sexta-feira, 9 de maio de 2014

Reaproveite as cascas e sementes de frutas e legumes

Sempre está em tempo de reduzir o lixo gerado em casa. Um tema pouco difundido e que pode diminuir o lixo orgânico doméstico é o reaproveitamento de cascas e sementes de frutas e legumes. A grande maioria desses resíduos gerados pode ser transformada em compotas, acompanhamento de saladas, massas de bolo, pães e muito mais. É claro que essa reutilização implica em uma mudança radical de comportamento que nos foi passado por nossos pais.
Esse tema é um pouco controverso visto que é na casca que se concentra a maioria dos agrotóxicos usados para conter pragas e que são prejudiciais à saúde. Se possível utilize alimentos orgânicos para essa prática. Caso não seja possível, vale a pena ter alguns cuidados com as cascas para reduzir a quantidade de agrotóxicos. Uma boa prática é lavar as frutas e legumes (para alguns alimentos você pode usar até uma escovinha) e mergulhá-los por meia hora em uma solução de 1 litro de água com 1 colher (sopa) de bicarbonato de sódio.
Veja alguns exemplos de como reaproveitar as cascas e sementes:
a) Abóbora: Toste as sementes no forno em temperatura baixa e consuma-as como petisco ou, depois disso, crie uma farinha que pode ser usada em bolos e pães, moendo todo esse conteúdo.
b) Melão, Melancia e Melão – as sementes podem ser torradas e salgadas e depois consumidas como aperitivo.
c) Cenoura – Use a casca em refogados, sopas, omeletes e suflês. Você também pode utilizar as folhas em bolinhos, sopas ou saladas.
d) Mamão – use as sementes em iogurtes e saladas.
e) Couve-flor – as folhas podem ser refogadas e usadas em panquecas ou sucos. Os talos podem ser usados em sopas e no preparo do feijão.
Você ainda pode utilizar uma composteira para transformar os resíduos não utilizados em adubo. Veja como construir uma no link: http://on.fb.me/1m8LzmZ

Fonte: BR +10

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Catadores de Materiais Recicláveis

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico realizada pelo IBGE em 2000, coleta-se no Brasil diariamente 125,281 mil toneladas de resíduos domiciliares, e 52,8% dos municípios Brasileiros dispõem seus resíduos em lixões.

Hoje estima-se que 1 em cada 1000 brasileiros é catador.
E 3 em cada 10 catadores gostariam de continuar na cadeia produtiva da reciclagem mesmo que tivessem uma alternativa. Estes têm orgulho de ser Catador.

Há Catadores de todo tipo.
  • Trecheiros: que vivem no trecho entre uma cidade e outra, catam lata pra comprar comida.
  • Catadores do lixão: catam diuturnamente, fazem seu horário, catam há muito tempo ou só quando estão sem serviço de obra, pintura etc.
  • Catadores individuais: catam por si, preferem trabalhar independentes, puxam carrinhos muitas vezes emprestados pelo comprador que é o sucateiro ou deposista.
  • Catadores organizados: em grupos autogestionários onde todos são dono do empreendimento, legalizados ou em fase de legalização como cooperativas, associações, ONGs ou OSCIPs.

O Catador é um sujeito que, historicamente, tira do lixo o seu sustento. Seja através da prática da coleta seletiva junto a alguns parceiros que doam o seu lixo ou, melhor ainda, seus recicláveis selecionados na fonte; seja caçando recicláveis pelas ruas e lixões, sacando os recicláveis do lixo misturado que o gerador não teve a decência de separar e colocou no mesmo saco o que pode e o que não pode ser reaproveitado.
Com esse “trabalho” a companhia de limpeza urbana deixa de pagar inúmeros kilos que seriam coletados e dispostos em aterro ou lixão. Na pior das hipóteses é uma economia. É um serviço a população já que esses materiais coletados pelos catadores vão evitar o consumo de matéria prima virgem – recursos naturais esgotáveis – além da economia com coleta e disposição final.

Dentre os Catadores organizados ou em organização existem os

  • Grupos em organização: com pouca ou nenhuma infra-estrutura, muita necessidade de apoio, e vontade de trabalhar em grupo e se fortalecerem.
  • Catadores organizados autogestionários: grupos que funcionam como cooperativas de fato onde decisões são tomadas de modo democrático, as vendas e os resultados são de domínio de todos graças a transparência das informações que muitas vezes são afixadas na parede - o valor da venda, dos descontos, as atas das reuniões e etc. Não há uma liderança única da qual dependam todas as decisões e todos os associados representam o empreendimento como dono.
  • Redes de cooperativas autogestionárias: A idéia de rede é uma forma de fortalecer os grupos na busca de quantidade, qualidade e freqüência que são algumas das imposições do mercado da reciclagem. Em rede os grupos podem vender por melhores preços por terem juntos maiores quantidades e aqueles que não tem prensa poderem enfardar o material. Em rede os grupos também podem se organizar para otimizar a coleta e realizarem inclusive coleta de outros materiais como óleo de cozinha, alimentos entre outros.

E há também as

  • Coopergatos: Grupos não autogestionários, que tem um dono, onde um manda e todos obedecem e funciona como uma empresa privada só que sem os benefícios sociais que uma empresa privada teria que dar.
  • Cooperativas de Sucateiros: Alguns sucateiros que, nem sempre, mas freqüentemente tem com catadores relações pra lá de exploratórias, percebendo vantagens junto a políticas públicas se regularizam legalmente como cooperativas mas funcionam como empresa privada, sob a fachada do cooperativismo. Infelizmente esse padrão é bastante freqüente.
  • Cooperativas de apoiadores: Grupos de catadores organizados por pessoas que não tem histórico na catação e se auto-declaram catadores (mas tem perfil de apoiador) para exercer uma liderança sem nenhum compromisso com o processo emancipatório dos catadores. Apoiadores só deveriam fazer parte de uma cooperativa de catadores de materiais recicláveis se fosse no conselho consultivo, sem direito a voto e sem direito a renda.

 É imperativo que o apoio aos catadores seja compromissado com o protagonismo deles e a construção dos processos emancipatórios desta categoria.
Catadores são vítimas de preconceito por parte da sociedade e constantemente são associados ao problema do lixo podendo ser associados as soluções.

São atores históricos da gestão dos resíduos nas cidades e da cadeia produtiva da reciclagem e merecem políticas públicas que fortaleçam seu perfil empreendedor e ecológico.

O estilo do apoio no Brasil é o do amparo, da tutela simbólica, que vê os atores históricos como incapazes, estilo cesta básica e assistencialismo. Será bom entender o que é apoio dentro de uma premissa emancipatória.


De acordo com o dicionário Aurélio temos 

a.poi.o
s. m. 1. Tudo que serve para amparar, firmar, segurar, sustentar. 2. Mec. e Constr. Base, assento, sapata. 3. Amparo, socorro. 4. Argumento, autoridade, prova, ou qualquer coisa que se autorize, ou se prove. 5. Aprovação, assentimento.

E temos ainda
tu.te.la
s. f. 1. Dir. Encargo legal para proteger uma pessoa ou os bens de um menor ou de um interdito; tutoria. 2. Amparo, proteção. 3. Fam. Sujeição vexatória; dependência.

E ainda
e.man.ci.par
v. 1. Tr. dir. Eximir do poder paternal ou de tutela. 2. Tr. dir. Tornar independente. 3. Pron. Livrar-se do poder paternal ou de tutela. 4. Pron. Tornar-se livre.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Evento Sustainable Brands Rio 2014 acontece no final de abril no Rio de Janeiro

Destaque para os projetos sustentáveis colocados em prática por grandes marcas

SB Rio 13. Foto: Divulgação SB Rio 13 / Eduardo Magalhães
Entre os dias 24 e 25 de abril, a cidade do Rio de Janeiro receberá o evento Sustainable Brands Rio 14 (SB Rio 14), com o tema “Reimagine, Redesenhe, Regenere”. O evento deverá reunir 600 profissionais da rede global de líderes de empresas, dedicados a encontrar novas maneiras – sustentáveis – de conduzir negócios.
Durante a parte da manhã, nas Plenárias, o encontro terá apresentações de líderes empresariais e especialistas. A tarde nas Sessões temáticas, será possível aprofundar os assuntos centrais da Nova Economia. Além disso, acontece a Expo com 16 iniciativas concretas, de empresas nacionais e internacionais, de transformação do ambiente de negócios.
Inovação e sustentabilidade na prática
Durante a conferência, pela primeira vez no Brasil, acontecerá a Sustainable Brands Innovation Open – competição entre startups que oferecem produtos e serviços que utilizam a sustentabilidade como direcionador da inovação. Apenas dez competidores terão a oportunidade de participar da Conferência, e duas startups serão as grandes vencedoras. Os prêmios incluem recurso financeiro e apoio de consultorias.
“No Brasil o tema inovação está em alta e muitas iniciativas vêm acontecendo. A SB Innovation Open dá visibilidade para que as startups apresentem suas ideias focadas na sustentabilidade”, disse Álvaro Almeida, sócio-fundador da Report Sustentabilidade, realizadora da SB Rio 14.
Roger Koeppl, jovem empreendedor social, explicou o que o motivou a participar da competição com sua startup, a cooperativa YouGreen. “Estamos mobilizando nossa rede de contatos para irmos para a final do Innovation Open. A visibilidade alcançada e o aporte para alavancagem vão ao encontro dos atuais e futuros objetivos do nosso negócio”, contou.
Outra novidade do evento é a visita temática a comunidades cariocas em que são desenvolvidas atividades e projetos com foco socioambiental. Estas demonstrarão como as marcas podem se adequar às demandas da sociedade. As atividades fazem parte do programa pós-evento, que acontece no dia 26 de abril.

Fonte: Instituto Brookfield

segunda-feira, 3 de março de 2014

Lavar lixo reciclável é desnecessário e desperdiça água, dizem especialistas

Autor: Eduardo Carvalho Do G1, em São Paulo

Trabalhadores separam lixo em cooperativa de reciclagem que fica no bairro de São Mateus, Zona Leste de São Paulo (Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo) 
Trabalhadores separam lixo em cooperativa de reciclagem que fica no bairro de São Mateus, Zona Leste de São Paulo (Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo)
Quem tem o hábito de lavar o lixo doméstico antes de destiná-lo à reciclagem está gastando água com algo desnecessário, explicam especialistas ouvidos pelo G1. Lavar itens como caixas de leite longa vida, potes de iogurte, garrafas PET ou de vidro para retirar restos de alimentos não ajuda no processo de reciclagem e gera mais esgoto – que muitas vezes não é coletado e tratado.
Esses materiais de qualquer forma serão novamente lavados quando chegarem às cooperativas, onde ocorre o processo de separação do papel, plástico, vidro e metal, que, posteriormente, serão destinados às indústrias de reciclagem.
“Em qualquer processo de reciclagem, o resíduo será submetido a um processo de higienização. Não há necessidade de uma lavagem aprofundada do material”, explica Carlos Silva Filho, diretor-presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).
A melhor maneira de preservar o lixo reciclável dentro de casa de maneira higiênica (sem uso de água), até que passe o caminhão para recolher, é guardá-lo em recipientes fechados, que evitam o surgimento de moscas e a emissão de odores, explica Emilio Maciel Eigenheer, especialista em resíduos sólidos.
Brasil, um país de lixões
Apesar de a lavagem de material reciclado ser um desperdício de água, quando se trata do tratamento de resíduos sólidos, esse problema ambiental ainda é pequeno em comparação com a existência de quase 3 mil lixões. O país ainda recicla apenas 1,4% das 189 mil toneladas de lixo que gera por dia. Segundo o governo federal, dos 5.564 municípios brasileiros, somente 766 fazem coleta seletiva.
Apesar de a reciclagem no país ser um mercado bilionário – em 2012 a coleta, a triagem e o processamento de materiais em indústrias geraram faturamento de R$ 10 bilhões – o Brasil perde R$ 8 bilhões ao ano ao enterrar, em aterros e lixões, materiais que poderiam ser reciclados.
Os dados são do Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem), associação dedicada à promoção da gestão integrada do lixo. Mas esses números podem mudar com a implantação da nova Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída em 2010 e que tem previsão para entrar em vigor a partir de agosto deste ano.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, os instrumentos da PNRS (que eliminam de vez todos os lixões e obriga as prefeituras a instalar aterros sanitários) ajudarão a alcançar o índice de 20% na reciclagem de resíduos já em 2015.
Para Silva Filho, mesmo a lei entrando em vigor ainda vai faltar ao governo investir na educação da população para o tema da reciclagem. Segundo uma pesquisa feita pela Abrelpe com 2 mil pessoas, 88% dos entrevistados se disseram favoráveis e propensos em ajudar o meio ambiente por meio da separação de resíduos. Porém, todos alegaram que não receberam orientação de como fazê-la.
“Falta orientação para esclarecer dúvidas básicas, como se eu preciso lavar o pote de margarina ou se posso jogar o papelão que veio a pizza, mesmo com gordura, para a reciclagem. Isso acaba prejudicando o sistema de coleta seletiva. O poder público tem que dar essa instrução”, explica.
O Brasil perde R$ 8 bilhões ao
ano ao desperdiçar, enterrando em aterros e lixões, os materiais que poderiam ser reciclados
Cestos coloridos não funcionam
O cesto azul é para jogar o papel. No vermelho, vai o plástico. O verde é para o vidro e o amarelo é para o metal. Isso é o que muitas vezes se aprende a respeito da reciclagem. No entanto, essa separação não funciona de fato no Brasil, pois o lixo chegará na cooperativa e será misturado.
Segundo os especialistas ouvidos pelo G1, a implantação das lixeiras coloridas foi uma tentativa de trazer para o país o hábito da reciclagem da forma como foi criado e consolidado em países desenvolvidos, onde a coleta ocorre por item.
No Japão, por exemplo, há um calendário para recolhimento de cada material reciclável, algo que no Brasil estaria fora de cogitação devido ao custo elevado da coleta multifrações, como é conhecida a técnica, que custa de quatro a seis vezes mais que a coleta dual, quando o lixo é separado apenas em reciclável e orgânico.
"O ideal é separar o lixo seco [aquele que pode ser reciclado] do lixo úmido [materiais orgânicos como restos de comida e materiais não recicláveis, como papel higiênico] e deixar o resto para a cooperativa fazer", explica Sandro Mancini, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e especialista em reciclagem de resíduos sólidos.
"[Ter os cestos coloridos] é um gasto extra e um desestímulo à população, que quando vê esse monte de lixeiras coloridas, acaba misturando todo o lixo e colocando-o em um único cesto. Precisamos repensar essa medida", aponta Silva Filho.

Fonte:  http://g1.globo.com/natureza/noticia/2014/02/lavar-lixo-reciclavel-e-desnecessario-e-desperdica-agua-dizem-especialistas.html

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

PACTO DA RECICLAGEM

Meta do Governo do Estado é alcançar 10% no índice de reciclagem de resíduos sólidos gerados no Rio de Janeiro até 2014. Participe você também!



Com a meta de alcançar 10% no índice de reciclagem do lixo gerado no Rio de Janeiro até o final de 2014, o Governo do Estado lançou, em setembro de 2013, o Pacto da Reciclagem. Atualmente, esse índice é de apenas 3%.

O Pacto da Reciclagem reúne as principais ações da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) que visam a promover e a estimular a cadeia de reciclagem de resíduos sólidos no Rio de Janeiro.

O aumento da rede de reciclagem de resíduos sólidos é fundamental numa sociedade moderna, sustentável. Afinal, quanto menor a quantidade de resíduos dispostos em aterros sanitários, maior será sua vida útil.

Com o consumo consciente e sustentável – sem desperdícios, com a reutilização de produtos e destinação correta do lixo com a coleta seletiva –, integrando os catadores, agentes fundamentais nesse processo, o Estado estará fortalecendo a gestão do tratamento de lixo.

Fazem parte das ações do Pacto da Reciclagem: Fábrica Verde, que transforma lixo eletrônico em inclusão digital; EcoModa, que capacita moradores das comunidades pacificadas em moda sustentável a partir da reutilização de retalhos, banners e sobras de tecidos; Prove, de incentivo à reciclagem de óleo de cozinha usado; e Entulho Limpo da Baixada, voltado para o reaproveitamento e encaminhamento de resíduos da construção civil para destinação final adequada.

Também integram o Pacto da Reciclagem o Programa Coleta Seletiva Solidária do Estado do Rio de Janeiro, iniciativa de apoio aos municípios fluminenses na elaboração e implantação de programas municipais de coleta seletiva solidária; o Projeto Catadores e Catadoras em Redes Solidárias, voltado para a inclusão socioeconômica dos catadores e catadores em 41 cidades fluminenses; e o Polo de Reciclagem de Gramacho, que vai absorver 500 catadores que atuavam no antigo lixão de Gramacho.

O Programa Coleta Seletiva Solidária, que já chegou a 60 cidades fluminenses, fornece assessoria aos municípios na elaboração, planejamento e implantação de programas municipais de coleta seletiva solidária. A meta é que todos os 92 municípios sejam assessorados até o final de 2014.

Já o Projeto Catadores e Catadoras em Redes Solidárias destina-se a apoiar a inclusão socioeconômica de catadores, incluindo, dentre outras ações, o cadastramento e diagnóstico socioeconômico de 3.000 catadores e suas necessidades para ampliar a capacidade de trabalho com resíduos recicláveis.

Fonte: http://www.rj.gov.br/web/sea/exibeconteudo?article-id=1917524

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014