sábado, 5 de outubro de 2013

RECICLARTE – Essa gente recicla com arte

AnesioAntoniodeOliveira AssociaçãoRaiodeLuz Reciclarte créditoDavilymDourado Horizonte 200x300 RECICLARTE – Essa gente recicla com arte

Exposição multimídia apresenta histórias de pessoas que vivem a reciclagem no seu dia a dia.
Mostra fica de 8 a 19 de outubro na Biblioteca do Memorial da América Latina, em São PauloEntrada é gratuita.
A partir de 8 de outubro (terça-feira), a Biblioteca do Memorial da América Latina recebe a exposição multimídia Arte da Reciclagem em São Paulo –RECICLARTE. Com ensaios fotográficos, vídeo, peças e depoimentos de pessoas que estão por trás da extensa cadeia da reciclagem, a mostra joga luz e resgata a dignidade desse trabalho anônimo que gera riqueza a partir daquilo que se descarta.
A exposição é dividida em módulos que abordam do descarte à coleta, da triagem ao reprocessamento, do reuso funcional ao artesanato produzido com matéria-prima descartada. A mostra tem curadoria de Peter Milko, diretor de redação da revista Horizonte Geográfico e ensaio fotográfico deGustavo Lourenção e Davilym Dourado.
Visite o hotsite da exposição: www.horizontegeografico.com.br/reciclarte
RECICLARTE tem patrocínio da Dixie Toga, apoio da Braskem e do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura – Programa de Ação Cultural – 2013.
Arte da Reciclagem em São Paulo – RECICLARTE
Onde: Memorial da América Latina (Biblioteca) – Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, portões 1, 2, 5 e 6 – Barra Funda – Oeste.
Quando: 8 a 19 de outubro. Segunda a sexta-feira, das 10h às 18h. Sábado, das 10h às 17h.
Grátis
Proibido fumar. Tem local para comer. Tem conexão wi-fi. Estac. (R$ 7 e R$ 10, nos portões 4, 8 e 15 – convênio).
Sobre a Dixie Toga
A Dixie Toga é uma das maiores empresas multi packaging da América Latina e atua nos segmentos de embalagens rígidas, flexíveis, laminadas e rótulos. Entre os mercados atendidos pela companhia estão alimentos, bebidas, cosméticos, farmacêutico, higiene pessoal, limpeza doméstica, médico-hospitalar, pet food e de tabaco. Atualmente, a empresa conta com mais de sete mil funcionários, que atuam nas plantas do Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e México.
Muito além de apenas convertedor de embalagens, a Dixie Toga se tornou uma empresa dedicada ao desenvolvimento estratégico de materiais, uma autêntica “Material Science Company”. Neste sentido, o crescimento da Dixie Toga tem sido resultado do alto nível de serviços prestados aos clientes, oferta de produtos com qualidade diferenciada, investimentos contínuos em novos equipamentos e, principalmente, inovação.
Sobre a Braskem
A Braskem é a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas. Com 36 plantas industriais distribuídas pelo Brasil, Estados Unidos e Alemanha, a empresa produz anualmente mais de 16 milhões de toneladas de resinas termoplásticas e outros produtos petroquímicos. Maior produtora de biopolímeros do mundo, a Braskem tem capacidade para fabricar anualmente 200 mil toneladas de polietileno derivado de etanol de cana-de-açúcar.
Mais informações para a imprensa com:
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Marcelo Bolzan – Ramal 22 – (11) 98714-9775 – marcelo@lead.com.br
Luiz Soares – Ramal 18 – (11) 98752-4637 – luiz@lead.com.br
Marina Galvanin – Ramal 19 – (11) 98681-0133 – marina@lead.com.br

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Reciclagem do óleo


Porque reciclar 

Você sabia que óleo de cozinha quando descartado de forma incorreta causa diversos impactos negativos ao meio ambiente?

O descarte pela pia, por exemplo, permite que o óleo chegue aos corpos d água contaminando e degradando todos os locais por onde passa.

Primeiro, o óleo de cozinha entope os encanamentos residenciais. O óleo gruda nas paredes das tubulações que passam a reter restos de alimentos ocasionando o entupimento. Além desse transtorno, o alimento acumulado nas tubulações atrai ratos e baratas para o estabelecimento. Em seguida, este óleo chega à rede publica de esgoto causando entupimentos em maiores proporções e gerando ainda mais transtornos e proliferação de vetores.

Nos rios, o óleo forma uma camada impermeabilizante na superfície que impede a passagem da luz do sol comprometendo o oxigênio existente e causando a morte dos peixes e da vegetação aquática.

Isso tudo deixa de acontecer assim que este óleo é encaminhado para o Instituto Triângulo, pois, através de alguns processos ele é transformado em um novo produto, sabão ecológico biodegradável, que se decompõe naturalmente e com maior facilidade por ter origem orgânica.


Como armazenar o óleo vegetal usado 

Para guardar este óleo depois de usado é simples:

• Espere o óleo esfriar na panela;

• Com a ajuda de um funil, despeje o óleo diretamente em uma garrafa PET ( as populares garrafas de refrigerantes);

• Em seguida feche a garrafa PET com a tampa, assim, não será exalado qualquer tipo de odor e a garrafa poderá ser guardada em qualquer local da cozinha sem atrair insetos, ratos ou baratas;

• Com um guardanapo de papel, limpe a panela em que foi preparado o alimento com óleo e faça o mesmo procedimento com funil e coloque este guardanapo no lixo orgânico;

• Quando a garrafa PET estiver cheia, leve para o Ponto de Troca mais perto de sua casa.

Por que a garrafa PET?

Em caso de acidente, como quedas, por exemplo, a garrafa PET é mais resistente. A tampa com rosca evita que o cheiro do óleo exale pela casa. Além disso, a garrafa PET também pode ser reciclada quando encaminhada para os coletores de óleo.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Gargalos impedem avanço da reciclagem do lixo no Brasil


Com programas de coleta seletiva pouco organizados, a indústria recicladora funciona, em média, com capacidade ociosa entre 20% e 30%

A coleta seletiva ainda enfrenta gargalos para se tornar abrangente no País, como determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que entrará em vigor na segunda metade do ano que vem. A avaliação foi feita por André Vilhena, diretor do Compromisso Empresarial pela Reciclagem (Cempre), fórum que reúne 38 grandes empresas nacionais e multinacionais desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92.
A falta de capacitação é mais grave no interior, mas também está longe do ideal nas grandes cidades: "Vamos pegar os exemplos das maiores cidades do Brasil: os programas tanto de São Paulo quanto do Rio de Janeiro são muito pouco abrangentes, precisam passar por uma reformulação e ampliação significativas. Sem dúvida alguma, no curto espaço de tempo, precisamos melhorar muito os programas de coleta seletiva nas cidades brasileiras, especialmente nas maiores".Vilhena destaca que um dos entraves para o avanço da coleta seletiva no Brasil é a falta de qualificação dos gestores locais responsáveis por elaborar os planos municipais de resíduos sólidos: "O envolvimento das prefeituras é o ponto de partida. Temos hoje poucos municípios fazendo a coleta seletiva e, principalmente, fazendo a coleta seletiva de forma abrangente. Para mudar isso, os gestores públicos necessitam de treinamento para que possam efetivamente implantar os programas em seus municípios".
Com programas de coleta seletiva pouco organizados, a indústria recicladora padece de pouca oferta de matéria-prima e, segundo estimativas do Cempre, funciona, em média, com capacidade ociosa entre 20% e 30%. Levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2010 já mostrava que o Brasil deixava de movimentar R$ 8 bilhões anualmente por não aproveitar o potencial do setor. De acordo com o Cempre, apenas 14% das cidades brasileiras têm coleta seletiva, sendo 86% delas no Sudeste.
Outro entrave para a reciclagem no Brasil, segundo Vilhena, é o peso tributário sobre o setor, que se beneficiaria de mudanças na cobrança de impostos: "De cara, deveria ser dispensado o recolhimento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) na venda de sucatas e materiais recicláveis, além de produtos com 100% de material reciclado. Poderia ser feita, a partir disso, uma redução gradativa do imposto conforme o percentual de material reciclado na composição", defende ele, que acredita haver bitributação no caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI): "em alguns setores, o produto já teve a cobrança do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados]. quando foi descartado, e tem o desconto de novo durante a reciclagem".
Edson Freitas, da organização não governamental EccoVida, concorda com as duas análises: "muita gente prefere a informalidade por causa dos impostos. Pago uns 30% de imposto sobre minhas garrafas e ainda tenho que pagar para destinar o lixo não aproveitável. Um dos projetos que desenvolvo, de produção de telhas a partir de pet [politereftalato de etileno, utilizado na fabricação de embalagens e outros produtos], eu trouxe de Manaus, porque lá não era viável por falta de plástico selecionado".
Em seu galpão, o presidente da ONG conta que processa mil toneladas de material reciclado por mês, mas a falta de oferta o impede de vender o dobro disso de matéria-prima para fábricas como a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev), que usa suas pets na produção de garrafas 100% recicladas, que corresponderam a 28% da produção em 2012 e devem chegar a 40% em 2013. No ano passado, a companhia reutilizou 60 milhões de pets na produção, número que deve saltar para 130 milhões neste ano, com a autorização da Anvisa para o uso de material reciclável em mais três fábricas da empresa, somando seis homologadas.
A produção de pet a partir de material reciclável economiza 70% de energia e reduz em 70% a emissão de gás carbônico na atmosfera. Além das pets, a Ambev também produz, em sua fábrica de vidro, sete em cada dez garrafas desse material inteiramente com cacos reciclados, sendo 88% deles provenientes da própria cervejaria e 12% de cooperativas.
O problema da falta de material de que Freitas se queixa, no entanto, não é causado só pela escassez de planos municipais. Para Vilhena, é preciso maior envolvimento da população: "Temos que melhorar o engajamento do cidadão brasileiro nos programas de coleta seletiva, que ainda estão aquém do desejado".
Edson Freitas destaca que é preciso uma mudança de pensamento em relação aos materiais recicláveis: "nem chamo de lixo uma pet ou uma embalagem de papelão, porque não são lixo. Têm o mesmo valor que tinham quando o produto estava armazenado dentro delas. É só limpar que continua a ser material com valor comercial e utilidade".

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Alguns dados importantes sobre a reciclagem



1.Quais cidades brasileiras podem ser tomadas como exemplos?
Os cinco municípios brasileiros onde a prefeitura faz chegar o serviço de coleta seletiva a 100% das residências são Curitiba (PR), Itabira (MG), Londrina (PR), Santo André (SP) e Santos (SP). Em Curitiba, por exemplo, a fórmula que deu certo inclui o uso de caminhões que recolhem apenas o lixo seco, sem nenhum resto orgánico. O resultado: o lixo fica mais limpo e acaba vendido por um preço mais alto às indústrias de reciclagem. Isso ajuda a tornar o sistema de coleta seletiva em Curitiba mais barato (e viável) que o da maioria das cidades brasileiras.

2. Por que em alguns municípios há programas de reciclagem e em outros não?
Todo o resíduo de uma cidade é de responsabilidade das prefeituras. Dessa maneira, se não existirem iniciativas municipais, dificilmente a reciclagem será massificada. Outra situação a ser vencida é a falta de mecanismos de coleta seletiva. Essa etapa inicial e fundamental da reciclagem é realizada pelos órgãos públicos em cerca de 6% dos municípios brasileiros. A situação levou à formação de cooperativas de catadores de lixo e de empresas privadas especializadas, que enxergaram na coleta seletiva e na reciclagem uma forma de ganhar dinheiro. Na capital paulista, por exemplo, um estudo identificou, em 2002, cerca de setenta associações que coletam, fazem a triagem e comercializam material reciclável.

3. Quais são os países que mais reciclam no mundo?
Entre os países que mais reciclam estão os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha e a Holanda. Os EUA, por exmplo, conseguem reaproveitar pouco mais da metade do que vai parar nas lixeiras. Na Europa Ocidental, virou rotina nos supermercados cobrar uma taxa para fornecer sacolas plásticas. Os clientes levam as suas de casa. Também na Europa, o bom e velho casco (de vidro ou de plástico) vale desconto na compra de refrigerantes e água mineral. Para a redução do lixo industrial, a União Européia está financiando projetos em que uma indústria transforma em insumo o lixo de outras fábricas. Até a fuligem das chaminés de algumas é aproveitada para a produção de tijolos e estruturas metálicas.

Fonte:http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/reciclagem/#8