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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Lixo nas praias é o desafio do verão

Cidades do litoral fluminense promovem ações de limpeza
  
Rio - Verão é sinônimo de areia lotada e muito lixo deixado para trás no litoral fluminense. Na Região dos Lagos, até carcaças de barracas de ambulantes foram retiradas do mar durante uma ação na semana passada para garantir a limpeza das praias em Arraial do Cabo. Na Praia do Forno, 100 servidores públicos participaram da operação e cerca de 60 toneladas de resíduos foram recolhidas da areia e da trilha. Novos galões de lixo foram colocados no local. Na Prainha, foram recolhidos 100 quilos de lixo e na Praia do Pontal, mais duas toneladas.

De acordo com o secretário de Serviços Públicos, Francisco de Assis, a maior parte foi de descartáveis, deixados pelos banhistas, como copos e palitos de churrasco. “São resíduos que, além de poluir a natureza, podem causar acidentes, como palitos pontiagudos que são jogados na areia”, afirmou. A operação de limpeza permanecerá até o fim do verão em todas as praias cabistas. “A medida é importante porque, além de manter a cidade limpa, auxilia na atração de turistas”, disse a estudante Déborah Carvalho, de 20 anos.


Até barraca de ambulante foi retirada da água durante ação para limpeza da Praia do Forno, em Arraial
Foto:  Divulgação

Em Cabo Frio, que diz ostentar o título de “cidade mais limpa do Brasil”, 1.500 varredores têm retirado em média 300 toneladas de lixo por dia das ruas. Foram contratados 450 temporários neste verão, sendo 300 para as praias. Uma força-tarefa aconteceu na Praia das Conchas e Ilha do Japonês. Foram cerca de 60 pessoas trabalhando, e retiradas 12 toneladas de lixo das praias.
Já em Paraty, na Baía de Ilha Grande, o prefeito Carlos José Gama, o Casé (PT), afirmou que não há uma operação específica para o verão, mas sim para todo o ano. “Há mais de um ano, fazemos coleta seletiva costeira através de barcos. Em cada comunidade, existe um centro de lixo para turistas e moradores. A embarcação passa e recolhe todo o lixo selecionado duas vezes por semana. É uma coleta bem eficiente”, disse.
Alternativas de coleta em Rio das Ostras

Cerca de 15 mil sacolinhas oxi-biodegradáveis — material que se decompõe mais rapidamente —, foram distribuídas para banhistas em Rio das Ostras neste verão. A ação de conscientização, que recebe o nome de ‘Projeto Praia Limpa, diversão para todos’, foi iniciada em dezembro passado nas praias de maior circulação de moradores e turistas da cidade.

Diariamente, grupos percorrem a Lagoa de Iriry e as praias de Costazul, Cemitério, Centro, Pica-pau e Tartaruga. A iniciativa da Secretaria do Ambiente da cidade, que acontecerá até o final do Carnaval, tem apoio de moradores e turistas. A turista Regina Ferreira, que é professora e mora em São Paulo, elogiou a ação em Costazul. “Estamos impressionados com o cuidado com a natureza. Essa praia é linda demais! Precisamos preservar esse lugar e assim aproveitar, ainda mais, essa maravilha de Rio das Ostras”, destacou.

O trabalho de coleta em datas de grande movimentação turística, como no último Réveillon, o município chegou a recolher até 195 toneladas de lixo em um único dia, contra 100 toneladas em Arraial do Cabo Frio. Já em Cabo Frio, foram recolhidas 800 toneladas no período. Segundo a Prefeitura de Rio das Ostras, moradores, turistas e veranistas podem ajudar nas ações de limpeza da Secretaria do Ambiente colocando o lixo domiciliar bem embalado nos dias e horários certos para coleta.
Reportagem de Vinícius Amparo
Fonte: http://odia.ig.com.br/odiaestado/2015-01-18/lixo-nas-praias-e-o-desafio-do-verao.html
 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O lixo nosso de cada dia

Semanas atrás falei da embalagem do meu creme que tinha um design sofrível, agora resolvi pesquisar sobre a política de resíduos sólidos pós consumo das principais marcas de cosméticos que eu conheço, que é o que nos sobra depois que o produto acaba. Os resíduos sólidos da cadeia produtiva podem até ser responsabilidade minha também como consumidora, mas pouco posso interferir nela. Resolvi ver o que as empresas falam de residuos sólidos sem eu precisar ler o relatório de sustentabilidade.
residuos
Fonte: https://flic.kr/p/e4PYUh
Nívea
A Nívea foi a primeira “vítima” por 2 motivos: 1- falei dela no post sobre o design ruim da embalagem e 2- apareceu um post patrocinado deles na TL do meu twitter, se eles estão pagando pra fazer propaganda em rede social, vamos ver se esse canal realmente funciona para conversar com o consumidor (mais um teste além do ambiental). Ai perguntei pelo twitter sobre a política de resíduos sólidos da Nivea e recebi esse link como resposta: http://www.nivea.com.br/Sobre-nos/beiersdorf/Responsabilidade-Ambiental
Bom, sobre o destino das embalagens pós consumo só li blablabla, nada concreto que me convence da real preocupação deles, um “apoiamos o projeto tal que se preocupa com esse assunto” e só. Ai perguntei no twitter novamente se eles sabiam qual a porcentagem de embalagem são recicladas, estou no aguardo da resposta.
Unilever
Ai resolvi pesquisar outras… Joguei no Google o nome da empresa e as palavras resíduos sólidos, depois de uns cliques no site deles achei esse link no site da Unilever: http://www.unilever.com.br/sustainable-living-2014/waste-and-packaging/
Achei mais interessante pois eles têm metas estabelecidas sobre reciclar embalagens: “aumentar as taxas de reciclagem e recuperação, em média, em 5% até 2015 e em 15% até 2020 nos nossos 14 principais países” e apresentaram o seguinte dado: “Aumento de 7% nas taxas de reciclagem e recuperação em 2013, superior ao Índice de Reciclagem e Recuperação médio de 2010, registrado nos nossos 14 principais países.” Legal, mas  o quanto desse 7% é no Brasil? E vamos combinar que 7% numa operação em 14 países é quase pífio.
P&G
Com a busca no Google P&G e residuos sólidos (ou qualquer coisa parecida com isso) cheguei nesse link: http://www.pg.com/pt_BR/sustentabilidade/sustentabilidade_ambiental/index.shtml
O plano é bastante audacioso “Nossa Visão, anunciada em 2010, inclui: (…) Usar 100% de materiais renováveis ​​ou reciclados em todos os produtos e embalagens. Depositar zero de consumo e resíduos de fabricação em aterros sanitários.” Mas não falam quando pretendem atingir a meta, ah, mas é a visão, não é uma meta, pode ser que nunca atinjam seja só um alvo a se atingir… Ainda tem um “saiba mais sobre a nossa visão de longo prazo”, mas não tem link nenhum redirecionando pra lá. Também não ficou claro pra mim se no consumo e resíduos de fabricação inclui embalagens pós consumo.
Descobri por acaso que eles tem um projeto com uma empresa chamada Wise Waste que criaram a partir de embalagens recicladas um display para um dos produtos deles em supermercados. Aliás o trabalho da Wise Waste é bem interessante, saiba mais aqui. Mas no site da empresa mesmo só tem aquelas metas megalomaníacas sem nada muito prático.
Natura
Mandei um twitt e não recebi resposta 2 dias depois, procurando no google achei vários links para os relatórios anuais da empresa 2009 (acho q seja pois só tinha dados até 2008), 2012, 2013. Não é o que que esperava achar, principalmente da Natura. As informações são vagas e sem nenhuma meta clara, no relatório de 2014 fala que “A Natura está elaborando um plano de logística reversa, que tem como principal objetivo estruturar um modelo de gestão capaz de transformar resíduos em oportunidades de novos negócios. Este plano tem previsão de lançamento ainda no ano de 2014.” Eu esperava mais da Natura, muito mais…
Avon
Mandei um twitt e não recebi resposta 2 dias depois.
Procurando no Google não achei NADA relevante. No site da empresa tem uma seção de responsabilidade social, nada sobre meio ambeinte. Falam de teste em animais, mas absolutamente NADA do ponto de vista ambiental e resíduos sólidos… Decepção monstra.
Conclusões
Escolhi essas empresas pois consumo produtos delas e como são empresas que fazem parte do business as usual esperava números sobre o assunto, só 1 me apresentou números concretos sobre a preocupação com a geração de resíduos e posterior descarte, as outras tratam o assunto de forma superficial, pelo menos aos olhos do consumidor leigo que resolve descobrir por si só o que as empresas fazem/pensam sobre o assunto. Uma delas até ignora o assunto. Ou simplesmente resolveu não contar pra ninguém o que faz sobre o assunto. Se alguma empresa dessas quiser entrar em contato comigo para esclarecer melhor suas preocupações sobre os temas resíduos sólidos pós consumo, logística reversa, etc estou super aberta para ouvir e saber mais, o importante mesmo é tornar pública suas práticas, o consumidor agradece, isso chama-se transparência. #ficaadica
A princípio pensei em ligar nos atendimentos ao consumidor de cada uma delas para perguntar sobre o assunto, mas esse processo é tão chato que eu desisti, mas talvez seja mais eficaz que esse post, mas se você quiser fazer isso segue o número dos telefones de cada uma das empresas, acho que pode surtir mais efeito e ainda dá pra testar o quanto elas dão de importância para a preocupação do consumidor.
Nivea – 0800-77-64-832
Unilever – 0800-707-7512
P&G – 0800 701 5515
Natura – 0800.115.566
Avon – 0800 7082866
Se alguém conhecer alguma empresa de bens de consumo não duráveis que nasceu pensando no ciclo completo de vida de seus produtos me avise, pois eu até hoje não vi nenhuma.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Ecologia Industrial: conceito



Até meados dos anos 1950, concebia-se o sistema produtivo separado do meio ambiente, portanto, os problemas ambientais situavam-se fora das fronteiras do sistema industrial. Sob esse ponto de vista, os estudos se focalizavam nas conseqüências da poluição na natureza e seus impactos ambientais, não, nas causas. Atualmente esta forma de encarar o problema é chamada de “tratamento de final de tubo” (em inglês, end-of-pipe) (ERKMAN, 1997).
O termo Bolsa de Resíduo busca o mesmo ideal que a Ecologia Industrial, a qual é definida por Araujo et al. (2003) de várias formas:
  1. É uma metodologia sistêmica, abrangente, que possui uma visão integrada de todos os componentes do sistema industrial e seus relacionamentos com a biosfera;
  2. Enfatiza o substrato biofísico das atividades humanas, isto é, os complexos padrões do fluxo de material dentro e fora do sistema industrial, em contraste com a abordagem atual, que considera a economia em termos de unidades monetárias abstratas;
  3. Considera a formação de parques industrias (eco-redes) como um aspecto chave para viabilizar o ecossistema industrial;
  4. Leva em conta os limites da capacidade de carga do planeta e da região;
  5. Induz o projeto e a operação, a modelar-se como as atividades dos sistemas biológicos (mimetismo), otimizando o ciclo de materiais de forma a aproximar-se de um ciclo fechado, utilizando fontes de energia renováveis e conservando materiais não renováveis.
Assim como a Bolsa de Resíduos preconiza (FONSECA, 2002), a Ecologia Industrial estuda os fluxos de matéria e energia dentro e fora da indústria, busca uma forma de fabricação de produtos onde não há (ou é mínima) a produção de resíduos, uma vez que os materiais que não são aproveitados no próprio processo ou indústria passam a ser insumo de outros. A figura 3.1 mostra a otimização dos fluxos de materiais/energia devida à formação da rede. Os fluxos de produto não estão representados na figura, mas somente aqueles que caracterizam uma eco-rede (ARAUJO et al., 2003).
FONTE: ESTUDO DA VIABILIDADE DA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE BOLSA DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS NO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE – MS por Daniel de Castro Jorge Silva – Trabalho de Conclusão de Curso submetido ao Curso de Graduação em Engenharia Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – 2008

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

9 soluções para o lixo

Conheça as tecnologias que permitem transformar o que seria jogado fora em fonte de energia, combustível para carros e até de metais preciosos. São ideias que valem ouro

por Priscilla Santos | Ilustrações: Samuel Rodrigues
Editora Globo
Foto: Felipe Gombossy/Editora Globo
 A cada ano, 1,3 bilhão de toneladas de lixo são produzidas em cidades do mundo todo. Essa quantidade ainda deve dobrar. De acordo com o Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma), em 2025 o número chegará aos 2,2 bilhões, colocando-nos em uma espécie de crise global de lixo em que o principal vilão é a má gestão por parte dos governos.
No Brasil, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos determina que, até 2014, todos os lixões sejam extintos no país. “Acho a meta positiva, mas não acredito que será tão rápido”, afirma Jorge Hargrave, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que divulgou em outubro um mapeamento da gestão de resíduos. Os resultados mostram que, embora a quantidade de lixo levada para aterros sanitários tenha crescido 120% nos últimos anos, a maior parte ainda é despejada nos lixões e aterros controlados (entenda as diferenças ao lado), gerando de problemas de saúde pública e poluição atmosférica até questões de transporte. “Na Amazônia, alguns aeroportos fecham durante o dia, pois não há teto para decolagem e pouso, tamanha a quantidade de urubus atraídos por lixões”, afirma Luciano Basto, especialista em planejamento energético e professor de pós-graduação em engenharia na UFRJ.

Mas o que é problema pode se tornar solução. “Temos a oportunidade de converter os resíduos em combustível, dinamizando a economia interna e gerando postos de trabalho”, diz Basto. Os projetos de aproveitamento do lixo para geração de eletricidade já têm seus representantes no Brasil. Mundo afora, soluções ultratecnológicas já são aplicadas. Transformar plástico usado em petróleo, usar cerveja vencida para acelerar a formação de gases e extrair ouro puro de celulares velhos são algumas das alternativas hi-tech que você conhece a seguir.


Editora Globo 1) Aterro Hi-tech
Cerveja para as bactérias
Quando restos de comida, papel, folhas de árvore ou qualquer outro tipo de matéria orgânica vai para os aterros, com o tempo, se decompõem. Mas esse prazo pode ser mais longo do que se pensava. Um estudo da Universidade do Arizona encontrou bifes de 15 anos de idade intactos e jornais de 30 anos ainda legíveis. O que não é nada positivo quando a ideia é aproveitar o metano que resulta da decomposição.

Pensando nisso, a Waste Management, maior companhia americana de gestão de resíduos, investiu em um método que consiste em instalar um encanamento no solo dos aterros e fazer circular ar nas camadas superiores e um líquido que mistura cerveja e refrigerantes vencidos nas inferiores. O ar ajuda a degradar o material orgânico das superfícies e acelera a produção de metano abaixo. Com o processo, a geração de gás tornou-se quatro vezes mais rápida e os resíduos acumulados diminuíram em 35%, aumentando a vida útil do aterro.

A produção de energia a partir do lixo é um dos principais focos da companhia, que estimou que as 112 milhões de toneladas de resíduos que jogou fora em 2011 teriam gerado mais de US$ 40 bilhões se tivessem sido convertidas em eletricidade.

Editora Globo 2) Crédito de Carbono
Dando o maior gás
Uma das maneiras mais básicas de se aproveitar o metano produzido em aterros é esperar o tempo natural para a maior parte dos detritos se decompor (20 anos) e, ao final do processo, recolher o gás e queimá-lo para geração de eletricidade. Pode não ser a forma mais eficiente — muitas vezes, a captura acontece quando o aterro se fecha —, mas ao menos se evita a dispersão de um gás com poder de efeito estufa 23 vezes maior do que o CO2.

A técnica vem sendo aplicada em cerca de 35 aterros brasileiros. O pioneiro é o NovaGerar, de Nova Iguaçu (RJ), que iniciou um projeto nesses moldes em 2004 e se tornou o primeiro aterro do mundo a vender créditos de carbono — pelo Protocolo de Kyoto, quando se deixa de poluir em países em desenvolvimento, é possível comercializar esse “crédito” para países ricos.

Depois, vieram projetos maiores, como os dos aterros São João e Bandeirantes, na cidade de São Paulo, que juntos respondiam por quase um quarto das emissões de gases de efeito estufa da capital. A captura do gás passou a gerar energia suficiente para o consumo de 800 mil pessoas. Os créditos de carbono do projeto foram negociados por R$ 140 milhões, metade ficou para as empresas privadas que bancaram o projeto e a outra metade para a prefeitura de São Paulo, que não teve custo nenhum e ainda fez bonito.

3) Biodigestão
Carro movido a lixo
Abastecer o carro com lixo não é mais coisa do filme De Volta para o Futuro, mas do presente. Em Estocolmo, na Suécia, metade da frota de ônibus municipal circula com combustível gerado a partir do lixo orgânico e esgoto. Essa poderia ser uma boa oportunidade por aqui. “O lixo brasileiro é de país subdesenvolvido, a maior parte é resto de comida”, afirma Luciano Basto. Do total dos resíduos gerados, 51% são matéria orgânica e apenas 1,6% passa pela compostagem para virar adubo.

A proposta é encaminhar essa montanha de lixo não para aterros, mas para biodigestores, usinas com enormes tanques cheios de bactérias famintas. “Os orgânicos são a dieta preferida delas, o que acelera o processo de decomposição dos resíduos e aumenta a produção de gás”, diz Basto.
Ao final de 18 dias, já se teria o biogás (mistura de metano, CO2 e água, entre outros componentes). Depois de tratado, o composto poderia atingir uma concentração de metano de até 99%, mais do que os 96% exigidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para ser usado como combustível para veículos. Assim, o produto poderia ser colocado diretamente no tanque de carros, além de substituir o diesel em frotas de caminhões e ônibus. “Vale mais a pena do que queimar o gás. No Brasil, a eletricidade gerada pelo lixo é cara se comparada às outras fontes que temos, mas o gás é barato frente ao diesel e à gasolina.”

Editora Globo
4) Incineração/Gaseificação
Bota fogo
A Holanda é um país-exemplo no tratamento de resíduos sólidos. Recicla 80% deles e só joga 4% em aterros. Os outros 16% são queimados e geram eletricidade. “Quando se fala em grandes volumes de resíduo, a tecnologia mais madura é a incineração”, afirma o engenheiro mecânico e doutor pelo MIT Josmar Pagliuso. Nesse caso, se aproveita o calor da combustão para gerar vapor d'água que movimenta as turbinas de um gerador.

Apesar de difundida no Japão e em países como Suíça e Alemanha, a incineração gera polêmica por se acreditar que não seria possível controlar totalmente a emissão de dioxinas e furanos, componentes altamente tóxicos. Pagliuso argumenta que a quantidade dissipada é tão pequena que seria difícil encontrar um laboratório capaz de medi-la. "Eu não estaria desconfortável ao lado de um incinerador que funcionasse com tecnologias modernas”, diz. Isso quer dizer um processo de limpeza de alta capacidade. “Mas precisaria de tantos filtros que se inviabilizaria”, afirma Jorge Hargrave, do Ipea. Na Alemanha, as plantas de incineração custaram tanto que foi preciso passar a importar lixo da Itália para fazer o investimento valer.

Uma alternativa que vem se desenvolvendo é a gaseificação do lixo que gera gases como monóxido de carbono e hidrogênio, de poder combustível. Aí sim, eles são queimados para gerar eletricidade. “O aproveitamento de energia sobe de 25% a 40% em relação à incineração. E você filtra o gás antes de queimar”, diz Pagliuso. Assim, as emissões finais praticamente não requerem tratamento. “É um processo mais complicado, porém mais limpo.”

5) Fábrica de Petróleo
Caminho de volta
Para se fabricar plástico, primeiro se extrai petróleo, sua principal matéria-prima. A Agilyx, empresa sediada em Oregon, nos EUA, levou essa lógica ao revés e está tirando petróleo de plástico — evitando as operações complexas e poluentes para se conseguir o material fóssil em alto- mar. No processo, todo tipo de plástico — inclusive o que estiver sujo, contaminado ou engordurado — é aquecido até a forma gasosa, depois passa para um sistema central de condensação. Dali, já sai o óleo cru, como é chamado o petróleo bruto. A usina tem capacidade de converter 10 toneladas de plástico em 2.400 galões de petróleo a cada dia. E não concorre com a reciclagem, uma vez que só utiliza material que iria parar de qualquer maneira no aterro por ser difícil de ser reaproveitado.
Editora Globo

6) Usina de açúcar
Perfume no ar
A ideia de fazer produtos cheirosos com insumos que vêm do lixo não parece boa. Mas é uma das sugestões da startup americana Renmatix. A empresa transforma sobras de madeira em um tipo de açúcar que pode substituir o petróleo na fabricação de combustíveis, plásticos e embalagens, ou químicos de alto valor agregado, como os usados em perfumes. A companhia usa água em alta pressão e temperatura para dissolver a celulose presente em materiais orgânicos. O açúcar que resulta do processo pode ser fermentado para produzir etanol e outros químicos. Recentemente a empresa recebeu um investimento de US$ 75 milhões para testar a técnica com resíduos urbanos, como papel, papelão e entulhos. Se funcionar, pela primeira vez teremos cheiro bom vindo do lixo. A ideia de fazer produtos cheirosos com insumos que vêm do lixo não parece boa. Mas é uma das sugestões da startup americana Renmatix. A empresa transforma sobras de madeira em um tipo de açúcar que pode substituir o petróleo na fabricação de combustíveis, plásticos e embalagens, ou químicos de alto valor agregado, como os usados em perfumes. A companhia usa água em alta pressão e temperatura para dissolver a celulose presente em materiais orgânicos. O açúcar que resulta do processo pode ser fermentado para produzir etanol e outros químicos. Recentemente a empresa recebeu um investimento de US$ 75 milhões para testar a técnica com resíduos urbanos, como papel, papelão e entulhos. Se funcionar, pela primeira vez teremos cheiro bom vindo do lixo.

7) Plasma
Digno de estrelas
Lixo hospitalar, metais pesados e outros contaminantes podem virar pó — ou melhor, grãos —, embalados em vidros e usados na fabricação de asfalto, não oferecendo mais riscos à saúde e meio ambiente. Essa seria a grande vantagem da tecnologia de plasma, já aplicada em plantas das Forças Aéreas americanas, além de aterros que recebem lixo urbano nos EUA, França e Japão.

O plasma — espécie de gás carregado de eletricidade considerado o quarto estado da matéria, que compõe as estrelas — é usado para degradar materiais que resistem a uma primeira etapa de gaseificação. A temperatura no tanque onde ficam as tochas com plasma chega aos 9.000 ºC. “Vale a pena para lixo tóxico e em pequenas quantidades porque o processo demanda muita energia elétrica”, afirma Pagliuso. Mesmo gerando eletricidade, ela não seria suficiente para dar conta do funcionamento da máquina.
Editora Globo
8) Reciclagem

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Lixo eletrônico: o que fazer após o término da vida útil dos seus aparelhos?

Quando falamos em lixo eletrônico, a primeira coisa que vem à mente são aqueles incômodos spams que ocupam espaço na caixa de email, trazendo vírus e corrompendo o seu computador. Porém, não é deste lixo que estamos nos referindo.
Os resíduos eletrônicos, também denominados de e-lixo (e-waste em inglês) são os vilões do momento. Eles nada mais são do que artigos eletrônicos que não podem mais ser reaproveitados, como computadores, celulares, notebook, câmeras digitais, MP3 player, entre outros. São considerados lixos eletrônicos também artigos elétricos de casa, como geladeiras, microondas e o que mais você usar em casa que, descartados, podem poluir o planeta.
Quando você troca seu equipamento eletroeletrônico, saiba que ele poderá prejudicar o meio ambiente. Estes equipamentos são produzidos com substâncias nocivas, e uma vez descartados de forma incorreta em locais pouco apropriados como lixões e perto de lençóis freáticos tornam-se problemas ainda maiores.
Números que impressionam
Para se ter uma ideia, os resíduos eletrônicos já representam 5% de todo o lixo produzido pela humanidade. Isso quer dizer que 50 milhões de toneladas são jogadas fora todos os anos pela população do mundo.
Província de Guiyu, China
O Brasil produz 2,6Kg de lixo eletrônico por habitante, o equivalente a menos de 1% da produção mundial de resíduos do mundo, porém, a indústria eletrônica continua em expansão. Até 2012 espera-se que o número de computadores existentes no país dobre e chegue a 100 milhões de unidades.
Deste total, 40% se encontram na forma de eletrodomésticos. Aqui no Brasil são fabricados por ano 10 milhões de computadores, e quase nada está sendo reciclado. Apenas de celulares e as baterias que são fabricadas através de componentes tóxicos, são 150 milhões.
Entrarão no mercado anualmente mais 80 milhões de celulares, mas somente 2% serão descartados de forma correta. Os outros 98% serão simplesmente guardados em casa ou despejados no lixo comum, criando ainda mais impacto ambiental.
Rapidez na troca de equipamentos
A vida moderna está cada vez mais veloz, e as novidades que antes demoravam anos para chegar ao Brasil, atualmente podem ser conhecidas em tempo real. Os lançamentos são mundiais e cada vez mais há novos produtos sendo oferecidos no mercado.
o MIni Mac verde da AppleO usuário médio de computadores nos Estados Unidos, por exemplo, troca seus equipamentos eletrônicos a cada 18 a 24 meses. Isso quer dizer que o usuário não mantém seu companheiro de escrivaninha por mais de dois anos. E com isso, dá-lhe lixo nas lixeiras.
Além disso, muito dos materiais utilizados no computador devem ser retirados da natureza, iniciando já na extração o impacto sobre o meio ambiente. Isso faz com que cada vez mais seja necessário trabalhar com a reciclagem. Cada computador utiliza materiais diversos que podem ser reciclados.
Componentes do computador
Componentes do Computador
Um computador mediano é feito de elementos básicos, conhecidos de todos, como plásticos e metais, mas também de componentes extremamente danosos à saúde, como chumbo, cádmio, belírio, mercúrio, etc.
O mercúrio, muito utilizado em computadores, monitores e TVs de tela plana, pode causar danos cerebrais e ao fígado. Já o chumbo, o componente mais usado em computadores, além de televisores e celulares pode causar náuseas, perda de coordenação e memória. Em casos mais graves, pode levar ao coma e, consequentemente, à morte.
A lista não pára por aí. Até produtos utilizados apenas para a prevenção de incêndios pelo computador, como o BRT, pode causar disfunções hormonais, reprodutivas e nervosas.
A partir do momento em que estes elementos tóxicos são enviados para lixões e contaminam tanto o solo como a água, todos aqueles que se utilizam dessas fontes será contaminado pelos detritos.
Não existe um computador sem produtos nocivos à saúde e somente o processo de retirada dos produtos da natureza já atinge o meio ambiente, seja por causa do transporte, do uso de água para a fabricação de componentes, etc.
Portanto, se a reciclagem prevenir qualquer uma das etapas da fabricação ou a contaminação do solo e da água, já é um ganho para a natureza.
O PC verde
A Apple anunciou em março deste ano uma nova geração de computadores iMac e Mac Mini. Segundo a empresa, as novidades teriam sido desenvolvidas tendo o meio ambiente como foco.
Os computadores “verdes” seguiriam os padrões de baixo consumo e energia, além de matéria-prima sem alguns componentes nocivos à saúde. De acordo com a Apple, estes novos eletrônicos se valem de materiais que podem ser facilmente reciclados.
O Greenpeace, uma ONG que lida com questões ambientais, criou um ranking contendo vários pré-requisitos para as empresas serem consideradas “verdes”, ou seja, empresas que adotam medidas para a preservação do meio ambiente em sua linha de produção, venda e reciclagem.
A Apple está em uma posição ruim (de zero a 10, tem a pontuação de 4,8), porém pode melhorar se mantiver como foco produtos que não agridem tanto a natureza. O último colocado é a Nintendo, com uma média de um ponto, e o primeiro colocado é a empresa Nokia, com quase oito pontos.
Tabela do Greenpeace das Empresas
Convenção de Basiléia
A Convenção de Basiléia (The Basel Convention on the Control of Transboundary Movements of Hazardous Wastes and their Disposal) é um tratado internacional firmado em 1989, com um nome para lá de bonito, que tem como objetivo fiscalizar o tráfico de lixo eletrônico no mundo.
O transporte de lixo é uma preocupação desde os anos 80, quando se teve o grande estouro dos eletroeletrônicos, e o envio para países em desenvolvimento de peças que não podiam mais ser utilizadas alcançou níveis preocupantes (porém nada comparado com o problema atual).
Participantes que retificaram a Convenção de Basiléia
Este lixo é enviado principalmente para os países asiáticos, e acaba sendo reciclado por uma mão-de-obra barata e pouco especializada. A Basel Action Network (BAN), uma organização sem fins lucrativos que também fiscaliza o fluxo de lixo tóxico no mundo dispõe em seu website fotografias da cidade com o maior número de estações de reciclagem: em Guiyu, China, em março de 2009, dezembro de 2001 e em Laos, na Nigéria.
A ONG e-Waste também disponibiliza imagens sobre o lixo eletrônico, com fotografias de vários países, inclusive do Brasil. Através dessas imagens é possível observar o tamanho do problema da reciclagem de materiais eletroeletrônicos e como a má disposição dos mesmos pode prejudicar o meio ambiente.
Se quiser saber mais sobre o tratado, o Programa Ambiental das Nações Unidas preparou um relatório (em inglês) com os gráficos e discussão sobre a Convenção de Basiléia.
Lei de São Paulo
Em julho de 2009, o Governador José Serra sancionou a Lei 13.576/09 para estabelecer regras para a reciclagem dos componentes eletroeletrônicos. A lei não foi aprovada na sua totalidade, pois algumas cláusulas poderiam criar empecilhos para as empresas, que acabariam migrando para outros estados do país.
Agora é preciso acompanhar e conferir se a lei irá funcionar ou não, e utilizá-la como modelo para uma lei federal, que ainda não existe. Através de uma lei que abrangesse todo o país, as empresas teriam que se responsabilizar pelos seus produtos durante toda a vida útil do aparelho.
Com isso, o usuário teria ainda mais pontos de coleta de equipamentos, poderia cobrar por melhores serviços e a reciclagem ficaria garantida, tornando em longo prazo o produto mais barato para o consumidor final.
Lixo na ChinaA União Européia, cansada de esperar por medidas mundiais para a prevenção e reciclagem do lixo eletrônico, já começa a aprovar leis que seguem a Convenção de Basiléia e proíbe os casos de exportação de lixo perigoso para países em desenvolvimento. A UE ainda prepara regras que incluem a responsabilização das empresas pelo ciclo todo de seu produto.
Com isso, empresas que vendem produtos para os 25 países participantes da União Européia lidarão com o lixo através de medidas privadas, e serão responsabilizadas caso o acordo não seja cumprido.
Nos Estados Unidos, a briga sobre a reciclagem de material tem como base os custos para se adaptar à reciclagem, que demandaria mais dinheiro e não seria viável. Os EUA, inclusive, foram os únicos a não ratificar a Convenção de Basiléia. Porém, acabaram tornando-se voto vencido, e terão que se adaptar às regras para o envio de lixo eletrônico a outros países para “reciclagem”.
No Brasil, a Universidade de São Paulo (USP) lançou neste ano o primeiro centro de reciclagem focado apenas no lixo eletrônico. A princípio serão reciclados apenas equipamentos da própria universidade, mas em longo prazo o objetivo é abrir o centro para toda a população. O custo inicial é alto, porém pode ser recuperado ao se reciclar uma média de 500 computadores por mês.
Este número de computadores por mês não é tal elevado, tendo em vista que o Brasil baterá recordes de venda e produção de eletroeletrônicos, e cada item comprado será o substituto de outro, mais obsoleto.
Onde Reciclar
Mas tudo isso é para dizer que é preciso reciclar os aparelhos eletrônicos que não serão mais utilizados. Existem várias empresas que lidam com a reciclagem destes materiais, ou é possível fazer doações para organizações que trabalham com a inclusão digital.
Para celulares, procure sempre as revendedoras de sua operadora, para que as baterias possam ser devolvidas às empresas fabricantes, sendo despejadas em locais seguros. Para pilhas, procure os locais de coleta seletiva da sua cidade, e não as jogue no lixo comum.
Os eletrodomésticos podem ser doados para pessoas carentes ou locais em que as peças possam ser reutilizadas para arrumar outros aparelhos com defeito. É preciso ter em mente que muitas pessoas podem precisar daquilo que para nós é considerado obsoleto.
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) lista as principais empresas de informática e celulares, e onde os aparelhos das marcas determinadas podem ser descartados.
A ONG Lixo Eletrônico também dá aos usuários uma lista de locais onde pode ser feita a doação de artigos para a reciclagem dos resíduos eletrônicos
Para doar seu computador para que ele faça parte de programas de inclusão digital, você pode procurar a CDI. Para isso é necessário que o seu PC tenha alguns requisitos básicos, para que possa ser reutilizado por crianças e comunidades carentes.
Pilhas para reciclagemUma dica para reciclar seu computador da melhor forma possível, caso não haja condições do mesmo ser reutilizado é dividir e desmontar o PC. Através disso você poderá separar os componentes de metal e plástico, fazendo com que ambos tenham um destino correto.
O que acontece é que as empresas de reciclagem normalmente são especializadas, ou seja, só reciclam plásticos ou metais, não os dois juntos. Sendo assim, separar se torna uma boa alternativa para aproveitar o máximo do seu computador velho de guerra.


sábado, 5 de outubro de 2013

RECICLARTE – Essa gente recicla com arte

AnesioAntoniodeOliveira AssociaçãoRaiodeLuz Reciclarte créditoDavilymDourado Horizonte 200x300 RECICLARTE – Essa gente recicla com arte

Exposição multimídia apresenta histórias de pessoas que vivem a reciclagem no seu dia a dia.
Mostra fica de 8 a 19 de outubro na Biblioteca do Memorial da América Latina, em São PauloEntrada é gratuita.
A partir de 8 de outubro (terça-feira), a Biblioteca do Memorial da América Latina recebe a exposição multimídia Arte da Reciclagem em São Paulo –RECICLARTE. Com ensaios fotográficos, vídeo, peças e depoimentos de pessoas que estão por trás da extensa cadeia da reciclagem, a mostra joga luz e resgata a dignidade desse trabalho anônimo que gera riqueza a partir daquilo que se descarta.
A exposição é dividida em módulos que abordam do descarte à coleta, da triagem ao reprocessamento, do reuso funcional ao artesanato produzido com matéria-prima descartada. A mostra tem curadoria de Peter Milko, diretor de redação da revista Horizonte Geográfico e ensaio fotográfico deGustavo Lourenção e Davilym Dourado.
Visite o hotsite da exposição: www.horizontegeografico.com.br/reciclarte
RECICLARTE tem patrocínio da Dixie Toga, apoio da Braskem e do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura – Programa de Ação Cultural – 2013.
Arte da Reciclagem em São Paulo – RECICLARTE
Onde: Memorial da América Latina (Biblioteca) – Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, portões 1, 2, 5 e 6 – Barra Funda – Oeste.
Quando: 8 a 19 de outubro. Segunda a sexta-feira, das 10h às 18h. Sábado, das 10h às 17h.
Grátis
Proibido fumar. Tem local para comer. Tem conexão wi-fi. Estac. (R$ 7 e R$ 10, nos portões 4, 8 e 15 – convênio).
Sobre a Dixie Toga
A Dixie Toga é uma das maiores empresas multi packaging da América Latina e atua nos segmentos de embalagens rígidas, flexíveis, laminadas e rótulos. Entre os mercados atendidos pela companhia estão alimentos, bebidas, cosméticos, farmacêutico, higiene pessoal, limpeza doméstica, médico-hospitalar, pet food e de tabaco. Atualmente, a empresa conta com mais de sete mil funcionários, que atuam nas plantas do Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e México.
Muito além de apenas convertedor de embalagens, a Dixie Toga se tornou uma empresa dedicada ao desenvolvimento estratégico de materiais, uma autêntica “Material Science Company”. Neste sentido, o crescimento da Dixie Toga tem sido resultado do alto nível de serviços prestados aos clientes, oferta de produtos com qualidade diferenciada, investimentos contínuos em novos equipamentos e, principalmente, inovação.
Sobre a Braskem
A Braskem é a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas. Com 36 plantas industriais distribuídas pelo Brasil, Estados Unidos e Alemanha, a empresa produz anualmente mais de 16 milhões de toneladas de resinas termoplásticas e outros produtos petroquímicos. Maior produtora de biopolímeros do mundo, a Braskem tem capacidade para fabricar anualmente 200 mil toneladas de polietileno derivado de etanol de cana-de-açúcar.
Mais informações para a imprensa com:
Lead Comunicação – www.lead.com.br
(11) 3168-1412
Marcelo Bolzan – Ramal 22 – (11) 98714-9775 – marcelo@lead.com.br
Luiz Soares – Ramal 18 – (11) 98752-4637 – luiz@lead.com.br
Marina Galvanin – Ramal 19 – (11) 98681-0133 – marina@lead.com.br

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Alguns dados importantes sobre a reciclagem



1.Quais cidades brasileiras podem ser tomadas como exemplos?
Os cinco municípios brasileiros onde a prefeitura faz chegar o serviço de coleta seletiva a 100% das residências são Curitiba (PR), Itabira (MG), Londrina (PR), Santo André (SP) e Santos (SP). Em Curitiba, por exemplo, a fórmula que deu certo inclui o uso de caminhões que recolhem apenas o lixo seco, sem nenhum resto orgánico. O resultado: o lixo fica mais limpo e acaba vendido por um preço mais alto às indústrias de reciclagem. Isso ajuda a tornar o sistema de coleta seletiva em Curitiba mais barato (e viável) que o da maioria das cidades brasileiras.

2. Por que em alguns municípios há programas de reciclagem e em outros não?
Todo o resíduo de uma cidade é de responsabilidade das prefeituras. Dessa maneira, se não existirem iniciativas municipais, dificilmente a reciclagem será massificada. Outra situação a ser vencida é a falta de mecanismos de coleta seletiva. Essa etapa inicial e fundamental da reciclagem é realizada pelos órgãos públicos em cerca de 6% dos municípios brasileiros. A situação levou à formação de cooperativas de catadores de lixo e de empresas privadas especializadas, que enxergaram na coleta seletiva e na reciclagem uma forma de ganhar dinheiro. Na capital paulista, por exemplo, um estudo identificou, em 2002, cerca de setenta associações que coletam, fazem a triagem e comercializam material reciclável.

3. Quais são os países que mais reciclam no mundo?
Entre os países que mais reciclam estão os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha e a Holanda. Os EUA, por exmplo, conseguem reaproveitar pouco mais da metade do que vai parar nas lixeiras. Na Europa Ocidental, virou rotina nos supermercados cobrar uma taxa para fornecer sacolas plásticas. Os clientes levam as suas de casa. Também na Europa, o bom e velho casco (de vidro ou de plástico) vale desconto na compra de refrigerantes e água mineral. Para a redução do lixo industrial, a União Européia está financiando projetos em que uma indústria transforma em insumo o lixo de outras fábricas. Até a fuligem das chaminés de algumas é aproveitada para a produção de tijolos e estruturas metálicas.

Fonte:http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/reciclagem/#8

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Reciclagem


Reciclagem significa, transformar objetos e materiais usados ou reutilizados em novos produtos para o consumo em nossa vida prática. É uma das maneiras de minimizar os problemas causados pelo lixo. Atualmente, costuma-se dizer que os inconvenientes do lixo podem ser solucionados a partir da regra dos 4 Rs:
Repensar,
Reduzir
Reutilizar
Reciclar
Pois, em virtude disso, ocorreria uma mudança comportamental, social, econômica e ambiental, que diminuiria a quantidade de lixo produzida.
Reduzir e reutilizar são soluções que acontecem quase paralelamente. Trata-se da redução da quantidade de lixo produzida, principalmente evitando produtos descartáveis e dando preferência aos que podem ser reutilizados. Ao mesmo tempo, a questão implica também a melhor utilização dos diversos objetos, para adiar sua transformação em lixo.
Repensar o problema do lixo, assim como os diversos problemas ambientais relacionados à organização socioeconômica da humanidade, para que se encontrem novas soluções que minimizem o problema.
Por outro lado, o "R" de reciclagem, tem se revelado muito eficaz e já tem produzido uma série de resultados concretos em diversos lugares do Brasil e do mundo. No entanto, um projeto de reciclagem em grande escala também se vê limitada pelos interesses econômicos. A indústria, de um modo geral, só tem se interessado na reciclagem de materiais que dão lucro.


terça-feira, 11 de junho de 2013

Cooperativismo


Forma ideal de organização

Cooperativismo é um movimento, filosofia de vida e modelo socioeconômico capaz de unir desenvolvimento econômico e bem-estar social. Seus referenciais fundamentais são: participação democrática, solidariedade, independência e autonomia.
É o sistema fundamentado na reunião de pessoas e não no capital. Visa às necessidades do grupo e não do lucro. Busca prosperidade conjunta e não individual. Estas diferenças fazem do cooperativismo a alternativa socioeconômica que leva ao sucesso com equilíbrio e justiça entre os participantes.
Associado a valores universais, o cooperativismo se desenvolve independentemente de território, língua, credo ou nacionalidade.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Seguimos Unidos no dia do Meio Ambiente!





Hoje, no dia do Meio Ambiente celebramos a participação da Vamos Unir o Mundo e da CCOPRJ na V Semana do Meio Ambiente do Tribunal Regional Federal da 2ª região. Foi um prazer participar de uma iniciativa tão bacana.
Estamos dando os primeiros passos e o poder público começa a entender a importância da ecologia; e de ações como a coleta seletiva, palestras educativas e a difusão de boas praticas no dia a dia que cuidam o meio ambiente.
Estamos agradecidos em poder ter participado da V Semana do Meio Ambiente do Tribunal Regional Federal da 2ª região e estamos abertos a convites de outras entidades e ONGs que desejem expandir o conhecimento sobre a preservação e a educação ambiental.

Fica a foto do nosso querido Palestrante Hugo Camarate!

 Vamos Unir o Mundo e a CCOPRJ a favor da ecologia!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Catadores de recicláveis: como seriam as cidades sem eles?



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Catadores desenvolvem papel vital para a limpeza urbana e reciclagem
Foto: Avina
Esta sexta-feira, 1º de março, marca o Dia Internacional dos Catadores de Recicláveis, profissional que coleta, seleciona e vende materiais como papelão, papel, metal e vidro, apenas para citar os exemplos mais comuns.
Ele pode trabalhar de forma autônoma ou em cooperativas, com outros catadores, passando em condomínios e empresas em determinados horários do dia e da semana, para recolher os materiais, que posteriormente serão separados por itens e vendidos a organizações ou cooperativas de reciclagem.
Em nota em seu site, o MNCR lembrou que, no passado, as pessoas que trabalhavam com materiais recicláveis eram conhecidas como "catadores de lixo, mendigos e vagabundos".
De acordo com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), os catadores são responsáveis pela coleta de 90% de tudo que reciclado hoje no Brasil. Ainda segundo o movimento, existem cerca de 800 mil profissionais em atividade no país.
Principais atividades de um catador de material reciclável:
• Coletar o material a ser reciclado em condomínios residenciais e públicos;
• Transportar o material até a cooperativa ou até a empresa para a qual será destinado à reciclagem;
• Separar os materiais recolhidos, em papelão, papel comum, vidro, plástico, metais e alumínio;
• Fazer a pesagem do material recolhido;
• Empacotar estes materiais para serem recolhidos pelas empresas.
Um dos principais projetos socioambientais voltados aos catadores de materiais recicláveis na América Latina é a Iniciativa Regional para a Reciclagem Inclusiva, promovida pela Fundação Avina em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento e a Coca-Cola.
A parceria busca integrar os catadores informais ao mercado formal da reciclagem, por meio do fortalecimento e articulação de seus organizadores com atores dos setores público e privado.
Avanços e lutas
Em nota em seu site, o MNCR lembrou que, no passado, as pessoas que trabalhavam com materiais recicláveis eram conhecidas como "catadores de lixo, mendigos e vagabundos", mas que depois de anos de organização e principalmente do sentimento de mudança – hoje são conhecidos como "catadores de materiais recicláveis" e importantes agentes sociais.
"Também lembramos que temos ameaças globais em relação à categoria, a organização e em relação ao meio ambiente. Essas ameaças incluem a privatização dos resíduos, o fechamento dos lixões sem a inclusão dos catadores e a incineração", pondera a nota.
No dia 1º de março de 1992, na Universidade Livre de Ottawa (Ottawa University), na Colômbia, 11 catadores informais foram brutalmente assassinados por funcionários da instituição de ensino, que teriam enganado os trabalhadores ao atrai-los para o interior do prédio, sob a oferta de entregar-lhes materiais recicláveis.
Um sobrevivente, que fingiu estar morto, contou à polícia sobre o que tinha acontecido. Em memória do massacre, e em resposta as péssimas condições de trabalho que lutam para melhorar, além do preconceito que enfrentam em muitos níveis da sociedade, o Primeiro Encontro Internacional de Catadores, realizado na Colômbia em 2008 instituiu o 1º de março como o Dia Mundial dos Catadores. 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

“Brasil é líder mundial em energia verde”

por Carla Festucci*
Na matriz energética mundial, o uso do Petróleo é predominante. No Brasil não é diferente, mas o país é o que tem a distribuição energética mais verde do mundo, segundo Marcos Silveira Bukeridge, professor do Departamento de Botânica do Instituto de Biociências da USP. O biólogo disse que o Petróleo também é bioenergia, mas o grande problema é que o planeta leva milhares de anos para produzi-lo e não é renovável.
1243 300x211 Brasil é líder mundial em energia verde
Plantação de cana-de-açúcar.
No que diz respeito à energia sustentável, o Brasil é um páis de vanguarda, está indo para 5% de biodiesel em toda a produção nacional (Petrobrás) e é apontado, em uma pesquisa realizada por Bukeridge e repórteres da BBC, como o país que mais se preocupa com as mudanças climáticas globais, juntamente com a Inglaterra.
“A grande diferença entre nós e o resto do mundo, hoje se chama cana”, disse o professor da USP. Grande responsável pelo cenário bioenergético em que o Brasil se encontra, a planta veio da Ásia e já era utilizada por volta de 8000 a.C. Ao chegar às terras brasileiras, a motivação principal era o açúcar, mas em 1933 começou a ser usada na fabricação de álcool. Atualmente, a produção de cana se constitui em metade açúcar e metade etanol. “Hoje o Brasil possui a melhor tecnologia do mundo em fazer álcool a partir da sacarose. Ainda assim, somente um terço da energia que existe na cana é utilizada para isso”, disse Bukeridge. Mas, segundo ele, maneiras de se utilizar a energia encontrada nos outros dois terços da cana já estão sendo estudadas.
O Brasil também possui uma vantagem muito importante em relação aos outros países produtores de cana de açúcar. Somente 3% das terras brasileiras são usadas para sua produção. “Se soubermos lidar com a terra, com a água, plantar floresta, nós podemos aumentar ainda mais nossa produção bioenergética”, falou Bukeridge. Índia, Austrália e EUA (no Hawaí e, em menor proporção, na Flórida) já esgotaram suas possibilidades no cultivo de cana.
Mas o biólogo alerta: “A sustentabilidade é muito importante. Não adianta nada produzirmos Bioetanol e esfolarmos nossas florestas”. Para evitar a introdução de cana de açúcar em terras amazônicas, por exemplo, está sendo estudada a extração de energia de uma leguminosa chamada “Mata-pasto”, planta nativa do Pará que cresce nas barrancas dos rios, mais rápido que a cana de açúcar. “O que a gente tem que fazer com as nossas florestas é um manejo diferente”, concluiu o professor.
Carla Festucci é estudante de jornalismo e participou do projeto “Descobrir a Amazônia, Descobrir-se Repórter“, da Oboré.

sexta-feira, 8 de março de 2013

O Brasil e a economia verde!


A economia verde é um tema que ganha cada vez mais força, já que o mundo sente as consequências das mudanças climáticas e a escassez dos recursos naturais.

Por Paula Louredo Graduada em Biologia
Será possível manter uma boa economia sem prejudicar o meio ambiente e afetar o clima?
Será possível manter uma boa economia sem prejudicar o meio ambiente e afetar o clima?

Segundo o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), aeconomia verde pode ser definida como sendo  “Uma economia que resulta em melhoria do bem-estar da humanidade e igualdade social, ao mesmo tempo em que reduz, significativamente, riscos ambientais e escassez ecológica".

Para que haja uma economia verde, o aumento da renda e das vagas de trabalho deve ser estimulado por investimentos públicos e privados que diminuam a poluição, aumentem a eficiência energética e previnam perdas de biodiversidade. Nesse tipo de economia, o desenvolvimento deve manter, aprimorar e reconstruir bens naturais, vendo-os como um bem econômico e como uma fonte de benefícios, principalmente para a população de baixa renda, cujo sustento depende da natureza.

O conceito de economia verde não substitui o conceito de desenvolvimento sustentável, mas atualmente existe um crescente reconhecimento de que a realização da sustentabilidade se baseia quase que inteiramente em conseguir o modelo certo de economia. Mesmo que a sustentabilidade seja um objetivo a longo prazo, é necessário que a nossa economia se torne mais verde para que consigamos atingir esse objetivo. Para que essa economia se torne real, são necessários investimentos públicos e privados, tecnologias, políticas públicas, programas governamentais e práticas de mercado voltadas para:

• Melhoria dos processos produtivos;
• Aumento da eficiência com diminuição no uso dos recursos naturais;
• Diminuição das emissões de gases do efeito estufa;
• Transformação de resíduos de um processo em insumos de outros;
• Proteção dos mananciais, uso responsável da água, universalização do saneamento básico;
• Ampliação de fontes de energia limpas e renováveis;
• Recuperação e preservação dos ecossistemas;
• Atenuar os efeitos da mudança do clima.

Para o Governo brasileiro, a economia verde deve ser inclusiva, é preciso considerar igualmente os setores econômico, social e ambiental. Para o Ministro da Ciência e Tecnologia Marco Antônio Raupp, “A economia verde deve promover a geração de empregos, a inovação tecnológica, a ciência, a inclusão social e a conservação dos recursos naturais, e não ser utilizada como pretexto para a imposição. Para nós, essa questão de inclusão social e crescimento é fundamental”. Ainda segundo o ministro, o potencial de biodiversidade, os avanços sociais e a matriz energética brasileira permitem ao Brasil uma transição rápida e segura para a economia verde inclusiva

sexta-feira, 1 de março de 2013

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Bloco 'Pretinhos do mangue' faz carnaval ecológico no Pará


15 mil brincantes participaram da festa que ocorre em Curuçá, no Pará, Bloco é patrimônio cultural do estado.

         Carnaval de Curuçá tem folia e ecologia, com brincantes fabricando abadás de lama (Foto: Tarso Sarraf / O Liberal)
O tradicional bloco de carnaval ecológico "Pretinhos do Mangue" desfilou neste domingo (10) pelas ruas de Curuçá, cidade do nordeste do Pará localizada a 130 quilômetros de Belém. Segundo a organização do evento, cerca de 10 mil pessoas participaram da folia, utilizando o "abadá tradicional" do bloco: em vez de penas e fantasias, os brincantes começam a concentração no mangue, cobrindo o corpo de lama. “Aqui aliamos festa e respeito ao meio ambiente. Todo mundo está convidado”, diz Edmilson Campos, presidente do bloco de carnaval mais tradicional da cidade, o Pretinhos do Mangue.
O bloco, que este ano celebra 24 anos de folia, saiu pelas ruas da cidade com o tema “Vem para cá, Brasil”.  “A festa é democrática: brinca idoso, jovem, criança. Basta se sujar de lama”, conta Edmilson Campos.
Depois de pintar o corpo no barro preto do manguezal, os foliões percorreram 1,5 quilômetros pela cidade, seguindo o arrastão pela a Travessa 7 de Setembro, onde acontece a evolução do desfile, até o encerramento na Praça Coronel Horácio. Os brincantes foram acompanhados por um trio elétrico, que animou a festa com as tradicionais marchinhas de carnaval.
“O povo se identifica com os elementos que o bloco traz para os desfiles, como os carros alegóricos que representam o caranguejo, o guará, a ostra, e as esculturas de garças, e muita lama do mangue”, diz Campos, que destaca ainda a forte simbologia do mangue para a população local. “E por ser do mangue que o povo curuçaense tira seu sustento, é que o bloco traduz o sentido do mangue na vida das pessoas daqui”, explica.Caranguejo gigante é o carro abre-alas dos "Pretinhos do Mangue" (Foto: Tarso Sarraf / O Liberal)Caranguejo gigante é o carro abre-alas dos "Pretinhos do Mangue" (Foto: Tarso Sarraf / O Liberal)
O bloco é também é formado por três carros alegóricos. O tradicional abre-alas é representado pelo mascote do bloco, um enorme caranguejo com quatro metros de comprimento e um metro de altura. Ele aparece ladeado por artesanatos feitos de barro em forma de garças e guarás, que simbolizam o cenário do mangue, berço de reprodução de várias espécies nativas.
O segundo carro é o guará, ave de coloração rosada, que lembra a de um flamingo, medindo três metros de altura e dois de comprimento. O terceiro carro traz uma ostra, com dois metros de comprimento e dois de altura. Dentro dela, uma mulata representa a beleza da mulher paraense.
Bloco é patrimônio culturalO bloco Pretinhos do Mangue surgiu de uma brincadeira no ano de 1989, numa terça-feira de carnaval, quando um grupo de amigos resolveu ir ao mangue pegar caranguejos para o tira-gosto da festa. “Chegamos lá, e quase não havia caranguejo. Em protesto, nos sujamos de lama e desfilamos pela cidade”, lembra Cafá.
Desde então, o bloco tem tido projeção nacional e até internacional por destacar o apelo ecológico em meio à folia. Em 2010, o Pretinhos do Mangue foi declarado “Patrimônio Cultural do Estado do Pará”, através da Lei Nº 7.383 de 16 de março de 2010, e “Patrimônio Cultural do Município de Curuçá”, pela Lei Nº 1.981 de 12 de fevereiro de 2010.Multidão pinta o corpo de barro do mangue: carnaval alia festa e apelo ecológico.  (Foto: Tarso Sarraf / O Liberal)Multidão pinta o corpo de barro do mangue: carnaval alia festa e apelo ecológico. (Foto: Tarso Sarraf / O Liberal)Depois dos dois importantes títulos, o bloco tornou-se uma organização não governamental dedicada a causas ecológicas. A Associação Sócio-ambiental e Cultural de Curuçá Pretinhos do Mangue vem desenvolvendo ações e projetos voltados para a educação ambiental, social e cultural do município. “A nossa missão é preservar, para as futuras gerações, o acervo da fauna e da flora, contribuindo para a vida do mangue curuçaense”, diz Campos, que não deixa de lado a essência carnavalesca do Pretinho. “É brincando que se aprende!”.
Além do “bloco dos sujos”, como são conhecidos os brincantes do Pretinhos, o carnaval de Curuçá traz ainda outros arrastões de rua, como As Curuçaenses, Curral do Piça, Galo do Primote, Patinha Maluca, Boi Prosa, Salientes, Palheteira, entre outros.
No município, a quadra carnavalesca termina com o Bloco dos Ilhados, que sai na quarta-feira de cinzas (13). “Os Ilhados trazem só com aqueles brincantes que gastaram todo seu dinheiro no carnaval e que acabaram ficando sem dinheiro para voltar para suas casas”, conta Cafá a respeito da brincadeira que encerra o feriadão de fevereiro.Bloco é patrimônio cultural do estado (Foto: Tarso Sarraf / O Liberal)Bloco é patrimônio cultural do estado (Foto: Tarso Sarraf / O Liberal)
Sua origem ribeirinha, aliada à influência católica que marca a história da cidade, explica o significado do nome que batiza o município. Derivado de “cruz”, Curuçá também significa “lugar em que há seixos ou cascalhos”.HistóriaCidade da região do Salgado, Curuçá foi ocupada ainda no século XVIII, quando jesuítas fundaram uma fazenda às margens do rio homônimo. Mais tarde, o local deu origem ao povoado Nossa Senhora do Rosário.
Em 1757, no governo de Francisco Xavier de Mendonça Furtado, logo após a expulsão
Doa jesuítas, a localidade adquiriu categoria de vila com o nome de Vila Nova D`El-Rei, mas foi extinta no período da revolução da Cabanagem, em 1833, quando foi incorporada ao município de Vigia.
Em 1933, Curuçá se emancipou politicamente, e alçou a condição de cidade.
CuriosidadeAtualmente, no lugar onde desembarcaram os religiosos, está estabelecido o povoado de São João de Abade, um dos pontos principais da cidade de Curuçá.
No porto, há um monumento em forma de um grande mastro localizado em frente à Igreja de São João Bosco, que foi construído em homenagem aos jesuítas.
São João de Abade é o princpal ponto de embarque e desembarque de pescado da Região do Salgado.
Fonte:http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2013/02/bloco-pretinhos-do-mangue-faz-carnaval-ecologico-no-para.html