sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Gargalos impedem avanço da reciclagem do lixo no Brasil


Com programas de coleta seletiva pouco organizados, a indústria recicladora funciona, em média, com capacidade ociosa entre 20% e 30%

A coleta seletiva ainda enfrenta gargalos para se tornar abrangente no País, como determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que entrará em vigor na segunda metade do ano que vem. A avaliação foi feita por André Vilhena, diretor do Compromisso Empresarial pela Reciclagem (Cempre), fórum que reúne 38 grandes empresas nacionais e multinacionais desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92.
A falta de capacitação é mais grave no interior, mas também está longe do ideal nas grandes cidades: "Vamos pegar os exemplos das maiores cidades do Brasil: os programas tanto de São Paulo quanto do Rio de Janeiro são muito pouco abrangentes, precisam passar por uma reformulação e ampliação significativas. Sem dúvida alguma, no curto espaço de tempo, precisamos melhorar muito os programas de coleta seletiva nas cidades brasileiras, especialmente nas maiores".Vilhena destaca que um dos entraves para o avanço da coleta seletiva no Brasil é a falta de qualificação dos gestores locais responsáveis por elaborar os planos municipais de resíduos sólidos: "O envolvimento das prefeituras é o ponto de partida. Temos hoje poucos municípios fazendo a coleta seletiva e, principalmente, fazendo a coleta seletiva de forma abrangente. Para mudar isso, os gestores públicos necessitam de treinamento para que possam efetivamente implantar os programas em seus municípios".
Com programas de coleta seletiva pouco organizados, a indústria recicladora padece de pouca oferta de matéria-prima e, segundo estimativas do Cempre, funciona, em média, com capacidade ociosa entre 20% e 30%. Levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2010 já mostrava que o Brasil deixava de movimentar R$ 8 bilhões anualmente por não aproveitar o potencial do setor. De acordo com o Cempre, apenas 14% das cidades brasileiras têm coleta seletiva, sendo 86% delas no Sudeste.
Outro entrave para a reciclagem no Brasil, segundo Vilhena, é o peso tributário sobre o setor, que se beneficiaria de mudanças na cobrança de impostos: "De cara, deveria ser dispensado o recolhimento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) na venda de sucatas e materiais recicláveis, além de produtos com 100% de material reciclado. Poderia ser feita, a partir disso, uma redução gradativa do imposto conforme o percentual de material reciclado na composição", defende ele, que acredita haver bitributação no caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI): "em alguns setores, o produto já teve a cobrança do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados]. quando foi descartado, e tem o desconto de novo durante a reciclagem".
Edson Freitas, da organização não governamental EccoVida, concorda com as duas análises: "muita gente prefere a informalidade por causa dos impostos. Pago uns 30% de imposto sobre minhas garrafas e ainda tenho que pagar para destinar o lixo não aproveitável. Um dos projetos que desenvolvo, de produção de telhas a partir de pet [politereftalato de etileno, utilizado na fabricação de embalagens e outros produtos], eu trouxe de Manaus, porque lá não era viável por falta de plástico selecionado".
Em seu galpão, o presidente da ONG conta que processa mil toneladas de material reciclado por mês, mas a falta de oferta o impede de vender o dobro disso de matéria-prima para fábricas como a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev), que usa suas pets na produção de garrafas 100% recicladas, que corresponderam a 28% da produção em 2012 e devem chegar a 40% em 2013. No ano passado, a companhia reutilizou 60 milhões de pets na produção, número que deve saltar para 130 milhões neste ano, com a autorização da Anvisa para o uso de material reciclável em mais três fábricas da empresa, somando seis homologadas.
A produção de pet a partir de material reciclável economiza 70% de energia e reduz em 70% a emissão de gás carbônico na atmosfera. Além das pets, a Ambev também produz, em sua fábrica de vidro, sete em cada dez garrafas desse material inteiramente com cacos reciclados, sendo 88% deles provenientes da própria cervejaria e 12% de cooperativas.
O problema da falta de material de que Freitas se queixa, no entanto, não é causado só pela escassez de planos municipais. Para Vilhena, é preciso maior envolvimento da população: "Temos que melhorar o engajamento do cidadão brasileiro nos programas de coleta seletiva, que ainda estão aquém do desejado".
Edson Freitas destaca que é preciso uma mudança de pensamento em relação aos materiais recicláveis: "nem chamo de lixo uma pet ou uma embalagem de papelão, porque não são lixo. Têm o mesmo valor que tinham quando o produto estava armazenado dentro delas. É só limpar que continua a ser material com valor comercial e utilidade".

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Alguns dados importantes sobre a reciclagem



1.Quais cidades brasileiras podem ser tomadas como exemplos?
Os cinco municípios brasileiros onde a prefeitura faz chegar o serviço de coleta seletiva a 100% das residências são Curitiba (PR), Itabira (MG), Londrina (PR), Santo André (SP) e Santos (SP). Em Curitiba, por exemplo, a fórmula que deu certo inclui o uso de caminhões que recolhem apenas o lixo seco, sem nenhum resto orgánico. O resultado: o lixo fica mais limpo e acaba vendido por um preço mais alto às indústrias de reciclagem. Isso ajuda a tornar o sistema de coleta seletiva em Curitiba mais barato (e viável) que o da maioria das cidades brasileiras.

2. Por que em alguns municípios há programas de reciclagem e em outros não?
Todo o resíduo de uma cidade é de responsabilidade das prefeituras. Dessa maneira, se não existirem iniciativas municipais, dificilmente a reciclagem será massificada. Outra situação a ser vencida é a falta de mecanismos de coleta seletiva. Essa etapa inicial e fundamental da reciclagem é realizada pelos órgãos públicos em cerca de 6% dos municípios brasileiros. A situação levou à formação de cooperativas de catadores de lixo e de empresas privadas especializadas, que enxergaram na coleta seletiva e na reciclagem uma forma de ganhar dinheiro. Na capital paulista, por exemplo, um estudo identificou, em 2002, cerca de setenta associações que coletam, fazem a triagem e comercializam material reciclável.

3. Quais são os países que mais reciclam no mundo?
Entre os países que mais reciclam estão os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha e a Holanda. Os EUA, por exmplo, conseguem reaproveitar pouco mais da metade do que vai parar nas lixeiras. Na Europa Ocidental, virou rotina nos supermercados cobrar uma taxa para fornecer sacolas plásticas. Os clientes levam as suas de casa. Também na Europa, o bom e velho casco (de vidro ou de plástico) vale desconto na compra de refrigerantes e água mineral. Para a redução do lixo industrial, a União Européia está financiando projetos em que uma indústria transforma em insumo o lixo de outras fábricas. Até a fuligem das chaminés de algumas é aproveitada para a produção de tijolos e estruturas metálicas.

Fonte:http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/reciclagem/#8

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Reciclagem


Reciclagem significa, transformar objetos e materiais usados ou reutilizados em novos produtos para o consumo em nossa vida prática. É uma das maneiras de minimizar os problemas causados pelo lixo. Atualmente, costuma-se dizer que os inconvenientes do lixo podem ser solucionados a partir da regra dos 4 Rs:
Repensar,
Reduzir
Reutilizar
Reciclar
Pois, em virtude disso, ocorreria uma mudança comportamental, social, econômica e ambiental, que diminuiria a quantidade de lixo produzida.
Reduzir e reutilizar são soluções que acontecem quase paralelamente. Trata-se da redução da quantidade de lixo produzida, principalmente evitando produtos descartáveis e dando preferência aos que podem ser reutilizados. Ao mesmo tempo, a questão implica também a melhor utilização dos diversos objetos, para adiar sua transformação em lixo.
Repensar o problema do lixo, assim como os diversos problemas ambientais relacionados à organização socioeconômica da humanidade, para que se encontrem novas soluções que minimizem o problema.
Por outro lado, o "R" de reciclagem, tem se revelado muito eficaz e já tem produzido uma série de resultados concretos em diversos lugares do Brasil e do mundo. No entanto, um projeto de reciclagem em grande escala também se vê limitada pelos interesses econômicos. A indústria, de um modo geral, só tem se interessado na reciclagem de materiais que dão lucro.


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Alumínio é material mais reciclado no Brasil, segundo dados do IBGE

Informação faz parte de relatório de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável

 UOL Notícias
Alumínio é material mais reciclado no Brasil, segundo dados do IBGE
O campeão absoluto da reciclagem no Brasil é o alumínio, com 91,5% da matéria prima utilizada na indústria vindo de alumínio reciclado. Este percentual é de 2008 são do relatório de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados no último dia 1.º de setembro de 2010.
Depois do alumínio, vêm as embalagens pet, vidro, latas de aço e papel com taxas entre 43% e 55%. As embalagens longa vida são as menos recicladas (pela dificuldade de separação dos componentes) com 26,6%. As latas de alumínio têm o maior percentual de material reciclado devido ao alto valor de mercado da sucata de alumínio, associado ao elevado gasto de energia necessário para produção de alumínio metálico.
As garrafas pet são o segundo material reciclado mais utilizado, 54,8% em 2008. A taxa de reciclagem do vidro vem se mantendo estável nos últimos anos, com 47% do total em 2008. No mesmo ano, 46,5% do aço consumido na indústria vinham de latas recicladas. Já 43,7% do total de papel consumido na indústria é reciclado.
Alternativa à pobreza
No Brasil, os altos níveis de reciclagem estão mais associados ao valor das matérias-primas e aos altos níveis de pobreza e desemprego do que à educação e à conscientização ambiental. É por conta disto que o papel, o vidro, a resina pet, as latas de aço, e as embalagens cartonadas, de mais baixo valor de mercado, apresentam índices de reciclagem bem menores que as latas de alumínio.
O IBGE acredita que o estabelecimento, pelo governo federal, de preços mínimos para os materiais recicláveis deve elevar a proporção de materiais reciclados. Segundo o Instituto, apenas uma pequena parte do lixo produzido no Brasil é seletivamente coletado. A maior parte da reciclagem é feita por catadores, autônomos ou associados em cooperativas, que retiram do lixo os materiais de mais alto valor.
Qualidade de vida
A coleta seletiva de lixo e a conscientização da população para separar os resíduos, antes de descartá-los, podem aumentar não apenas a eficiência da reciclagem, como também trazer melhorias na qualidade de vida de catadores e de outros trabalhadores que lidam com resíduos.
A reciclagem das embalagens longa vida tetrapak é mais recente e apresenta o menor valor 26,6%, sendo medida a partir de 1.999. Além de não possuir tanta tradição na reciclagem, a necessidade de separar os materiais componentes das embalagens tetrapak (papel, alumínio e plástico) é outro fator dificultador.
As embalagens longa vida, por retardarem refrigeração, também contribuem para o combate à destruição da camada de ozônio, pois a refrigeração é o setor industrial que mais consome substâncias que destroem esta camada.
A reciclagem, ao reduzir o consumo de energia e a extração de matérias-primas, reduz, também, a emissão de gases de efeito estufa associados à geração de energia pela queima de combustíveis fósseis.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Reciclagem de Plásticos no Brasil

O INDAC - Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico, possui relacionamento com a mais importante entidade brasileira no setor de reciclagem de plásticos: Plastivida - Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, ligada à Abiquim - Associação Brasileira da Indústria Química.

Plastivida tem concentrado esforços no desenvolvimento de ações voltadas a caracterização, dimensionamento e análise do desenvolvimento da reciclagem dos plásticos no Brasil. Por este motivo, foi desenvolvido o estudo intitulado "Elaboração e Monitoramento dos Índices de Reciclagem de Plástico no Brasil" e que constitui-se numa iniciativa de relevância das pesquisas realizadas até o momento.

Índices no Brasil

Não existe uma Política Nacional de Reciclagem, com atuação estratégica e que reúna todos os setores envolvidos no país. Para levantar a situação da indústria de reciclagem de plásticos no Brasil, a Plastivida desenvolveu um estudo elaborado a partir de um plano estatístico estabelecido em 2005, com vistas a compor a amostra de Reciclagem Mecânica de Resíduos Plásticos Pós-Consumo e servir de base para extrapolações dos dados para a segmentação geográfica brasileira. Esse Estudo foi realizado a partir da aplicação de metodologia de acordo com os padrões de qualidade do IBGE.
Seus principais resultados são apresentados em seguida:

1. Composição média do lixo na coleta seletiva (% em peso) nas cidades com coleta seletiva.

2. Resultados da Reciclagem Mecânica de Resíduos Plásticos Pós-Consumo no Brasil:

  • Número de empresas recicladoras de plásticos: 550
  • Faturamento: R$ 1,6 milhões
  • Capacidade instalada: 1,3 milhões de toneladas
  • Produção: 770 mil toneladas / ano
  • Nível operacional: 61%
  • Número de empregos diretos: 18.000

3. Índice de reciclagem (%)

Índice de Reciclagem - Considera-se Índice de Reciclagem a razão entre o total de produtos reciclados e a quantidade de resíduos sólidos gerados.
Brasil – ano-base 2006
Europa  – ano-base 2005
Fontes: Plastics Europe e Plastivida

Conclusão

O índice de reciclagem mecânica de plásticos no Brasil, medida em 2005, atingiu 19,8%, entretanto, a estrutura de Coleta Seletiva hoje tem uma capacidade ociosa em torno de 40% que pode ser utilizada. Caso isso aconteça, provavelmente o país supere a Alemanha e a Áustria, hoje com 32% e 20% respectivamente.
A campeã na reciclagem de plásticos pós-consumo é a região Sudeste com 59%, seguida pela região Sul com 28% e pela região Nordeste com 13%.
Tudo isso não seria possível sem o grande exército de cerca de 500 mil catadores informais que recolhem os resíduos e os revendem. No entanto, as condições de informalidade das empresas recicladoras de plásticos são sérias limitadoras ao desenvolvimento do setor.
Fonte: Plastivida - Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos: www.plastivida.org.br

sexta-feira, 5 de julho de 2013

EnerSolar+Brasil 2013 promove oportunidades na indústria solar

A EnerSolar + Brasil | Feira Internacional de Tecnologias para Energia Solar, evento dedicado à energia solar e térmica, acontece de 17 a 19 de julho de 2013, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Organizado pelo Grupo Cipa Fiera Milano e Artenergy Publishing, o evento promove as oportunidades na indústria solar da América do Sul, onde 250 expositores nacionais e internacionais, de países como Itália, Estados Unidos, Alemanha, Espanha e China, dentre outros, apresentam suas tecnologias, serviços e soluções para aplicações industriais e civis, nos segmentos de energia térmica solar e fotovoltaica, inversores e outras energias renováveis. Simultaneamente, acontece a feira internacional GREENERGY, especializada em energias renováveis, biocombustíveis, biogás, biomassa e a EÓLICA BRASIL SMALL WIND.
As alternativas e caminhos para o uso das energias renováveis serão debatidas durante o III Congresso ECOENERGY, que contará com a presença de autoridades nacionais e internacionais dos mais diversos setores de energias renováveis. As principais entidades do setor já confirmaram presença, tais como: MME, EPE, SECRETARIA DE ENERGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO, ANEEL, COGEN, FIESP, CIESP, CENBIO, ABEÓLICA, ABENS, CAIXA ECONOMICA FEDERAL, BNDES, BLOOMBERG, INSTITUTO IDEAL, ABEAMA, ABRAGEL, ITALCAM, DASOL /ABRAVA. Para este ano, os organizadores esperam receber 8.000 mil visitantes formados por: engenheiros; arquitetos; empresários dos setores de energia, construção civil, hotelaria; produtores rurais; presidentes e diretores das principais entidades dos setores de energia e meio ambiente; para conhecer as últimas novidades em energias limpas e renováveis.
 Serviço
EnerSolar + Brasil: II Feira Internacional de Tecnologias para Energia Solar
Quando: 17 a 19 de julho de 2013, das 13h às 20h
Local: Centro de Exposições Imigrantes – Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo – SP – Brasil
ENTRADA GRATUITA – profissionais do setor
Eventos Simultâneos:
Ecoenergy |Congresso Internacional de Tecnologias Limpas e Renováveis para a Geração de Energia
Greenergy Expo Brasil: Feira da Indústria de Energias Renováveis no Brasil
Eólica Brasil Small Wind
- Transporte Gratuito – Estação do Metrô Jabaquara – saída de Vans na Rua Nelson Fernandes, 400