam a terra. Assim é possível reduzir a necessidade de fertilizantes nitrogenados artificiais feitos com produtos derivados de petróleo. 
 A existência de árvores em uma região preserva o abastecimento de água. As raízes reforçam o solo e as folhas dispersam as gotas de chuva, de forma que, nas áreas florestadas, a chuva é espalhada de modo homogêneo e suave, sem cair torrencialmente. A água penetra no solo chegando até aquíferos subterrâneos que abastecem córregos e rios, em vez de fazer os cursos de água transbordarem, levando o solo enfraquecido. Regiões desmatadas podem perder até 90% da água da chuva.
Chuvas intensas e tempestades podem desencadear deslizamentos de terra, se o solo ficar saturado. Árvores previnem a erosão costeira e deslizamentos. Onde não há qualquer cobertura arbórea, aumenta o risco de as chuvas torrenciais levarem embora o solo, fazendas e edifícios. Em zonas costeiras, a irrupção de tempestades varre as áreas desmatadas muito mais rapidamente, com um resultado devastador. 
Da mesma forma, árvores previnem a desertificação. As árvores estabilizam o solo e, nas zonas áridas do mundo, podem evitar que o vento leve embora a camada superior do solo com seus nutrientes, garantindo, assim, que a área não se transforme em um deserto ou crie correntes de poeira. As árvores também freiam os ventos e agem como uma barreira contra o avanço das dunas de areia. 
Plantar e manter matas diversificadas ajuda a preservar a grande variedade de espécies que compõem os ecossistemas e ainda garante outros itens, como água, solo bom e medicamentos para o futuro. As árvores atraem não apenas os insetos que polinizam as lavouras, mas também os pássaros que comem os insetos, além de outros animais que formam um ecossistema florestal. As florestas são as áreas de biodiversidade mais importantes em terra firme, abrigando até 90% da flora e fauna terrestres conhecidas. Perder biodiversidade significa perder a variedade genética que fornece proteção extra contra as doenças e pragas que afligem muitas lavouras e animais. Árvores também são responsáveis pelo fornecimento de alimentos, matéria prima para inúmeras atividades econômicas e diversos medicamentos. A aspirina, originalmente, provinha da casca de um salgueiro. O quinino, usado para tratar a malária, vem da casca das árvores de quina (Cinchona). Produtos medicinais tirados de árvores ajudam a tratar doenças, e quem sabe quais curas futuras poderão vir das florestas que você ajudou a reflorestar ou do quintal de sua casa?
Então... PLANTEMOS!


Você também pode fazer isso participando de programas de replantio promovidos por diversas empresas, grupos ambientalistas e organizações não governamentais de forma simples e gratuita.
Participando desses programas e ajudando na divulgação, Maria Reciclona já plantou algumas e pretende continuar espalhando por ai mudas que auxiliem na redução de sua pegada ecológica e na promoção de ações que auxiliem na restauração de ecossistemas.
NA SERRA DO GANDARELA - MINAS GERAIS.

Esta foi plantada através do programa promovido pela Floricultura Ikebana.. A campanha “Plante uma árvore na Serra do Gandarela (MG)” é colaborativa e, com o compartilhamento dos links, em sites ou blogs, mudas são plantadas em nome de cada blogueiro.A empresa concebeu a causa em novembro de 2012 e os plantios com mudas nativas no Pé da Serra do Gandarela (Rio Acima_MG) estão sendo  realizados desde janeiro de 2013.
NA REGIÃO DE APUCARANA , NO PARANÁ.
Através do programa Gesto Verde outra árvore foi plantada. Colocando o selo “O meu blog é neutro em CO2″ em seu blog, você colabora com a restauração da biodiversidade brasileira e neutralize a emissão de carbono do seu blog. 
Para cada blog que coloca o selo, uma árvore é plantada em parceira com o Programa Plante Árvore do Instituto Brasileiro de Florestas (IBF). O objetivo do Guiato é restaurar áreas desmatadas através do plantio de mudas nativas na região de Apucarana, no Paraná. Além disso, a Gesto Verde faz parte de uma rede internacional de iniciativas baseadas no mesmo model, as quais já plantaram mais de 3 mil árvores na Europa.

Também com o programa Adesivo Verde  você pode ajudar a reflorestar esta região do Brasil. Através deste selo, eu também já dei minha contribuição com mais uma árvore plantada.

Assim, de muda em muda, vamos tentando alterar para melhor, a paisagem deste nosso planeta.
Como já foi dito: MUDA QUE TUDO MUDA! Mãos à obra, pessoal.


Fonte:

sábado, 18 de janeiro de 2014

O lixo e os seus riscos

Por: Adriana Teixeira Simoni
IDEIAS  SUSTENTÁVEIS 
 
Não tenho a intenção ao trazer essa reflexão aos leitores de chamar atenção para o que a maioria das pessoas já sabe ou entendem a respeito de que há no lixo uma imensidão de germes e contaminações, essas que podem causar danos à saúde humana e comprometer a higiene ambiental. Pretendo ir mais fundo tentando trazer sua atenção diária e permanente aos resíduos que produzem e a forma e responsabilidade com que os descartam.
 
A maioria das pessoas também demonstra pelo lixo que produz tremenda repugnância e desprezo. Muitos a ponto de ignorar o tão explorado assunto RECICLAGEM. Fato é, que devido ao desprezo e a desconsideração de que esses resíduos produzidos a cada movimento proporcionado pela vida, que são gerados por cada indivíduo desde o momento que nasce até depois de sua morte, são sim de sua total responsabilidade até chegarem aos seus destinos adequados, salvo os bebes e os impedidos por razões físicas e ou intelectuais.
 
Por que devemos ter responsabilidade com nosso lixo até que chegue ao seu destino mais adequado? Simples mas com necessária atitude, pois, depende de você procurar primeiro saber dias e horários da coleta dos diversos tipos de   resíduos. Quais os dias e horários da coleta de lixo urbana se há coleta de residos orgânicos separada, se a cidade conta com cooperativas de reciclagem ou catadores que recolhem reciclagem combinando a retirada semanal em seu portão.  Você também deve se interessar em saber o calendário de coleta de “cata bagulho”, de podas de jardim, entulhos de construção e geralmente cada município tem uma quantidade máxima permitida e formas de dispor frente a sua casa. Sendo assim, primeiro passo: Buscar informação nos órgãos responsáveis evitando assim problemas e multas.
 
Quando você deposita seu lixo para coleta urbana é de suma importância verificar o horário que a coleta passa em sua rua, pois há épocas em que surgem no bairro animais perdidos e que com fome acabam rasgando os sacos de  lixos  espalhando e sujeitando você a riscos como ter nome e documentos e até mesmo email e telefone expostos. Se houver nesse lixo vidro ou garrafas quebradas, dá a oportunidade desse lixo se voltar contra você ou um vizinho na forma de uma arma fácil e oportuna a um bandido ocasional passando no momento em que você sai de sua casa distraído. São ocorrências bobas que muitas vezes pode colocar você  e sua família em risco.   
 
Exemplos de riscos não faltam, bem como imprudência e despreocupação de quem administra a retirada do lixo de dentro da residência. Outro item bastante preocupante que já foi manchete de noticiários e jornais num caso de homofobia na noite da capital paulista é a possibilidade de lâmpadas fluorescentes tornarem-se armas perigosas quando colocadas na lixeira da rua ou mesmo jogadas em caçambas de entulhos. Essas lâmpadas devem ser encaminhadas a coleta de lixo especial que há nos municípios e por vezes também em lojas que vendem esses objetos propiciando a logística reversa desses materiais onde a PNRS - A Política Nacional de Resíduos Sólidos atribui responsabilidades de pós-consumo aos fabricantes, distribuidores, comerciantes e consumidores finais. 
 
Sabe aquele velho ditado sobre não dar margem ao azar? Pois bem, vizinhos de um bairro bastante reincidente em pequenos roubos e assaltos e assaltos a mão armada também não tiveram nenhum receio em jogar na calçada bem próximo a casa, uma escada de madeira em condições um tanto comprometidas de uso, mas ainda com boa possibilidade de favorecer  a um meliante ocasional que  ora andando pela rua despretensioso seja  despertado ao visualizar a escada  como  facilitadora e assim  cometer um ato de violação em uma residência qualquer .
 
Não tenho a intenção de espalhar terror, mas sim consciência de que em nossa sociedade há uma parcela doente e sem escrúpulos, mas que com interesse do Estado, possuem possibilidade de  transformação.  Sendo assim quero alertar que não se amarra mais cachorro com linguiça e logo é importante tomar cuidado com o que se coloca pra fora de casa  em forma de lixo, descarte ou entulho. 
 
Nem tudo é visto só como lixo. Hoje o dito “lixo” tanto pode ser de valor a um ato impensável de um meliante, assim como pode ter valor expressivo para um catador de reciclagem. Onde a reciclagem de “lixo” levada a sério é um fator essencial à sustentabilidade. Porém, hoje encontrar um lixo considerado 100 % lixo é algo tecnologicamente falando muito difícil, pois se transforma em energia querendo, mas é infelizmente raro de se ver efetivamente sendo implantado como deveria e a Política Nacional de resíduos Sólidos - Lei nº 12.305/10 institui. Aguardemos!
 
Colabore, diminua os riscos, proporcione renda a famílias de catadores de reciclagem, proporcione uma cidade limpa, um ambiente saudável pra você e sua comunidade. Ajuste-se a um mundo consciente da necessidade de promover um viver sustentável para as atuais e futuras gerações.
 
 
Adriana Teixeira Simoni é Assistente Social com ênfase socioambiental, administradora do Blog Ideias Sustentáveis

sexta-feira, 5 de julho de 2013

EnerSolar+Brasil 2013 promove oportunidades na indústria solar

A EnerSolar + Brasil | Feira Internacional de Tecnologias para Energia Solar, evento dedicado à energia solar e térmica, acontece de 17 a 19 de julho de 2013, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Organizado pelo Grupo Cipa Fiera Milano e Artenergy Publishing, o evento promove as oportunidades na indústria solar da América do Sul, onde 250 expositores nacionais e internacionais, de países como Itália, Estados Unidos, Alemanha, Espanha e China, dentre outros, apresentam suas tecnologias, serviços e soluções para aplicações industriais e civis, nos segmentos de energia térmica solar e fotovoltaica, inversores e outras energias renováveis. Simultaneamente, acontece a feira internacional GREENERGY, especializada em energias renováveis, biocombustíveis, biogás, biomassa e a EÓLICA BRASIL SMALL WIND.
As alternativas e caminhos para o uso das energias renováveis serão debatidas durante o III Congresso ECOENERGY, que contará com a presença de autoridades nacionais e internacionais dos mais diversos setores de energias renováveis. As principais entidades do setor já confirmaram presença, tais como: MME, EPE, SECRETARIA DE ENERGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO, ANEEL, COGEN, FIESP, CIESP, CENBIO, ABEÓLICA, ABENS, CAIXA ECONOMICA FEDERAL, BNDES, BLOOMBERG, INSTITUTO IDEAL, ABEAMA, ABRAGEL, ITALCAM, DASOL /ABRAVA. Para este ano, os organizadores esperam receber 8.000 mil visitantes formados por: engenheiros; arquitetos; empresários dos setores de energia, construção civil, hotelaria; produtores rurais; presidentes e diretores das principais entidades dos setores de energia e meio ambiente; para conhecer as últimas novidades em energias limpas e renováveis.
 Serviço
EnerSolar + Brasil: II Feira Internacional de Tecnologias para Energia Solar
Quando: 17 a 19 de julho de 2013, das 13h às 20h
Local: Centro de Exposições Imigrantes – Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo – SP – Brasil
ENTRADA GRATUITA – profissionais do setor
Eventos Simultâneos:
Ecoenergy |Congresso Internacional de Tecnologias Limpas e Renováveis para a Geração de Energia
Greenergy Expo Brasil: Feira da Indústria de Energias Renováveis no Brasil
Eólica Brasil Small Wind
- Transporte Gratuito – Estação do Metrô Jabaquara – saída de Vans na Rua Nelson Fernandes, 400

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Gargalos impedem avanço da reciclagem do lixo no Brasil

Com programas de coleta seletiva pouco organizados, a indústria recicladora funciona, em média, com capacidade ociosa entre 20% e 30%.



A coleta seletiva ainda enfrenta gargalos para se tornar abrangente no País, como determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que entrará em vigor na segunda metade do ano que vem. A avaliação foi feita por André Vilhena, diretor do Compromisso Empresarial pela Reciclagem (Cempre), fórum que reúne 38 grandes empresas nacionais e multinacionais desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92.
A falta de capacitação é mais grave no interior, mas também está longe do ideal nas grandes cidades: "Vamos pegar os exemplos das maiores cidades do Brasil: os programas tanto de São Paulo quanto do Rio de Janeiro são muito pouco abrangentes, precisam passar por uma reformulação e ampliação significativas. Sem dúvida alguma, no curto espaço de tempo, precisamos melhorar muito os programas de coleta seletiva nas cidades brasileiras, especialmente nas maiores".Vilhena destaca que um dos entraves para o avanço da coleta seletiva no Brasil é a falta de qualificação dos gestores locais responsáveis por elaborar os planos municipais de resíduos sólidos: "O envolvimento das prefeituras é o ponto de partida. Temos hoje poucos municípios fazendo a coleta seletiva e, principalmente, fazendo a coleta seletiva de forma abrangente. Para mudar isso, os gestores públicos necessitam de treinamento para que possam efetivamente implantar os programas em seus municípios".
Com programas de coleta seletiva pouco organizados, a indústria recicladora padece de pouca oferta de matéria-prima e, segundo estimativas do Cempre, funciona, em média, com capacidade ociosa entre 20% e 30%. Levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2010 já mostrava que o Brasil deixava de movimentar R$ 8 bilhões anualmente por não aproveitar o potencial do setor. De acordo com o Cempre, apenas 14% das cidades brasileiras têm coleta seletiva, sendo 86% delas no Sudeste.
Outro entrave para a reciclagem no Brasil, segundo Vilhena, é o peso tributário sobre o setor, que se beneficiaria de mudanças na cobrança de impostos: "De cara, deveria ser dispensado o recolhimento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) na venda de sucatas e materiais recicláveis, além de produtos com 100% de material reciclado. Poderia ser feita, a partir disso, uma redução gradativa do imposto conforme o percentual de material reciclado na composição", defende ele, que acredita haver bitributação no caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI): "em alguns setores, o produto já teve a cobrança do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados]. quando foi descartado, e tem o desconto de novo durante a reciclagem".
Edson Freitas, da organização não governamental EccoVida, concorda com as duas análises: "muita gente prefere a informalidade por causa dos impostos. Pago uns 30% de imposto sobre minhas garrafas e ainda tenho que pagar para destinar o lixo não aproveitável. Um dos projetos que desenvolvo, de produção de telhas a partir de pet [politereftalato de etileno, utilizado na fabricação de embalagens e outros produtos], eu trouxe de Manaus, porque lá não era viável por falta de plástico selecionado".
Em seu galpão, o presidente da ONG conta que processa mil toneladas de material reciclado por mês, mas a falta de oferta o impede de vender o dobro disso de matéria-prima para fábricas como a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev), que usa suas pets na produção de garrafas 100% recicladas, que corresponderam a 28% da produção em 2012 e devem chegar a 40% em 2013. No ano passado, a companhia reutilizou 60 milhões de pets na produção, número que deve saltar para 130 milhões neste ano, com a autorização da Anvisa para o uso de material reciclável em mais três fábricas da empresa, somando seis homologadas.
A produção de pet a partir de material reciclável economiza 70% de energia e reduz em 70% a emissão de gás carbônico na atmosfera. Além das pets, a Ambev também produz, em sua fábrica de vidro, sete em cada dez garrafas desse material inteiramente com cacos reciclados, sendo 88% deles provenientes da própria cervejaria e 12% de cooperativas.
O problema da falta de material de que Freitas se queixa, no entanto, não é causado só pela escassez de planos municipais. Para Vilhena, é preciso maior envolvimento da população: "Temos que melhorar o engajamento do cidadão brasileiro nos programas de coleta seletiva, que ainda estão aquém do desejado".
Edson Freitas destaca que é preciso uma mudança de pensamento em relação aos materiais recicláveis: "nem chamo de lixo uma pet ou uma embalagem de papelão, porque não são lixo. Têm o mesmo valor que tinham quando o produto estava armazenado dentro delas. É só limpar que continua a ser material com valor comercial e utilidade".
 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Catadores de recicláveis: como seriam as cidades sem eles?



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Catadores desenvolvem papel vital para a limpeza urbana e reciclagem
Foto: Avina
Esta sexta-feira, 1º de março, marca o Dia Internacional dos Catadores de Recicláveis, profissional que coleta, seleciona e vende materiais como papelão, papel, metal e vidro, apenas para citar os exemplos mais comuns.
Ele pode trabalhar de forma autônoma ou em cooperativas, com outros catadores, passando em condomínios e empresas em determinados horários do dia e da semana, para recolher os materiais, que posteriormente serão separados por itens e vendidos a organizações ou cooperativas de reciclagem.
Em nota em seu site, o MNCR lembrou que, no passado, as pessoas que trabalhavam com materiais recicláveis eram conhecidas como "catadores de lixo, mendigos e vagabundos".
De acordo com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), os catadores são responsáveis pela coleta de 90% de tudo que reciclado hoje no Brasil. Ainda segundo o movimento, existem cerca de 800 mil profissionais em atividade no país.
Principais atividades de um catador de material reciclável:
• Coletar o material a ser reciclado em condomínios residenciais e públicos;
• Transportar o material até a cooperativa ou até a empresa para a qual será destinado à reciclagem;
• Separar os materiais recolhidos, em papelão, papel comum, vidro, plástico, metais e alumínio;
• Fazer a pesagem do material recolhido;
• Empacotar estes materiais para serem recolhidos pelas empresas.
Um dos principais projetos socioambientais voltados aos catadores de materiais recicláveis na América Latina é a Iniciativa Regional para a Reciclagem Inclusiva, promovida pela Fundação Avina em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento e a Coca-Cola.
A parceria busca integrar os catadores informais ao mercado formal da reciclagem, por meio do fortalecimento e articulação de seus organizadores com atores dos setores público e privado.
Avanços e lutas
Em nota em seu site, o MNCR lembrou que, no passado, as pessoas que trabalhavam com materiais recicláveis eram conhecidas como "catadores de lixo, mendigos e vagabundos", mas que depois de anos de organização e principalmente do sentimento de mudança – hoje são conhecidos como "catadores de materiais recicláveis" e importantes agentes sociais.
"Também lembramos que temos ameaças globais em relação à categoria, a organização e em relação ao meio ambiente. Essas ameaças incluem a privatização dos resíduos, o fechamento dos lixões sem a inclusão dos catadores e a incineração", pondera a nota.
No dia 1º de março de 1992, na Universidade Livre de Ottawa (Ottawa University), na Colômbia, 11 catadores informais foram brutalmente assassinados por funcionários da instituição de ensino, que teriam enganado os trabalhadores ao atrai-los para o interior do prédio, sob a oferta de entregar-lhes materiais recicláveis.
Um sobrevivente, que fingiu estar morto, contou à polícia sobre o que tinha acontecido. Em memória do massacre, e em resposta as péssimas condições de trabalho que lutam para melhorar, além do preconceito que enfrentam em muitos níveis da sociedade, o Primeiro Encontro Internacional de Catadores, realizado na Colômbia em 2008 instituiu o 1º de março como o Dia Mundial dos Catadores. 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

“Brasil é líder mundial em energia verde”

por Carla Festucci*
Na matriz energética mundial, o uso do Petróleo é predominante. No Brasil não é diferente, mas o país é o que tem a distribuição energética mais verde do mundo, segundo Marcos Silveira Bukeridge, professor do Departamento de Botânica do Instituto de Biociências da USP. O biólogo disse que o Petróleo também é bioenergia, mas o grande problema é que o planeta leva milhares de anos para produzi-lo e não é renovável.
1243 300x211 Brasil é líder mundial em energia verde
Plantação de cana-de-açúcar.
No que diz respeito à energia sustentável, o Brasil é um páis de vanguarda, está indo para 5% de biodiesel em toda a produção nacional (Petrobrás) e é apontado, em uma pesquisa realizada por Bukeridge e repórteres da BBC, como o país que mais se preocupa com as mudanças climáticas globais, juntamente com a Inglaterra.
“A grande diferença entre nós e o resto do mundo, hoje se chama cana”, disse o professor da USP. Grande responsável pelo cenário bioenergético em que o Brasil se encontra, a planta veio da Ásia e já era utilizada por volta de 8000 a.C. Ao chegar às terras brasileiras, a motivação principal era o açúcar, mas em 1933 começou a ser usada na fabricação de álcool. Atualmente, a produção de cana se constitui em metade açúcar e metade etanol. “Hoje o Brasil possui a melhor tecnologia do mundo em fazer álcool a partir da sacarose. Ainda assim, somente um terço da energia que existe na cana é utilizada para isso”, disse Bukeridge. Mas, segundo ele, maneiras de se utilizar a energia encontrada nos outros dois terços da cana já estão sendo estudadas.
O Brasil também possui uma vantagem muito importante em relação aos outros países produtores de cana de açúcar. Somente 3% das terras brasileiras são usadas para sua produção. “Se soubermos lidar com a terra, com a água, plantar floresta, nós podemos aumentar ainda mais nossa produção bioenergética”, falou Bukeridge. Índia, Austrália e EUA (no Hawaí e, em menor proporção, na Flórida) já esgotaram suas possibilidades no cultivo de cana.
Mas o biólogo alerta: “A sustentabilidade é muito importante. Não adianta nada produzirmos Bioetanol e esfolarmos nossas florestas”. Para evitar a introdução de cana de açúcar em terras amazônicas, por exemplo, está sendo estudada a extração de energia de uma leguminosa chamada “Mata-pasto”, planta nativa do Pará que cresce nas barrancas dos rios, mais rápido que a cana de açúcar. “O que a gente tem que fazer com as nossas florestas é um manejo diferente”, concluiu o professor.
Carla Festucci é estudante de jornalismo e participou do projeto “Descobrir a Amazônia, Descobrir-se Repórter“, da Oboré.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Economia verde: afinal, de que se trata?












por: Paulo Haddad

Em função da Rio+20, um dos conceitos mais comentados pelos meios de comunicação é o de economia verde. A experiência mostra que, quando todo mundo fala de um assunto novo, as pessoas provavelmente podem estar falando de coisas diferentes. Podem-se distinguir pelo menos três das principais interpretações que têm sido dadas à economia verde. É possível identificar a primeira interpretação de uma versão mais limitada do que seja a economia verde. Trata-se da tentativa de estender o sistema de preços aos serviços e aos ativos ambientais, mesmo considerando-se que a sua valorização não signifique que esteja transformando-os em mercadorias.
O sistema de preços é considerado um mecanismo tão eficiente, democrático e econômico de resolver os problemas econômicos fundamentais de uma sociedade (o que produzir, como produzir, onde produzir, como produzir e para quem produzir) que acaba por estimular um esforço intelectual muito expressivo para preservar o seu uso nas políticas ambientais. É o caso, por exemplo, de situações em que ocorrem externalidades ambientais (poluição hídrica, avanço da especulação imobiliária sobre os mangues, desmatamento, etc.), quando se procura definir apropriadamente um valor econômico para os recursos ambientais, simulando as condições de mercado para a sua disponibilidade e a sua utilização, a fim de se identificarem as perdas e os danos para a sociedade.
Os mercados funcionam adequadamente na alocação de bens privados, os quais são caracterizados pela exclusividade (quem não desejar pagar o preço de mercado é excluído do seu consumo) e pela rivalidade no consumo (o bem pode ser subdividido, de tal forma que quem consome pode excluir os outros dos seus benefícios). Os bens ambientais tendem a ser não excludentes e divisíveis (exemplo: reservas de águas subterrâneas), excludentes e indivisíveis (exemplo: acesso às áreas fechadas de reservas naturais) ou indivisíveis e não excludentes (exemplos: paisagens cênicas; ar puro). Assim, muitos bens ambientais, por se assemelharem mais a bens públicos (não excludentes, indivisíveis, sem rivalidades) do que a bens privados, não conseguem desenvolver ou simular mercados para avaliações monetárias apropriadas e consistentes.
Uma segunda concepção de economia verde está ligada ao desenvolvimento de modelos de planejamento econômico-ambiental que incorporam os conceitos de insumos ecológicos, processos ecológicos e produtos ecológicos. Trata-se de uma tentativa de melhor compreender a interdependência entre o sistema ecológico e o sistema econômico. Esses modelos permitem que se analisem, por exemplo, os impactos dos investimentos previstos no PAC sobre a pegada ecológica (relativa às áreas de terra produtiva e aos ecossistemas aquáticos), sobre a pegada de carbono (emissão de gases de efeito estufa) e sobre a pegada hídrica (uso direto e indireto de água). Esbarram, contudo, em enormes dificuldades para obter dados sobre o subsistema ecológico, desde o cálculo de simples coeficientes que relacionem a quantidade de poluentes de diversos tipos emitidos por unidades de produção em cada setor produtivo até informações sobre as características específicas de diferentes processos ecológicos.
Essas duas concepções de economia verde se situam, contudo, dentro de uma visão tradicional da Ciência Econômica. Na visão tradicional, a economia é vista como um sistema isolado, sem trocas de matéria e energia com o meio ambiente. Nesta visão, muitas vezes, não se vislumbram insumos ecológicos ou produtos ecológicos enquanto se produz (exemplos: captação de água ou emissão de dejetos industriais em uma bacia hidrográfica), enquanto se consome (exemplo: emissão de monóxido de carbono de veículos automotivos) ou enquanto se acumula capital (investimentos) na sociedade.
O ecossistema é considerado apenas como um setor extrativo e de disposição de resíduos da economia. Mesmo que esses serviços se tornem escassos (capacidade de suporte de uma bacia hidrográfica ou limitações de oferta de um recurso natural não renovável relevante), o crescimento econômico pode se manter para sempre porque a tecnologia permite a substituição de capital natural por capital man-made. O único limite ao crescimento, na visão tradicional, é a tecnologia e, desde que se desenvolvam novas tecnologias (produção de etanol ligno-celulósico para o aproveitamento do bagaço da cana ou de resíduos de madeiras, a descoberta de novos materiais, a miniaturização de bens duráveis de consumo, etc.), não há limites para o crescimento econômico.
Por outro lado, a visão contemporânea de desenvolvimento sustentável inclui a economia como um subsistema aberto do ecossistema. Desde que o ecossistema permaneça constante em escala enquanto a economia cresce, é inevitável que, a economia se torne maior em relação ao ecossistema ao longo do tempo, ou seja, a economia torna-se maior em relação ao ecossistema que a contém. O capital natural remanescente passa a ser o fator limitativo do crescimento econômico num ecossistema congestionado (com estresse ou em regime de coma ecológico) onde prevalecem as leis da termodinâmica, a de conservação de matéria e energia e a lei da entropia.
* PROFESSOR DO IBMEC/MG, FOI MINISTRO DO PLANEJAMENTO E DA FAZENDA NO GOVERNO ITAMAR FRANCO 

sexta-feira, 8 de março de 2013

O Brasil e a economia verde!


A economia verde é um tema que ganha cada vez mais força, já que o mundo sente as consequências das mudanças climáticas e a escassez dos recursos naturais.

Por Paula Louredo Graduada em Biologia
Será possível manter uma boa economia sem prejudicar o meio ambiente e afetar o clima?
Será possível manter uma boa economia sem prejudicar o meio ambiente e afetar o clima?

Segundo o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), aeconomia verde pode ser definida como sendo  “Uma economia que resulta em melhoria do bem-estar da humanidade e igualdade social, ao mesmo tempo em que reduz, significativamente, riscos ambientais e escassez ecológica".

Para que haja uma economia verde, o aumento da renda e das vagas de trabalho deve ser estimulado por investimentos públicos e privados que diminuam a poluição, aumentem a eficiência energética e previnam perdas de biodiversidade. Nesse tipo de economia, o desenvolvimento deve manter, aprimorar e reconstruir bens naturais, vendo-os como um bem econômico e como uma fonte de benefícios, principalmente para a população de baixa renda, cujo sustento depende da natureza.

O conceito de economia verde não substitui o conceito de desenvolvimento sustentável, mas atualmente existe um crescente reconhecimento de que a realização da sustentabilidade se baseia quase que inteiramente em conseguir o modelo certo de economia. Mesmo que a sustentabilidade seja um objetivo a longo prazo, é necessário que a nossa economia se torne mais verde para que consigamos atingir esse objetivo. Para que essa economia se torne real, são necessários investimentos públicos e privados, tecnologias, políticas públicas, programas governamentais e práticas de mercado voltadas para:

• Melhoria dos processos produtivos;
• Aumento da eficiência com diminuição no uso dos recursos naturais;
• Diminuição das emissões de gases do efeito estufa;
• Transformação de resíduos de um processo em insumos de outros;
• Proteção dos mananciais, uso responsável da água, universalização do saneamento básico;
• Ampliação de fontes de energia limpas e renováveis;
• Recuperação e preservação dos ecossistemas;
• Atenuar os efeitos da mudança do clima.

Para o Governo brasileiro, a economia verde deve ser inclusiva, é preciso considerar igualmente os setores econômico, social e ambiental. Para o Ministro da Ciência e Tecnologia Marco Antônio Raupp, “A economia verde deve promover a geração de empregos, a inovação tecnológica, a ciência, a inclusão social e a conservação dos recursos naturais, e não ser utilizada como pretexto para a imposição. Para nós, essa questão de inclusão social e crescimento é fundamental”. Ainda segundo o ministro, o potencial de biodiversidade, os avanços sociais e a matriz energética brasileira permitem ao Brasil uma transição rápida e segura para a economia verde inclusiva

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Bloco 'Vagalume, o verde' faz o Carnaval sustentável

Por: Fernanda Portugal
 Abram alas para um Carnaval sustentável! O bloco ‘Vagalume, O Verde’ pede passagem, com fantasias e alegorias elaboradas com material reciclável, coleta seletiva de lixo durante o desfile e até o plantio de mudas nativas da Mata Atlântica após a festa. Parte do Projeto Carnaval + Rio, apoiado pela Ambev e Sandálias Ipanema, o bloco desfila na terça-feira de Carnaval, dia 12 do mês que vem, na Rua Jardim Botânico.
“O cocar indígena que estamos produzindo para os cem integrantes da bateria, por exemplo, é elaborado a partir de embalagens tetrapak e sobras de tecido”, explica Rodrigo Rezende, presidente da Liga dos Amigos do Zé Pereira, criada este ano dentro do Projeto Carnaval + Rio. O vagalume símbolo do bloco também é construído com materiais recicláveis, mas os detalhes são “surpresa”, brinca Rodrigo.


ATÉ CIGARROS VÃO SER RECICLADOS
A coleta de lixo durante o desfile será realizada através da parceria com a Cooperativa de Catadores - CCOPRJ. Uma outra parceria, com a empresa Bituca Verde, promoverá uma ação distribuindo ‘porta-bitucas’ para o folião fumante descartar as ‘guimbas’ de cigarros. Desta forma, será dada destinação adequada ao resíduo, transformando-o num produto reciclável.
‘Vagalume, O Verde’ terá, ainda, espaço adequado para foliões idosos, crianças e com necessidades especiais. Além dos banheiros químicos já existentes, haverá três para pessoas com dificuldades.
O enredo de 2013 será “O jardineiro fiel”, com repertório em homenagem a grandes sambistas, como João Nogueira, Nelson Cavaquinho, Geraldo Pereira, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Nei Lopes, Candeia, Dona Ivone Lara, Jovelina Pérola Negra entre outros.
E após o Carnaval, para neutralizar as emissões de carbono no ambiente, voluntários e moradores locais ajudarão no plantio de mudas doadas pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio. A ação será realizada em áreas previamente autorizadas, sob orientação de profissional. Informações a partir de março: vov@vum.org.br.

 Fonte: http://odia.ig.com.br/portal/cienciaesaude/vidaemeioambiente/bloco-vagalume-o-verde-faz-o-carnaval-sustent%C3%A1vel-1.543895